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JoseRobertoSobralCorreia_TESE.pdf2,12 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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dc.contributor.advisorChaves, Christine de Alencar-
dc.contributor.authorCorreia, José Roberto Sobral-
dc.date.accessioned2026-09-30T16:53:57Z-
dc.date.available2026-09-30T16:53:57Z-
dc.date.issued2026-09-30-
dc.date.submitted2026-05-20-
dc.identifier.citationCORREIA, José Roberto Sobral. Quando ninguém governa o Ministério da Educação. 2026. 208 f., il. Tese (Doutorado em Antropologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/57052-
dc.descriptionTese (Doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, 2026.pt_BR
dc.description.abstractEsta tese apresenta os resultados de uma pesquisa etnográfica — realizada no Ministério da Educação (MEC) do Brasil, sob a perspectiva de um antropólogo servidor público, ou servidor público antropólogo, que trabalha em seu campo — e investiga o cotidiano administrativo e as relações de poder numa burocracia pública marcada pela descontinuidade perpétua de seus projetos e pelo entristecimento de suas equipes. A tese argumenta que esse quadro decorre de o Ministério ser, em última instância, governado por “Ninguém”, uma força estatal abstrata, impessoal e irresponsável que se sobrepõe à agência dos indivíduos, gerando frustração naqueles que tentam implementar políticas educacionais. Ao longo da narrativa, o autor analisa transições históricas e políticas no órgão. Destaca a passagem de um período pautado pela gestão democrática e participativa a uma era dominada por lógicas gerenciais, padronizações estatísticas baseadas em resultados e pela crescente e decisiva influência de uma burocracia privada, a serviço do empresariado, atuando por dentro do MEC. Também dialoga com metodologias e teorias antropológicas, a partir da proposição de uma antropologia amadora, para refletir sobre a Administração Pública como campo de pesquisa. O estudo problematiza a dita essencialização do Estado e explora as tensões entre forças centrífugas (movimentos sociais, diversidade, participação democrática institucional) e forças centrípetas (centralização, verticalização, homogeneização, enxugamento de futuros) na formulação das políticas públicas. Por fim, evidencia como o ocultismo, o autoritarismo e a impessoalidade da lógica-Estado afetam a vida de cada qual enredada nas engrenagens burocráticas.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleQuando ninguém governa o Ministério da Educaçãopt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordAntropologiapt_BR
dc.subject.keywordEstadopt_BR
dc.subject.keywordAdministração públicapt_BR
dc.subject.keywordEtnografiapt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This thesis presents the results of ethnographic research—conducted at the Brazilian Ministry of Education (MEC) from the perspective of a public servant anthropologist, or anthropologist public servant, working in their own field—which investigates the administrative daily life and power relations within a public bureaucracy marked by the perpetual discontinuity of its projects and a profound sense of sadness (entristecimento) among its teams. The thesis argues that this situation stems from the Ministry being, ultimately, governed by “Nobody,” an abstract, impersonal, and unaccountable state force that overrides individual agency, generating frustration in those who attempt to implement educational policies. Throughout the narrative, the author analyzes historical and political transitions within the institution. It highlights the shift from a period guided by democratic and participatory management to an era dominated by managerial logics, results-based statistical standardizations, and the growing and decisive influence of a private bureaucracy serving the business sector operating from within the MEC. It also engages with anthropological methodologies and theories, based on the proposition of an amateur anthropology, to reflect on Public Administration as a research field. The study problematizes the so-called essentialization of the State and explores the tensions between centrifugal forces (social movements, diversity, institutional democratic participation) and centripetal forces (centralization, verticality, homogenization, downsizing of futures) in the formulation of public policies. Finally, it demonstrates how the occultism, authoritarianism, and impersonality of the State-logic affect the lives of each individual entangled in the bureaucratic gears.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Ciências Sociais (ICS)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Antropologia (ICS DAN)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Socialpt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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