| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Farias, Inez Lopes Matos Carneiro de | - |
| dc.contributor.author | Silva, Luciana Luti Pereira da Costa e | - |
| dc.date.accessioned | 2026-10-01T20:35:38Z | - |
| dc.date.available | 2026-10-01T20:35:38Z | - |
| dc.date.issued | 2026-10-01 | - |
| dc.date.submitted | 2025-06-30 | - |
| dc.identifier.citation | SILVA, Luciana Luti Pereira da Costa e. A fragilidade da proteção jurídica no welfare state norte-americano como fator de risco para a subtração internacional de crianças por mulheres brasileiras. 2025. 151 f., il. Dissertação (Mestrado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/57087 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Pós-Graduação em Direito, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Os Estados Unidos compõem a maior comunidade de brasileiros fora do País.
Conforme dados oficiais de 2024, estima-se que ao menos 2,5 milhões sejam
mulheres. Mas este número é resultado do contexto de feminilização das migrações
internacionais, intensificadas a partir dos anos de 1980. Com a feminilização, houve
um aumento exponencial do número de relacionamentos maritais, com os
decorrentes nascimentos de crianças transnacionais e os conflitos internacionais
advindos de disputas pela guarda dessas crianças. A subtração internacional de
crianças é um dos fenômenos originados nos conflitos parentais e se caracteriza
pela remoção ou retenção de uma criança menor de 16 anos, internacionalmente,
sem o consentimento de quem detém poderes de guarda. Para que fossem inibidas
as ocorrências de subtrações de crianças, foi desenvolvido um tratado internacional,
a Convenção da Haia de 1980, que prevê o retorno ao status quo, repatriando
crianças aos países de sua residência habitual como elemento essencial para se
evitarem maiores prejuízos ao maior interesse da criança. O intuito principal é o de
obrigar que as partes envolvidas litiguem nos países de residência habitual. O
tratado permite a manutenção de crianças nos países de refúgio nos casos em que
haja risco de retorno da criança. Contudo, o que se percebeu foi a feminilização das
subtrações, com um maior número de mulheres perpetrando o ilícito civil e
suscitando a aplicação de exceções por risco no retorno (artigo 13(1)(b) do tratado),
alegando a ocorrência de violência doméstica. No presente trabalho, pretendeu-se
analisar se o welfare state norte-americano possibilita que mulheres brasileiras
litiguem no território estrangeiro, respeitando o disposto no tratado, ou se as
condições, em especial, de ausência de gratuidade de justiça nos processos de
âmbito civil e também de divórcios, bem como o reconhecimento e providências no
combate à violência doméstica, são suficientes para evitar as subtrações
internacionais. Para isso, foi utilizada uma metodologia qualitativa dedutiva e
dogmático-analítica, uma variação da metodologia dedutiva jurídica, por revisão
bibliográfica, além de análise legislativa, análise documental, pesquisas quantitativas
relevantes e oficiais e dados estatísticos por fontes secundárias. Concluiu-se que há
graves condições de mulheres brasileiras migrantes, especialmente vulneráveis,
além de fragilidade do welfare state norte-americano e do possível agravamento
futuro dos casos, ante a expectativa projetada de natalidade de filhos de latinos nos
Estados Unidos em 2035. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | A fragilidade da proteção jurídica no welfare state norte-americano como fator de risco para a subtração internacional de crianças por mulheres brasileiras | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Subtração internacional de crianças | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Convenção da Haia | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Feminilização das migrações | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Violência doméstica | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Welfare State | - |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | The United States hosts the largest community of Brazilians outside the country.
According to official data from 2024, it is estimated that at least 2.5 million are
women. However, this number is the result of the feminization of international
migration, intensified since the 1980s. With this feminization came an exponential
increase in marital relationships, the birth of transnational children, and international
conflicts arising from custody disputes involving these children. International child
abduction is one of the phenomena that emerges from parental conflicts and is
characterized by the international removal or retention of a child under the age of 16
without the consent of the person holding custody rights. To prevent occurrences of
child abduction, an international treaty was developed: the 1980 Hague Convention,
which provides for the return to the status quo by repatriating children to their country
of habitual residence as an essential element to avoid greater harm to the child’s
best interests. Its main purpose is to ensure that the parties involved litigate in the
country of habitual residence. The treaty allows for children to remain in the country
of refuge in cases where there is a risk upon return to the child. However, what has
been observed is the feminization of abductions, with a growing number of women
committing the civil offense and invoking the exception of risk upon return (article 13,
1, b of the treaty), alleging the occurrence of domestic violence. This study aimed to
analyze whether the U.S. welfare state allows Brazilian women to litigate abroad,
respecting the treaty's provisions, or whether the conditions, particularly the lack of
free legal aid in civil and divorce proceedings, as well as the recognition of and
measures to combat domestic violence, are sufficient to prevent international
abductions. To this end, a qualitative deductive and dogmatic-analytical methodology
was used—a variation of the deductive legal methodology—through a literature
review, legislative analysis, documentary analysis, relevant quantitative and official
research, and statistical data from secondary sources. It was concluded that Brazilian
migrant women are in a grave situation of vulnerability due to the fragility of the
American welfare state and the potential future worsening of this scenario, in view of
the projected birth rate of Latino children in the United States by 2035. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Direito (FD) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Direito | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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