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BrunaMartinsCosta_TESE.pdf3,34 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorPinto, Simone Rodrigues-
dc.contributor.authorCosta, Bruna Martins-
dc.date.accessioned2026-10-13T16:57:09Z-
dc.date.available2026-10-13T16:57:09Z-
dc.date.issued2026-10-13-
dc.date.submitted2026-07-31-
dc.identifier.citationCOSTA, Bruna Martins."Mais violento que a morte": desaparecimento forçado, violência de Estado e os limites da política brasileira de busca de pessoas desaparecidas. 2026. 239 f. Tese (Doutorado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/57219-
dc.descriptionTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Pós-Graduação em Direito, 2026.pt_BR
dc.description.abstractO desaparecimento forçado de pessoas ocupa, no imaginário jurídico e social brasileiro, um lugar temporalmente delimitado à ditadura civil-empresarial-militar, associação que, embora historicamente fundada, isola a prática no passado e dificulta o reconhecimento de sua persistência na democracia contemporânea, sob nova gramática, atingindo majoritariamente jovens homens negros e periféricos. Nesse cenário, o Brasil instituiu, em 2019, a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, que define pessoa desaparecida de forma deliberadamente ampla. A pesquisa investiga por que essa política, criada especificamente para enfrentar o desaparecimento de pessoas no país, não nomeia nem enfrenta o desaparecimento forçado como violência de Estado, e o que essa omissão revela sobre a relação histórica entre o Estado brasileiro e a violência que ele próprio produz. Para tanto, combina três estratégias metodológicas complementares: pesquisa bibliográfica e documental de naturezaqualitativa, voltada à reconstrução histórica e político-jurídica da categoria de desaparecimento forçado e à produção de um conceito de violência de Estado; pesquisa documental empírica e original, consistindo na elaboração e análise de pedidos de acesso à informação dirigidos a órgãos federais responsáveis pela política; e relato de inspiração autoetnográfica, fundamentado na experiência da autora como gestora pública à frente da coordenação dessa política entre 2024 e 2025. Os resultados demonstram que a omissão não constitui falha técnica de desenho normativo, mas racionalidade que protege o Estado de responsabilização ao tratar o desaparecimento como problema humanitário, familiar ou administrativo, repetindo, sob gramática democrática, um padrão histórico de reconhecimento seletivo da violência estatal que atravessa o colonial-escravismo, a ditadura e a democracia contemporânea. A triangulação entre a literatura especializada, os documentos públicos obtidos e a experiência situada revelou que a política dispõe de instrumentos tecnicamente aptos a identificar essa violência, mas sistematicamente deixa de produzir os dados, as instâncias e os posicionamentos institucionais que permitiriam reconhecê-la. Conclui-se que, se a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas partisse da premissa de que o desaparecimento forçado é um problema político produzido pela violência do Estado brasileiro, haveria pelo menos quatro mudanças iniciais no desenho da política pública. De forma mais radical, pensando em mudanças estruturais, far-se-ia necessário extrapolar os contornos da política, levando-se à reflexão sobre violências estruturais e seu impacto na fundação do próprio Estado brasileiro, o que exigiria o abandono do cinismo e a disposição para rebeldia.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.title"Mais violento que a morte" : desaparecimento forçado, violência de Estado e os limites da política brasileira de busca de pessoas desaparecidaspt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordDesaparecimentopt_BR
dc.subject.keywordDireitos humanospt_BR
dc.subject.keywordViolênciapt_BR
dc.subject.keywordPolíticas públicaspt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1The enforced disappearance of persons occupies, in the Brazilian legal and social imagination, a place temporally confined to the civil-corporate-military dictatorship, an association that, although historically grounded, isolates the practice in the past and hinders recognition of its persistence in contemporary democracy, under a renewed configuration, disproportionately affecting young Black men from peripheral areas. Against this backdrop, Brazil established, in 2019, the National Policy for the Search of Missing Persons, which defines a missing person in deliberately broad terms. This research investigates why this policy, created specifically to address the disappearance of persons in the country, neither names nor confronts enforced disappearance as State violence, and what this omission reveals about the historical relationship between the Brazilian State and the violence it itself produces. To this end, it combines three complementary methodological strategies: qualitative bibliographic and documentary research, aimed at the historical and legal-political reconstruction of the category of enforced disappearance and at the production of a concept of State violence; original empirical documentary research, consisting of the preparation and analysis of freedom-of-information requests submitted to federal agencies responsible for the policy; and an autoethnography inspired account, grounded in the author's experience as a public manager leading the coordination of this policy between 2024 and 2025. The results support the reading that the omission would not constitute a technical flaw in regulatory design, but rather a rationality that would tend to protect the State from accountability by treating disappearance as a humanitarian, family, or administrative problem, thereby repeating, under a democratic grammar, a historical pattern of selective recognition of State violence that spans colonial slavery, the dictatorship, and contemporary democracy. The triangulation of specialized literature, the public documents obtained, and situated experience revealed that the policy possesses instruments technically capable of identifying this violence, yet systematically fails to produce the data, institutional bodies, and official positions that would allow it to be recognized. It is concluded that, were the National Policy for the Search of Missing Persons to depart from the premise that enforced disappearance is a political problem produced by Brazilian State violence, at least four initial changes to the policy's design would follow. More radically, addressing the problem at a structural level would require moving beyond the contours of the policy itself, prompting reflection on structural violence and its bearing on the very foundation of the Brazilian State — which would require critically confronting the very foundations of that formation, not merely refining its instruments.pt_BR
dc.description.unidadeFaculdade de Direito (FD)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Direitopt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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