http://repositorio.unb.br/handle/10482/55804| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| AntonioAvelinoFerreiraSoares_DISSERT.pdf | 12,99 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Polimorfismos de TNFA em transtorno depressivo maior em pacientes com e sem doença cardiovascular : uma revisão sistemática |
| Autor(es): | Soares, Antonio Avelino Ferreira |
| Orientador(es): | Silva, Izabel Cristina Rodrigues da |
| Assunto: | Polimorfismo Comorbidade cardiovascular |
| Data de publicação: | 2-Set-2026 |
| Data de defesa: | 8-Mar-2026 |
| Referência: | SOARES, Antonio Avelino Ferreira. Polimorfismos de TNFA em transtorno depressivo maior em pacientes com e sem doença cardiovascular: uma revisão sistemática. 2026. 265 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências e Tecnologias em Saúde) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Resumo: | Introdução: O Transtorno Depressivo Maior (TDM) tem sido cada vez mais associado à desregulação inflamatória, envolvendo particularmente o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). Polimorfismos genéticos dentro da região promotora de TNFA foram investigados como potenciais moduladores da suscetibilidade depressiva, expressão dos sintomas, resposta ao tratamento e comorbidade inflamatória. No entanto, os resultados permanecem inconsistentes entre populações e contextos clínicos. Métodos: Esta revisão sistemática aderiu às diretrizes da PRISMA 2020 e foi registrada no PROSPERO (CRD420251242724). Estudos observacionais e intervencionistas avaliando associações entre polimorfismos de TNFA-especificamente rs1800629 ( 308 G/A), rs1799724 ( 857 C/T) e rs1799964 ( 1031 T/C)-e desfechos relacionados à MDD em adultos foram incluídos. A extração de dados e a avaliação metodológica da qualidade foram realizadas de forma independente, utilizando uma estrutura adaptada do GRIPS. Resultados: Onze estudos atenderam aos critérios de inclusão, com oito investigando MDD sem comorbidade cardiovascular e três avaliando populações cardiovasculares. Em coortes diversas, rs1800629 e rs1799724 não demonstraram associações consistentes com a suscetibilidade ao MDD. Embora tenham sido relatados achados isolados específicos da população, as distribuições de genótipo e alelo foram geralmente comparáveis entre os casos e os controles. Rs1799724 foi associado às dimensões dos sintomas e à expressão alterada do TNF-α em duas coortes. O Rs1799964 não foi associado à ocorrência da doença, mas demonstrou associação potencial com resposta antidepressiva e desfechos cardiovasculares adversos em pacientes com insuficiência cardíaca crônica e depressão comórbida. No geral, os achados foram heterogêneos e influenciados pelas características da população, tamanho da amostra e contexto clínico. Conclusões: A evidência atual não apoia um papel etiológico robusto para os polimorfismos promotores de TNFA em transtornos depressivos graves. Estas variantes podem exercer efeitos modulatórios dependentes do contexto na expressão dos sintomas, resposta ao tratamento ou interações inflamatório-cardiovascular em vez de servirem como determinantes primários da suscetibilidade. São necessários estudos mais amplos e diversos do ponto de vista étnico que integrem dados genéticos, inflamatórios e clínicos para esclarecer a contribuição da variabilidade genética inflamatória nos transtornos depressivos. |
| Abstract: | Background: Major Depressive Disorder (MDD) has a multifactorial etiology and has been associated with dysregulation of immune-inflammatory pathways, particularly tumor necrosis factor-alpha (TNF α) signaling. Polymorphisms located in the promoter region of the TNFA gene may alter its expression and potentially influence MDD susceptibility, clinical manifestations, antidepressant response, and the interaction between depression and cardiovascular diseases. However, the available findings remain inconsistent. Objective: To critically evaluate the evidence regarding the association between TNFA gene polymorphisms and MDD, considering disease susceptibility, clinical characteristics, antidepressant treatment response, and psychiatric manifestations in patients with cardiovascular diseases. Methods: This systematic review was conducted according to the PRISMA 2020 recommendations and registered in PROSPERO under number CRD420251242724. MEDLINE/PubMed, Web of Science, Scopus, the Virtual Health Library, and the CAPES/MEC Journal Portal were searched from database inception to December 2025, without language or publication-date restrictions. Observational or interventional studies involving adults that investigated TNFA variants, particularly rs1800629 (-308 G/A), rs1799724 (-857 C/T), and rs1799964 (-1031 T/C), in relation to MDD-associated outcomes were included. Study selection, data extraction, and methodological quality assessment were independently performed by two reviewers. Reporting quality was evaluated using an adapted GRIPS framework. Owing to clinical and methodological heterogeneity, a qualitative synthesis was performed. Results: The search identified 81 records, of which 11 studies were included: eight assessed MDD without cardiovascular comorbidity, and three investigated cardiovascular populations. The rs1800629 and rs1799724 polymorphisms showed no consistent association with MDD susceptibility, as genotype and allele distributions were generally similar between cases and controls. Isolated findings for rs1800629 were reported in small or specific samples but were not consistently replicated. Although rs1799724 was not associated with categorical diagnosis, it was related to symptom dimensions, TNF-α expression, and neuroanatomical alterations in two studies. Rs1799964 also showed no consistent association with MDD occurrence but was potentially related to antidepressant response. Among patients with chronic heart failure and depression, the C/C genotype was associated with poorer cardiac function, greater inflammatory activity, cachexia, and reduced survival. Reporting quality was predominantly moderate to high, although substantial heterogeneity was observed in sample size, ancestry, diagnostic criteria, and statistical analyses. Conclusion: Current evidence does not support TNFA promoter polymorphisms as strong and independent etiological determinants of MDD. These variants may exert context-dependent modulatory effects on symptoms, treatment response, and inflammatory-cardiovascular interactions. Larger, ethnically diverse studies integrating genetic, clinical, and inflammatory data are required before any clinical application can be considered. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS) – Campus UnB Ceilândia |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ceilândia, Programa de Pós-graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde, 2026. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias em Saúde |
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| Agência financiadora: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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