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Titre: Assinaturas geofísica e petrofísica do depósito Santa Lúcia, Província Mineral de Carajás
Auteur(s): Valente, Adriano Lopes
Orientador(es):: Silva, Adalene Moreira
Assunto:: Cobre
Assinatura geofísica
Assinatura petrofísica
Província Mineral de Carajás
Date de publication: 15-oct-2026
Référence bibliographique: VALENTE, Adriano Lopes. Assinaturas geofísica e petrofísica do depósito Santa Lúcia, Província Mineral de Carajás. 2024. 139 f., il. Dissertação (Mestrado em Geologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024.
Résumé: A principal meta deste trabalho é a caracterização das assinaturas geofísica e petrofísica do depósito de Cu-Au Santa Lúcia, localizado na região da Serra do Rabo, Província Mineral de Carajás no estado do Pará, Brasil. A mineralização de Cu-Au ocorre em uma zona mineralizada variando de disseminado, string, brechado, semi-maciço e maciço. A análise dos dados geofísicos permitiu concluir que: a) os dados magnéticos regionais e terrestres não mostram contraste expressivo, indicando falta de anomalia magnética ou fracamente magnética; b) o modelo de inversão dos dados magnéticos terrestres mostra que o minério do Santa Lúcia não apresenta anomalias de suscetibilidade magnética; c) os dados de gamaespectrometria destaca anomalias com altos teores dos três radioelementos, correspondendo a rochas de composição riolítica identificadas como parte da Suíte Planalto; d) os métodos elétricos (IP) e eletromagnéticos (TDEM) revelaram um excelente contraste de anomalias geofísicas, devido ao forte contraste de cargabilidade e condutividade, permitindo a diferenciação de diferentes porções do ambiente mineralizado; e) o modelo de cargabilidade mapeia os sulfetos disseminados, mas respondeu apenas parcialmente aos sulfetos maciços; f) o modelo de resistividade desempenhou um papel mais eficaz na identificação das zonas mineralizadas, indicando que as anomalias são moderadamente condutivas; g) os levantamentos eletromagnéticos do domínio do tempo terrestre (FLTEM) e borehole (DHTEM) possibilitaram a modelagem de placas condutoras, correspondentes às zonas ricas em sulfetos maciços com valores da ordem de 1.500S de condutividade. Dados petrofísicos foram medidos sistematicamente em nove furos de sondagem e puderam ser agrupados em cinco classes que mostram contraste em termos das propriedades físicas das rochas. Foram obtidos dados de densidade, suscetibilidade magnética, condutividade e HF (Resposta da condutividade no domínio da frequência). Para analisar estas variações, dados petrográficos e geoquímicos foram analisados e integrados com os petrofísicos. Os resultados indicam que: a) a porção maciça da mineralização apresenta os maiores valores de condutividade, suscetibilidade magnética e densidade; b) as porções brechada e semi-maciça também mostram um contraste petrofísico, embora não tão expressivo quanto a zona maciça; c) as rochas hospedeiras e as mineralizações disseminada, string e matriz mostram baixos valores de suscetibilidade magnética, densidade e condutividade. A interpretação e integração dos dados petrográficos, litogeoquímicos e petrofísicos apontam que: a) as variações de propriedades físicas estão relacionadas com a correlação entre minerais de sulfetos em termos de comportamento de massa, tamanho dos grãos e textura; b) os principais minerais de sulfetos identificados no depósito Santa Lúcia são calcopirita, pirrotita e pirita; c) as zonas de mineralização maciça no depósito Santa Lúcia apresentaram fortes contrastes petrofísicos de suscetibilidade magnética e condutividade, devido à associação de calcopirita com lamelas de pirrotita que aparecem em cristais/blastos localmente deformados, com alguns exibindo chamas de pentlandita ou inclusões de calcopirita e esfalerita; d) quando a pirrotita se transforma em pirita ou quando a pirita está inclusa na pirrotita, isso implica uma diminuição do contraste de suscetibilidade magnética, e o processo inverso da transformação da pirita em pirrotita monoclínica causa o aumento de suscetibilidade magnética; e) os valores de suscetibilidade magnética na ordem de 30 (10⁻³ SI) observados no minério maciço não são suficientes para gerar anomalias magnéticas nos levantamentos geofísicos magnetométricos no depósito Santa Lúcia; f) o forte contraste de densidade devido à presença dos sulfetos maciços indica que o levantamento gravimétrico pode ser uma ferramenta útil para mapear a zona de minério com alto teor de cobre no depósito Santa Lúcia. O entendimento do footprint geofísico e petrofísico do depósito Santa Lúcia abre portas para a exploração de depósitos que não têm assinaturas geofísicas triviais, requerendo diferentes metodologias geofísicas e petrofísicas para serem compreendidos.
Abstract: The primary goal of this study is to characterize the geophysical and petrophysical signatures of the Cu-Au Santa Lúcia deposit, located in the Serra do Rabo region, Carajás Mineral Province, in the state of Pará, Brazil. The CuAu mineralization occurs in a mineralized zone with ore ranging from disseminated, stringer, brecciated, semi-massive, to massive types. Analysis of geophysical data concluded that: a) regional and ground magnetic data show no significant contrast, indicating a lack of magnetic anomaly or weakly magnetic anomaly, respectively; b) the inversion model of ground magnetic data shows that the Santa Lúcia ore does not present magnetic susceptibility anomalies; c) The gamma-ray spectrometry data highlights anomalies with high concentrations of the three radioelements, corresponding to rhyolitic composition rocks identified as part of the Planalto Suite; d) electrical (IP) and electromagnetic (TDEM) methods revealed excellent geophysical anomaly contrasts due to strong chargeability and conductivity contrasts, allowing differentiation of various portions of the mineralized environment; e) the chargeability model maps disseminated sulfides but only partially responds to massive sulfides; f) the resistivity model was more effective in identifying mineralized zones, indicating that anomalies are moderately conductive; g) time-domain electromagnetic surveys (FLTEM and DHTEM) enabled the modeling of conductive plates corresponding to zones rich in massive sulfides with conductivity values around 1,500 S. Petrophysical data were systematically measured in nine drill holes and could be grouped into five classes showing contrasts in rock physical properties. Density, magnetic susceptibility, conductivity, and HF (High Frequency Response) data were obtained. Petrographic and geochemical data were analyzed and integrated with petrophysical data to analyze these variations. Results indicate that: a) the massive portion of mineralization exhibits the highest values of conductivity, magnetic susceptibility, and density; b) brecciated and semi-massive portions also show petrophysical contrast, though not as pronounced as the massive zone; c) host rocks and disseminated, stringer, and matrix mineralizations show low values of magnetic susceptibility, density, and conductivity. Interpretation and integration of petrographic, lithogeochemical, and petrophysical data suggest that: a) variations in physical properties are related to the correlation between sulfide minerals in terms of mass, grain size, and texture behavior; b) the main sulfide minerals identified in the Santa Lúcia deposit are chalcopyrite, pyrrhotite, and pyrite; c) massive mineralization zones in the Santa Lúcia deposit presented strong petrophysical contrasts of magnetic susceptibility and conductivity due to the association of chalcopyrite with pyrrhotite lamellae appearing in locally deformed crystals/blasts, with some exhibiting pentlandite flames or inclusions of chalcopyrite and sphalerite; d) when pyrrhotite transforms into pyrite or when pyrite is included in pyrrhotite, it implies a decrease in magnetic susceptibility contrast, and the reverse process of pyrite transforming into monoclinic pyrrhotite causes an increase in magnetic susceptibility; e) magnetic susceptibility values around 30 (10⁻³ SI) observed in massive ore are insufficient to generate magnetic anomalies in magnetic geophysical surveys at the Santa Lúcia deposit; f) the strong density contrast due to the presence of massive sulfides indicates that gravity surveys can be a useful tool for mapping the high-grade copper ore zone in the Santa Lúcia deposit. Understanding the geophysical and petrophysical footprint of the Santa Lúcia deposit opens avenues for exploring deposits with non-trivial geophysical signatures, requiring different geophysical and petrophysical methodologies to be understood.
metadata.dc.description.unidade: Instituto de Geociências (IG)
Description: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geologia, 2024.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Geologia
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Agência financiadora: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Collection(s) :Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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