http://repositorio.unb.br/handle/10482/53764| File | Size | Format | |
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| LiviaKimPhilipovskySchroederReis_DISSERT.pdf | 1,76 MB | Adobe PDF | View/Open |
| Title: | Processo estrutural penal no Supremo Tribunal Federal : entre teoria, a prática e a invisibilidade |
| Authors: | Reis, Lívia Kim Philipovsky Schroeder |
| Orientador(es):: | Duarte, Evandro Charles Piza |
| Coorientador(es):: | Silva, Tédney Moreira da |
| Assunto:: | Processo estrutural Processo penal Supremo Tribunal Federal Criminologia crítica Sociologia da violência |
| Issue Date: | 27-Jan-2026 |
| Data de defesa:: | 18-Nov-2025 |
| Citation: | REIS, Lívia Kim Philipovsky Schroeder. Processo estrutural penal no Supremo Tribunal Federal: entre teoria, a prática e a invisibilidade. 2025. 180 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Direito, Regulação e Políticas Públicas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Abstract: | A dissertação propõe uma abordagem inovadora sobre processos estruturais, deslocando o foco do campo tradicionalmente civilista para o processo penal e áreas correlatas, como criminologia, sociologia e execução penal. Parte-se da constatação de que litígios penais com elementos estruturais permanecem pouco conhecidos, insuficientemente sistematizados e raramente submetidos a exame aprofundado, especialmente no Supremo Tribunal Federal (STF). A pesquisa busca compreender as causas dessa invisibilidade e propor critérios específicos para sua identificação e classificação. O estudo aponta que, embora haja vasta literatura sobre processos estruturais no direito e processo civil, raramente se verticaliza a análise para o campo penal. A dissertação sustenta que a natureza multipolar das demandas penais, envolvendo polícia, Ministério Público, Defensoria Pública, Judiciário, sistema prisional e outros atores exige soluções interinstitucionais, reforçando a pertinência do recorte penal. Ademais, alerta para os riscos de transposição acrítica de categorias do processo civil, defendendo uma leitura cautelosa e adaptada à lógica e princípios do processo penal. O trabalho se desenvolve em três eixos. No primeiro capítulo, revisa a doutrina e confronta a utilidade de conceitos estruturais para demandas criminais, defendendo uma visão ampliada que inclua casos que, embora não conduzidos formalmente como estruturais, envolvam problemas estruturais relevantes. No segundo, examina os debates da Comissão de Juristas do Senado sobre anteprojeto de lei dos processos estruturais, identificando o predomínio de uma definição ampla de “problema estrutural” e a tímida presença do direito penal, ainda que com inclusão de hipóteses como habeas corpus coletivo. No terceiro capítulo, desenvolve-se uma pesquisa empírica junto ao Supremo Tribunal Federal, confrontando a catalogação do Núcleo de Processos Estruturais e Complexos (NUPEC) com casos penais não classificados como estruturais, mas que apresentam feições estruturais evidentes. O recorte analítico abrange habeas corpus coletivos, reclamações constitucionais de natureza coletiva e recursos extraordinários, classes processuais diversas das tradicionalmente exploradas pelo processo civil, mas frequentemente utilizadas por Defensorias Públicas e organizações da sociedade civil na vindicação de tutelas coletivas de caráter não punitivo. A partir dessa análise, o estudo identifica três subtipos predominantes de processos penais com dimensão estrutural: (1) gestão carcerária e do sistema socioeducativo; (2) controle da atividade policial; e (3) seletividade penal. Os resultados mostram a prevalência de habeas corpus coletivos, atuação destacada das Defensorias Públicas e concentração temática em problemas prisionais, na amostra encontrada. Conclui-se que a ausência de identificação e reconhecimento desses litígios como estruturais contribui para manter invisíveis determinados sujeitos e problemas, perpetuando desigualdades e limitando o potencial transformador do processo penal. O estudo defende a formulação de critérios específicos para o campo penal, capazes de aprimorar o reconhecimento e a qualificação de processos estruturais penais, alinhando teoria e prática e fortalecendo a dimensão democrática da jurisdição constitucional. |
| Abstract: | The dissertation proposes an innovative approach to structural processes, shifting the focus from the traditionally civil law field to criminal proceedings and related areas, such as criminology, sociology, and criminal enforcement. It starts from the observation that criminal litigation with structural elements remains little known, insufficiently systematized, and rarely subjected to in-depth examination, especially in the Federal Supreme Court (STF). The research seeks to understand the causes of this invisibility and propose specific criteria for its identification and classification. The study points out that, although there is extensive literature on structural processes in civil law and procedure, analysis is rarely verticalized to the criminal field. The dissertation argues that the multipolar nature of criminal demands, involving the police, the Public Prosecutor's Office, the Public Defender's Office, the Judiciary, the prison system, and other actors, requires interinstitutional solutions, reinforcing the relevance of the criminal approach. Furthermore, it warns of the risks of uncritical transposition of categories from civil procedure, advocating a cautious reading adapted to the logic and principles of criminal procedure. The work is developed along three axes. In the first chapter, it reviews the doctrine and confronts the usefulness of structural concepts for criminal cases, advocating a broader view that includes cases that, although not formally conducted as structural, involve relevant structural problems. In the second, it examines the debates of the Senate Jurists Commission on the draft bill on structural proceedings, identifying the predominance of a broad definition of “structural problem” and the timid presence of criminal law, even with the inclusion of hypotheses such as collective habeas corpus. In the third chapter, empirical research is conducted with the Federal Supreme Court, comparing the cataloging of the Center for Structural and Complex Proceedings (NUPEC) with criminal cases not classified as structural but which have evident structural features. The analytical sample covers collective habeas corpus, constitutional complaints of a collective nature, and extraordinary appeals, which are procedural classes different from those traditionally explored by civil proceedings but frequently used by public defenders and civil society organizations in the vindication of collective remedies of a non-punitive nature. Based on this analysis, the study identifies three predominant subtypes of criminal proceedings with a structural dimension: (1) prison and socio-educational system management; (2) control of police activity; and (3) criminal selectivity. The results show the prevalence of collective habeas corpus, the prominent role of public defenders, and a thematic concentration on prison problems in the sample found. It is concluded that the failure to identify and recognize these disputes as structural contributes to keeping certain subjects and problems invisible, perpetuating inequalities and limiting the transformative potential of the criminal process. The study advocates the formulation of specific criteria for the criminal field, capable of improving the recognition and qualification of structural criminal proceedings, aligning theory and practice and strengthening the democratic dimension of constitutional jurisdiction. |
| metadata.dc.description.unidade: | Faculdade de Direito (FD) |
| Description: | Dissertação (mestrado profissional) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Mestrado Profissional em Direito, Regulação e Políticas Públicas, 2025. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Direito, Regulação e Políticas Públicas, Mestrado Profissional |
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| Appears in Collections: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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