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Título : Mercúrio atmosférico em áreas da Estação Ecológica de Águas Emendadas próximas às rodovias
Autor : Quintanilha, Alipio Pires
Orientador(es):: Jacobson, Tamiel Khan Baiocchi
Coorientador(es):: Bernardi, Jose Vicente Elias
Assunto:: Poluição ambiental
Áreas protegidas
Cerrado
Fecha de publicación : 4-nov-2026
Citación : QUINTANILHA, Alipio Pires. Mercúrio atmosférico em áreas da Estação Ecológica de Águas Emendadas próximas às rodovias. 2026. 92 f. Dissertação (Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Resumen : A industrialização e queima de combustíveis fósseis amplificaram o ciclo biogeoquímico do Hg e seus impactos ambientais. O Hg atmosférico (Hgatm) oriundo de emissões veiculares é depositado em ecossistemas terrestres e aquáticos, permeando teias tróficas e bioacumulando em níveis tróficos superiores. O Hgatm emitido em rodovias é importante variável para determinação da intensidade da deposição de Hg, e consequente contaminação por Hg, em ecossistemas protegidos por unidades de conservação (UCs). Neste sentido, nosso objetivo foi quantificar e analisar as concentrações de Hgatm ao longo de rodovias marginais (BR-020, DF-128, DF-205, DF-345) e no interior da Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESEC-AE), em diferentes horários, alturas e distâncias da rodovia. Utilizamos analisador de mercúrio portátil Lumex RA-915M para determinar a concentração de Hgatm em pontos nas rodovias e nas áreas centrais da ESEC-AE. As concentrações de Hgatm ao longo das rodovias variaram entre 0 e 12,50 ng/m³, sendo 4,40 ng Hg/m3 pela manhã e 3,83 ng Hg/m3 no início da tarde. Observamos enriquecimento significativo de Hgatm no final da tarde (4,95 ng Hg/m3), horário de pico do tráfego, onde ocorre emissão conjunta devido a combustão fóssil e ressuspensão mecânica do Hg particulado depositado nas rodovias. As concentrações de Hgatm não defiriram em relação a diferentes alturas, e, maiores concentrações ocorreram sob baixas velocidades de vento e elevada umidade relativa do ar. Considerando as áreas internas da ESEC-AE, observamos forte influência das emissões rodoviárias nas concentrações de Hgatm (determinada via Krigagem) que incidem sobre a UC, principalmente nas rodovias BR-020, que apresentou fluxo mais intenso. As concentrações de Hgatm apresentaram alta variabilidade espacial (entre 2,0 e 7,0 ng/m3) nas áreas internas da UC, com média geral de 4,26 ng/m³. Obtivemos métricas inconstantes nas mensurações de Hgatm em diferentes fitofisionomias, onde observamos picos de concentração (outliers) de até 25 ng/m3 em uma mata de galeria. No entanto, consideramos haver influência do gradiente altitudinal e da direção dos ventos predominantes da região. Nossos resultados demonstram que as concentrações de Hgatm nas rodovias que margeiam a ESEC-AE, dependem, majoritariamente, da intensidade do tráfego, que varia significativamente durante o dia. Observamos que há acumulam de Hgatm em áreas internas da ESEC-AE, principalmente em fitofisionomias com vegetação mais densa e úmida. Assim, concluímos que o Hgatm emitido em rodovias e que incide sobre a ESEC-AE depende da intensidade do tráfego, de processos de ressuspensão mecânica, da densidade vegetal da fitofisionomia e das condições meteorológicas locais. Esses fatores atuam conjuntamente na modulação temporal e espacial do Hgatm em ambientes rodoviários urbanos e periurbanos sob influência antrópica. Nossos resultados contribuem para a compreensão do ciclo antropogênico do Hg e dos impactos ecológicos em ecossistemas associados a rodovias e subsidia tomadas de decisão em relação a políticas públicas ambientais e de gestão de Ucs. Evidenciamos e ressaltamos a necessidade de monitoramento contínuo de emissões veiculares em rodovias marginais a UCs para auxiliar na condução de políticas públicas referentes as emissões de Hgatm.
Abstract: Industrialization and the burning of fossil fuels have intensified the biogeochemical cycle of mercury (Hg) and its environmental impacts. Atmospheric Hg (Hgatm) originating from vehicular emissions is deposited in terrestrial and aquatic ecosystems, permeating food webs and bioaccumulating at higher trophic levels. Hgatm emitted along roadways is a key variable in determining the intensity of Hg deposition and consequent Hg contamination in ecosystems protected by conservation units (CUs). In this context, our objective was to quantify and analyze Hgatm concentrations along adjacent roadways (BR-020, DF-128, DF-205, DF-345) and within the Águas Emendadas Ecological Station (ESEC-AE) at various times, heights, and distances from the road. We used a portable Lumex RA-915M mercury analyzer to determine Hgatm concentrations at points along the roadways and in the central areas of the ESEC-AE. Hgatm concentrations along the roadways ranged from 0 to 12.50 ng/m³, averaging 4.40 ng Hg/m³ in the morning and 3.83 ng Hg/m³ in the early afternoon. We observed significant Hgatm enrichment in the late afternoon (4.95 ng Hg/m³) coinciding with peak traffic driven by combined emissions from fossil fuel combustion and the mechanical resuspension of particulate Hg deposited on the road surfaces. Hgatm concentrations did not vary significantly with height; however, higher concentrations occurred under conditions of low wind speed and high relative humidity. Regarding the interior areas of the ESEC-AE, we observed a strong influence of roadway emissions on Hgatm concentrations (determined via Kriging) affecting the CU, particularly from the BR-020 highway, which exhibited the heaviest traffic flow. Atmospheric mercury (Hgatm) concentrations showed high spatial variability (ranging from 2.0 to 7.0 ng/m³) within the protected area, with an overall mean of 4.26 ng/m³. Measurements across different vegetation types yielded inconsistent metrics, with concentration peaks (outliers) reaching up to 25 ng/m³ observed in a gallery forest. However, we believe these levels were influenced by the altitudinal gradient and the region's prevailing wind directions. Our results demonstrate that Hgatm concentrations along the highways bordering the ESEC-AE depend primarily on traffic intensity, which varies significantly throughout the day. We observed that Hgatm accumulates within the ESEC-AE, particularly in areas with denser, more humid vegetation. Thus, we conclude that the Hgatm emitted from highways and affecting the ESEC-AE is influenced by traffic intensity, mechanical resuspension processes, vegetation density, and local meteorological conditions. These factors act in concert to modulate Hgatm levels both temporally and spatially in urban and peri-urban roadside environments subject to anthropogenic influence. Our findings contribute to the understanding of the anthropogenic Hg cycle and the ecological impacts on ecosystems adjacent to highways, while also informing decision-making regarding environmental public policies and the management of protected areas. We highlight the need for continuous monitoring of vehicle emissions on highways bordering protected areas to support the development of public policies addressing Hgatm emissions.
metadata.dc.description.unidade: Faculdade UnB Planaltina (FUP)
Descripción : Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade UnB Planaltina, Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, 2026.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural
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Aparece en las colecciones: Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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