http://repositorio.unb.br/handle/10482/57349| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| MelissaMotaLopes_DISSERT.pdf | 1,85 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Mulher-monstro : figurações da bruxa em três contos de Las voladoras, de Mónica Ojeda |
| Autor(es): | Lopes, Melissa Mota |
| Orientador(es): | Thomaz, Paulo César |
| Assunto: | Corpo Violência Família Colonização |
| Data de publicação: | 3-Nov-2026 |
| Data de defesa: | 24-Jul-2026 |
| Referência: | LOPES, Melissa Mota. Mulher-monstro: figurações da bruxa em três contos de Las voladoras, de Mónica Ojeda. 2026. 145 f. Dissertação (Mestrado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Resumo: | Invisibilizada no chamado boom latinoamericano dos anos 60, a literatura escrita por mulheres na América Latina tornou-se foco da mídia nacional e internacional nos últimos anos, “movimento” que passou a ser conhecido como “novo boom” latinoamericano. Considerado por muitas das escritoras como uma categorização exotizante e puramente comercial, o dito “novo boom” vem sendo questionado e reconfigurado por muitas dessas escritoras. A equatoriana Mónica Ojeda é uma das autoras que não concorda com a categorização mas que, como outras escritoras contemporâneas e anteriores a ela, trabalha sua literatura a partir de temas como o medo e o corpo feminino. Em Las Voladoras, livro de contos publicado no Brasil em 2023, Ojeda propõe escrever a partir do que entende como Gótico Andino, trabalhando a intersecção de temas como colonização, hibridismo cultural, violência de gênero e corpo, utilizando como substrato a geografia, os mitos, lendas e monstros andinos. Este trabalho tem por objetivo estudar, a partir da análise dos contos Voladoras, Sangre Coagulada e Cabeza Voladora, de que maneiras Ojeda aborda as conexões entre colonização, família, patriarcado e violência de gênero, utilizando a figura da bruxa como força motriz das narrativas. Em consonância com autoras como Silvia Federicci, Irene Silverblatt e Amaranta Pico Salguero, estudamos a figura da bruxa nos contos, focando em sua representação como um ser híbrido resultante da mistura cultural, que movimenta também conceitos heterogêneos como abjeção e desejo; civilização e natureza; ancestralidade e futuridade. A partir de autoras como Donna Haraway e Rosi Braidotti analisamos, ainda, a figura da bruxa como representação de futuridade possível a partir da formação de alianças intergeracionais e interespécies como maneiras de resistência e sobrevivência à violência patriarcal. |
| Abstract: | Made invisible during the so-called Latin-American boom during the 60’s, literature written by women found itself in the spotlight of both national and international media during the last years as a narrative set which became known as the “new Latin-American boom”. Considered an exoticizing and commercial categorization, the so-called “new boom” is being questioned and reconfigured by many female writers. Equatorian writer Mónica Ojeda is one of the authors who disagree with this categorization, despite, like other contemporary and previous writers, structuring her literature around themes such as fear and the female body. In Las Voladoras, a short story collection published in Brazil in 2023, Ojeda proposes writing from what she understands as Andean Gothic, addressing the intersection in themes such as colonization, cultural hybridism, gender violence and the body, using Andean monsters, legends, myths and geography as substrate. This work aims to study, from the analysis of short stories Voladoras, Sangre Coagulada and Cabeza Voladora, the ways Ojeda approaches the connections between colonization, family, patriarchy and gender violence, using the figure of the which as the driving force for the narratives. In consonance with authors such as Silvia Federicci, Irene Silverblatt and Amaranta Pico Salguero, we study the figure of the witch in these short stories, focusing on its representation as a hybrid being resulting from the cultural mixture, which also moves heterogeneous concepts like abjection and desire; civilization and nature; ancestrality and futurity. Based on authors such as Donna Haraway and Rosi Braidotti, we also analyze the figure of the witch as a representation of possible futurity through the formation of intergenerational and interspecies alliances as ways of resisting and surviving patriarchal violence. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Letras (IL) Departamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2026. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Literatura |
| Licença: | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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