| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Neves, Fabrício Monteiro | pt_BR |
| dc.contributor.author | Buosi, Lucas | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-07-31T21:13:28Z | - |
| dc.date.available | 2026-07-31T21:13:28Z | - |
| dc.date.issued | 2026-07-31 | - |
| dc.date.submitted | 2025-08-27 | - |
| dc.identifier.citation | BUOSI, Lucas. Aspirações de controle e ciência periférica : imaginários sociotécnicos das interfaces cérebro-computador. 2025. 370 f., il. Tese (Doutorado em Sociologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55575 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Sociologia, Programa de Pós-Graduação em Sociologia, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Esta tese investiga a coprodução de valores sociais e cognitivos no campo das Interfaces
Cérebro-Computador (ICCs) no Brasil, articulando a teoria dialética dos valores (Lacey), o
idioma da coprodução (Jasanoff) e a dinâmica centro-periferia, lida por uma chave dupla –
centro-na-periferia e periferia-no-centro – que recusa a redução das hierarquias da tecnociência
a uma dimensão territorial. A metodologia combinou análise documental de políticas de CT&I
e de saúde, dados econômicos do comércio internacional de instrumentos médicos,
levantamento bibliométrico e treze entrevistas em profundidade com pesquisadores atuantes no
campo. Os resultados mostram que o desenvolvimento local de ICCs ancora-se na autonomia
inclusiva – tecnologias assistivas orientadas ao SUS – como horizonte ético compartilhado, que
convive com a simulação da centralidade: para captar recursos, os grupos aderem parcialmente
ao imaginário global da disrupção, mas o filtram com ceticismo, priorizando aplicações clínicas
e recusando o aprimoramento como meta. A plasticidade neural emerge como valor cognitivo
legitimador, condição das promessas das ICCs, porém carregada de ambiguidades que
demandam reflexividade. A interrupção da dialética entre fecundidade e significância é
coproduzida pela própria excelência, pelo modo como ela é avaliada e recompensada. A
metáfora do encapsulamento – vinda da rejeição biológica aos eletrodos – descreve como o
arranjo institucional confina a inovação: o pesquisador-ilha sustenta a pesquisa na falta das
engrenagens, a gambiarra atesta competência técnica e restrição material, as universidades
operam como silos. O ecossistema revela-se como o negativo fotográfico do Complexo
Econômico-Industrial da Saúde (CEIS): onde a demanda pública deveria puxar a inovação, o
conhecimento morre na bancada pelo vazio nos arranjos produtivos. Ciclos orçamentários de
abundância e escassez fragilizam redes, enquanto a dependência de instrumentos médicos
importados se aprofunda. A tese conclui propondo políticas capazes de recompor a dialética –
um desafio tecnológico para sensores médicos, compras públicas de inovação, hardware aberto
e métricas que capturem a significância social –, de modo que a fecundidade científica se
traduza em benefícios concretos para a população usuária do SUS. A contribuição original
reside na articulação entre a dialética dos valores e o idioma da coprodução no contexto
periférico, decompondo os mecanismos da interrupção em identidades, instituições, discursos
e representações. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Aspirações de controle e ciência periférica : imaginários sociotécnicos das interfaces cérebro-computador | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Interfaces Cérebro-Computador (ICCs) | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Dialética | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Coprodução sociotécnica | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Centro-periferia | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Autonomia inclusiva | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This dissertation investigates the coproduction of social and cognitive values in the field of
Brain-Computer Interfaces (BCIs) in Brazil, drawing on the dialectical theory of values
(Lacey), the idiom of coproduction (Jasanoff), and center-periphery dynamics, read through a
dual lens – center-in-the-periphery and periphery-in-the-center – that refuses to reduce the
hierarchies of technoscience to a territorial dimension. The methodology combined
documentary analysis of STI and health policies, economic data on the international trade of
medical instruments, bibliometric survey, and thirteen in-depth interviews with researchers
active in the field. The findings show that local BCI development is anchored in inclusive
autonomy – assistive technologies oriented toward Brazil's public health system (SUS) – as a
shared ethical horizon, coexisting with the simulation of centrality: to attract funding, research
groups partially embrace the global imaginary of disruption, yet filter it with skepticism,
prioritizing clinical applications and rejecting enhancement as a goal. Neural plasticity emerges
as a legitimizing cognitive value, a condition for the promises of BCIs, but laden with
ambiguities that demand reflexivity. The interruption of the dialectic between fecundity and
significance is coproduced by excellence itself, by the way it is evaluated and rewarded. The
metaphor of encapsulation – drawn from the biological rejection of implanted electrodes –
describes how the institutional arrangement confines innovation: the island-researcher sustains
research in the absence of supporting structures, the gambiarra attests to technical competence
amid material constraint, and universities operate as silos. The ecosystem reveals itself as the
photographic negative of the Health Economic-Industrial Complex (CEIS): where public
demand should drive innovation, knowledge dies on the bench due to the void in productive
arrangements. Budget cycles of abundance and scarcity weaken networks, while dependence
on imported medical instruments deepens. The dissertation concludes by proposing policies
capable of restoring the dialectic – a technological challenge for medical sensors, public
procurement of innovation, open-source hardware, and metrics that capture social significance – so that the country's scientific fecundity translates into concrete benefits for the population
served by SUS. The original contribution lies in articulating the dialectics of values with the
idiom of coproduction in the peripheral context, decomposing the mechanisms of interruption
into identities, institutions, discourses, and representations. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Ciências Sociais (ICS) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Sociologia (ICS SOL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Sociologia | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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