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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorPilati, Alexandre Simõespt_BR
dc.contributor.authorOliveira, Amanda Lima dept_BR
dc.date.accessioned2026-11-03T17:16:31Z-
dc.date.available2026-11-03T17:16:31Z-
dc.date.issued2026-11-03-
dc.date.submitted2026-03-27-
dc.identifier.citationOLIVEIRA, Amanda Lima de. O trabalho alienado e a vida severina na poesia de João Cabral de Melo Neto. 2026. 106 f. Dissertação (Mestrado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/57342-
dc.descriptionDissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2026.pt_BR
dc.description.abstractEsta dissertação investiga a relação entre trabalho, alienação e forma poética na obra de João Cabral de Melo Neto, tomando como eixo central o poema Morte e vida severina. À luz da teoria marxista, examino como a poesia cabralina não apenas representa, mas dá forma sensível às determinações que forjam a experiência do trabalhador nordestino no capitalismo brasileiro. Defendo que, em Cabral, forma e conteúdo operam em uma unidade inseparável: a crítica social não reside apenas na temática, mas na arquitetura rigorosa da própria construção poética. Ao longo da análise, contrapõe-se o trabalho alienado, marcado pela escassez, pela violência e pela expropriação, ao trabalho artístico, compreendido aqui como prática consciente e desfetichizadora. A trajetória de Severino é lida não como mera narrativa de miséria, mas como expressão de uma condição estruturada pela repetição e pela morte. Em diálogo com a fortuna crítica de João Cabral de Melo Neto — especialmente com as reflexões de Alfredo Bosi, Antonio Candido, Haroldo de Campos, Antonio Carlos Secchin e Eduardo Sterzi —, demonstra-se como a precisão da forma poética cabralina transforma a vivência do retirante em espaço de elaboração crítica, no qual a morte, mais do que um fim biológico, funciona como confirmação de uma existência previamente consumida pela lógica do capital.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)-
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleO trabalho alienado e a vida severina na poesia de João Cabral de Melo Netopt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subject.keywordCrítica marxistapt_BR
dc.subject.keywordPoesiapt_BR
dc.subject.keywordMorte e vida severinapt_BR
dc.subject.keywordAlienaçãopt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This dissertation investigates the relationship between labor, alienation, and poetic form in the work of João Cabral de Melo Neto, taking as its central axis the poem Morte e Vida Severina. In light of Marxist theory, it examines how Cabral’s poetry not only represents but also gives sensuous form to the historical and social determinations that shape the experience of the Northeastern worker within Brazilian capitalism. The study argues that, in Cabral’s work, form and content operate as an inseparable unity: social criticism lies not only in the thematic dimension but also in the rigorous architecture of poetic construction itself. Throughout the analysis, alienated labor—marked by scarcity, violence, and expropriation—is contrasted with artistic labor, understood here as a conscious and de-fetishizing practice. Severino’s trajectory is interpreted not merely as a narrative of misery but as the expression of a condition structured by repetition and death. In dialogue with the critical tradition surrounding Cabral’s work—especially the reflections of Alfredo Bosi, Antonio Candido, Haroldo de Campos, Antonio Carlos Secchin, and Eduardo Sterzi—this dissertation demonstrates how the precision of Cabral’s poetic form transforms the retirante’s experience into a space of critical elaboration. In this framework, death appears not merely as a biological end but as the confirmation of an existence already consumed by the logic of capital.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Letras (IL)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Literaturapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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