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Veuillez utiliser cette adresse pour citer ce document : http://repositorio.unb.br/handle/10482/57351
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Titre: Understanding Global Mental Health Governance Through the Regimes Complex Lens
Autre(s) titre(s): Entendendo a governança da saúde mental global pelas lentes da teoria dos regimes complexos
Auteur(s): Benedete, Allana Maciel
Orientador(es):: Barros, Ana Flávia Granja e
Assunto:: Saúde mental
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Hierarquias
Date de publication: 3-nov-2026
Référence bibliographique: BENEDETE, Allana Maciel. Understanding Global Mental Health Governance Through the Regimes Complex Lens. 2026. 116 f., il. Dissertação (Mestrado em Relações Internacionais) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Résumé: Esta dissertação examina como a saúde mental vem sendo integrada à governança global da saúde, analisando-a como um regime complexo composto por arranjos sobrepostos e não hierárquicos que envolvem Estados, organizações internacionais, organismos regionais, sociedade civil, instituições filantrópicas, academia e atores do setor privado. O estudo busca compreender como esses diferentes atores moldam a agenda, as normas e os fluxos de recursos que estruturam a ação global em saúde mental. A pesquisa adota uma metodologia qualitativa e interpretativa, baseada na análise documental e discursiva, examinando resoluções, marcos normativos, relatórios institucionais e documentos estratégicos produzidos pelas Nações Unidas, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e por outras instituições relevantes. O estudo identifica como a saúde mental transitou gradualmente das margens da cooperação internacional em saúde para uma posição mais institucionalizada, apoiada por instrumentos como o Plano de Ação Abrangente em Saúde Mental da OMS 2013-2030 e por sua incorporação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os resultados indicam, contudo, que, apesar do crescente reconhecimento político, a governança global da saúde mental permanece fragmentada, subfinanciada e marcada por assimetrias entre o Norte e o Sul Globais. Entre os desafios persistentes, destacam-se a fragilidade da coordenação multinível, a dependência de contribuições voluntárias, a limitação de mecanismos de enforcement e a insuficiente integração dos determinantes sociais da saúde e das desigualdades interseccionais. A pesquisa também identifica inovações emergentes e práticas colaborativas, como modelos de cuidado comunitário, soluções digitais em saúde mental, arranjos de governança multinível e coalizões intersetoriais que articulam saúde mental com resiliência climática, proteção social e marcos de direitos humanos. Conclui-se que o avanço da saúde mental global requer o fortalecimento da coerência institucional, a ampliação de mecanismos estáveis de financiamento, o aprofundamento da participação social e a adoção de modelos de governança capazes de responder à complexidade do Antropoceno. O estudo argumenta que a saúde mental deve ser reenquadrada como um pilar central do desenvolvimento sustentável e que a ação coordenada entre atores e níveis de governança é essencial para assegurar respostas equitativas e escaláveis, baseadas nos direitos humanos e capazes de efetivamente não deixar ninguém para trás.
Abstract: This dissertation examines how mental health has been integrated into global health governance by analyzing it as a complex regime composed of overlapping, non-hierarchical arrangements involving states, international organizations, regional bodies, civil society, philanthropic institutions, academia and private sector actors. The study aims to understand how these actors shape the agenda, norms and resource flows that structure global mental health action. Using a qualitative and interpretative methodology based on documentary and discourse analysis, it examines resolutions, policy frameworks, institutional reports and strategic documents produced by the United Nations, the World Health Organization (WHO), the Pan American Health Organization (PAHO) and other relevant institutions. The research identifies how mental health has gradually moved from the margins of international health cooperation to a more institutionalized position, supported by instruments such as WHO’s Comprehensive Mental Health Action Plan 2013–2030 and its incorporation into the Sustainable Development Goals. The findings show, however, that despite growing political recognition, global mental health governance remains fragmented, underfunded and marked by asymmetries between the Global North and South. Persistent challenges include weak multilevel coordination, reliance on voluntary contributions, limited enforcement mechanisms, and insufficient integration of social determinants and intersectional inequalities. The research also identifies emerging innovations and collaborative practices, such as community-based care models, digital mental health, multilevel governance arrangements and cross-sectoral coalitions that link mental health to climate resilience, social protection and human rights frameworks. It concludes that advancing global mental health requires strengthening institutional coherence, expanding stable financing, enhancing social participation and adopting governance models capable of addressing the complexity of the Anthropocene. The study argues that mental health must be reframed as a central pillar of sustainable development, and that coordinated action across actors and levels of governance is essential to ensure equitable, human rights-based and scalable responses that effectively leave no one behind.
Resumen: Esta disertación analiza cómo la salud mental se ha incorporado a la gobernanza global de la salud, entendiéndola como un régimen complejo formado por arreglos superpuestos y no jerárquicos en los que participan Estados, organizaciones internacionales, organismos regionales, sociedad civil, instituciones filantrópicas, la academia y actores del sector privado. El objetivo es comprender de qué manera estos actores influyen en la agenda, las normas y los flujos de recursos que estructuran la acción global en salud mental. A partir de una metodología cualitativa e interpretativa basada en el análisis documental y del discurso, la investigación examina resoluciones, marcos de política, informes institucionales y documentos estratégicos elaborados por las Naciones Unidas, la Organización Mundial de la Salud (OMS), la Organización Panamericana de la Salud (OPS) y otras instituciones pertinentes. El estudio muestra cómo la salud mental ha transitado gradualmente desde una posición periférica en la cooperación internacional en salud hacia un lugar más institucionalizado, respaldado por instrumentos como el Plan de Acción Integral en Salud Mental de la OMS 2013–2030 y por su incorporación a los Objetivos de Desarrollo Sostenible. No obstante, los hallazgos indican que, pese al creciente reconocimiento político, la gobernanza global de la salud mental continúa siendo fragmentada, insuficientemente financiada y atravesada por asimetrías entre el Norte y el Sur Globales. Persisten desafíos como la débil coordinación multinivel, la dependencia de contribuciones voluntarias, los limitados mecanismos de implementación y rendición de cuentas, y la integración todavía insuficiente de los determinantes sociales y de las desigualdades interseccionales. La investigación también identifica innovaciones y prácticas colaborativas en expansión, entre ellas modelos de atención comunitaria, soluciones de salud mental digital, arreglos de gobernanza multinivel y coaliciones intersectoriales que articulan la salud mental con la resiliencia climática, la protección social y los marcos de derechos humanos. En conjunto, se concluye que avanzar en la agenda global de salud mental exige reforzar la coherencia institucional, ampliar fuentes estables de financiamiento, profundizar la participación social y adoptar modelos de gobernanza capaces de responder a la complejidad del Antropoceno. En este sentido, la disertación sostiene que la salud mental debe replantearse como un pilar central del desarrollo sostenible y que la acción coordinada entre actores y niveles de gobernanza es indispensable para garantizar respuestas equitativas y escalables, basadas en los derechos humanos y capaces de efectivamente no dejar a nadie atrás.
metadata.dc.description.unidade: Instituto de Relações Internacionais (IREL)
Description: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Relações Internacionais, Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais, 2026.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais
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Collection(s) :Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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