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Título : Não é amor, mas trabalho de reprodução social : cuidado e enfermagem à luz de Nancy Fraser
Otros títulos : It is not love, but social reproduction labor : nursing care in light of Nancy Fraser
No es amor, sino trabajo de reproducción social : el cuidado y la enfermería a la luz de Nancy Fraser
Autor : Pires, Maria Raquel Gomes Maia
Mundim, Gabriela Duarte Almeida
metadata.dc.identifier.orcid: https://orcid.org/0000-0002-7941-0816
https://orcid.org/0000-0002-4984-4541
metadata.dc.contributor.affiliation: Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Departamento de Enfermagem
Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares
Assunto:: Estereótipo de gênero
Enfermagem
Cuidados de enfermagem
Feminismo
Fecha de publicación : 2026
Editorial : Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem
Citación : PIRES, Maria Raquel Gomes Maia; MUNDIM, Gabriela Duarte Almeida. Não é amor, mas trabalho de reprodução social: cuidado e enfermagem à luz de Nancy Fraser. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 60, p. e20260127, jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2026-0127pt. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/WcN6Dd8cczmLgFmnLL8MSKS/?lang=pt. Acesso em: 13 out. 2026.
Resumen : Estudo teórico que adota a concepção de cuidado como trabalho de reprodução social em Nancy Fraser como crítica do autodiscurso científico do cuidado como “amor” na enfermagem. Argumentamos que o cuidado como trabalho de reprodução social, ação esforçada que visa atender às necessidades sociais da força de trabalho nas sociedades capitalistas, expõe as fragilidades do “amor” da enfermagem – por desnudar as condições materiais, interseccionais, capitalistas e sócio-históricas que o sustentam, subsidiando práticas contra-hegemônicas. Inicialmente refletimos sobre a contradição entre cuidado e capitalismo. Em seguida, procedemos à crítica imanente do autodiscurso do amor na enfermagem por meio do triedro negativo do cuidar. Na conclusão, recalculamos alternativas para uma rota crítica do trabalho do cuidado na profissão. Propomos a inclusão da perspectiva de gênero e o diálogo com a epistemologia feminista nos currículos da graduação e da pós-graduação, com repercussões nas produções científicas e na prática política da enfermagem. A ciência que produzimos há que problematizar as contradições sociais e de gênero na enfermagem, cujo trabalho tem sido rigidamente domesticado.
Abstract: This is a theoretical study that adopts Nancy Fraser’s conception of care as social reproduction labor as a critique of the scientific self-discourse that defines care as “love” in nursing. We argue that care as social reproduction labor–purposeful labor aimed at meeting the social needs of the labor force in capitalist societies–reveals the weaknesses of the notion of “love” in nursing by exposing the material, intersectional, capitalist, and sociohistorical conditions that sustain it, thereby supporting counter-hegemonic practices. First, we reflect on the contradiction between care and capitalism. Subsequently, we undertake an immanent critique of the nursing self-discourse of love through the negative trihedron of care. Finally, we recalculate alternatives for a critical pathway regarding care work in the profession. We propose incorporating a gender perspective and dialogue with feminist epistemology into undergraduate and graduate curricula, with repercussions for scientific production and the political practice of nursing. The science we produce should problematize the social and gender contradictions within nursing, whose labor has been rigidly domesticated.
Resumen: Estudio teórico que adopta la concepción del cuidado como trabajo de reproducción social de Nancy Fraser como crítica al autodiscurso científico del cuidado como “amor” en la enfermería. Argumentamos que el cuidado como trabajo de reproducción social —una acción esforzada que busca satisfacer las necesidades sociales de la fuerza laboral en las sociedades capitalistas— pone de manifiesto las fragilidades del “amor” en la enfermería, al revelar las condiciones materiales, interseccionales, capitalistas y sociohistóricas que lo sustentan, lo que sustenta prácticas contrahegemónicas. Inicialmente reflexionamos sobre la contradicción entre el cuidado y el capitalismo. A continuación, procedemos a una crítica inmanente del autodiscurso del amor en la enfermería a través del triángulo negativo del cuidado. En la conclusión, replanteamos alternativas para una trayectoria crítica del trabajo de cuidado en la profesión. Proponemos la inclusión de la perspectiva de género y el diálogo con la epistemología feminista en los planes de estudio de pregrado y posgrado, con repercusiones en la producción científica y en la práctica política de la enfermería. La ciencia que producimos debe cuestionar las contradicciones sociales y de género en la enfermería, cuyo trabajo ha sido rigurosamente domesticado.
metadata.dc.description.unidade: Faculdade de Ciências da Saúde (FS)
Departamento de Enfermagem (FS ENF)
Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM)
Licença:: (CC BY) Este é um artigo de acesso aberto distribuído sob os termos da Licença de Atribuição Creative Commons.
DOI: https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2026-0127pt
Agência financiadora: Edital Interno nº 006/2025/PPGENF/UnB - Auxílio Financeiro a docentes para execução de projetos de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação.
Aparece en las colecciones: Artigos publicados em periódicos e afins

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