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Título : Perfis epidemiológico, clínico, hematológico e bioquímico de mulheres nas fases pré e pós-menopausa com comorbidades : um estudo observacional sobre a associação com a terapia hormonal
Autor : Leite, Simone Regina Coelho
Orientador(es):: Kückelhaus, Selma Aparecida Souza
Assunto:: Hipertensão arterial
Perfil epidemiológico
Perfil clínico
Fecha de publicación : 22-sep-2026
Citación : LEITE, Simone Regina Coelho. Perfis epidemiológico, clínico, hematológico e bioquímico de mulheres nas fases pré e pós-menopausa com comorbidades: um estudo observacional sobre a associação com a terapia hormonal. 2026. 80 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Resumen : Introdução: A menopausa é um marco biológico do envelhecimento feminino, caracterizada pelo esgotamento da reserva ovariana, queda progressiva dos estrogênios e instalação de um estado de hipoestrogenismo que repercute no sistema cardiovascular, metabólico, ósseo, nervoso e imunológico. A transição menopausal e o período pós-menopausa favorecem redistribuição de gordura para o compartimento visceral, piora do perfil lipídico, aumento da resistência à insulina e maior incidência de síndrome metabólica, ampliando a vulnerabilidade de mulheres, sobretudo daquelas com menopausa precoce, insuficiência ovariana prematura ou comorbidades como obesidade, hipertensão e diabetes. Nessa interseção entre hipoestrogenismo, envelhecimento ovariano e desregulação metabólica, a terapia hormonal da menopausa emerge como potencial moduladora dos sintomas vasomotores, metabolismo glicídico e lipídico, saúde óssea, função cognitiva e processos inflamatórios. Objetivos: Avaliar os perfis epidemiológicos, clínicos, hematológicos e bioquímicos de mulheres portadoras de comorbidades, antes e após a menopausa, submetidas ou não à terapia hormonal. Material e Métodos: Estudo clínico experimental, descritivo, comparativo, longitudinal, retrospectivo e prospectivo, conduzido com mulheres em pré e pós-menopausa, que foram distribuídas em grupos conforme faixa etária, estado menopausal, presença de comorbidades e uso ou não de terapia hormonal. Foram coletados dados epidemiológicos e clínicos, e obtidos exames hematológicos, bioquímicos, metabólicos e hormonais a partir de laboratórios de referência, tabulados e organizados para análise. A avaliação estatística foi realizada no GraphPad Prism® 5.0, com teste de normalidade (Kolmogorov-Smirnov) e comparação entre grupos por ANOVA ou Kruskal-Wallis, considerando p < 0,05. Resultados: Houve predominância de mulheres brancas, casadas, com alto nível de escolaridade e sem histórico de sedentarismo, tabagismo ou alcoolismo. As comorbidades mais frequentes foram obesidade, hipertensão arterial sistémica, diabetes mellitus tipo 2 e hipotiroidismo. Não foram observadas diferenças entre os grupos para a maioria dos parâmetros hematológicos. As mulheres com comorbidades apresentaram níveis elevados de glicose em jejum e hemoglobina glicada, independentemente do uso de terapia hormonal. Os níveis de ferritina foram mais elevados nos grupos pós-menopausa que não utilizavam terapia hormonal, enquanto a terapia hormonal foi associada a níveis reduzidos de ferritina. Observou-se aumento do hormônio paratireóideo e das transaminases hepáticas nos grupos pós-menopausa, bem como redução dos níveis de vitamina B12 em mulheres com comorbidades. Os níveis séricos de estradiol permaneceram reduzidos em todos os grupos pós-menopausa, mesmo entre aqueles que usavam terapia hormonal. Conclusão: O nosso estudo reforça a necessidade de uma abordagem estratificada para mulheres na menopausa, considerando a idade, o perfil metabólico, a presença de diabetes e a indicação prudente da terapia hormonal. Os resultados ampliam a nossa compreensão da relação entre menopausa, inflamação, metabolismo e imunossenescência, fornecendo suporte teórico para pesquisas futuras que explorem parâmetros inflamatórios e o papel modulador da terapia hormonal no risco cardiometabólico e nos mecanismos de interação entre o envelhecimento hormonal e a diabetes.
Abstract: Introduction: Menopause is a biological milestone in female aging characterized by the depletion of ovarian reserve and a progressive decline in estrogen levels, resulting in a hypoestrogenic state with metabolic, cardiovascular, skeletal, and immunological consequences. This period is associated with increased visceral adiposity, insulin resistance, and a higher prevalence of cardiometabolic comorbidities. In this context, hormone therapy (HT) has been proposed as a strategy to modulate clinical and inflammatory changes in postmenopausal women. Objective: To analyze and compare the epidemiological, clinical, hematological, and biochemical profiles of women in the pre- and postmenopausal phases, with and without comorbidities, associated with the use or non-use of hormone therapy. Subjects and Methods: This observational, analytical, comparative clinical study, which was both retrospective and prospective in nature, was conducted with 143 women treated at the endocrinology outpatient clinic of Santa Marta Hospital, Taguatinga – Federal District and divided into the following groups: premenopausal (n = 20), healthy menopausal women without (n = 15) and with hormone therapy (HT) (n = 19), and menopausal women with comorbidities, without (n = 51) and with HT (n = 38). Laboratory tests were performed at the Sabin Laboratory - DF; the data were tabulated and analyzed, stratified into five groups according to age, menopausal status, presence of comorbidities, and use of HT. Results: 1) the study population consisted predominantly of white, married women with a high level of education and no history of a sedentary lifestyle; 2) menopause was associated with weight gain compared to the premenopausal period, and hormone therapy did not affect weight gain; 3) Hormone therapy reduced dyslipidemia in middle-aged women without comorbidities; 4) Menopause associated with comorbidities showed a tendency toward an increase in the percentage of hypertension; 5) There was a higher percentage of women with hypothyroidism in healthy menopause or with comorbidities; 6) No differences were observed between the groups for erythrocyte and leukocyte parameters; 7) compared to the negative control, menopause, with or without comorbidities, resulted in higher serum glucose and glycated hemoglobin levels; 8) There was an increase in serum ferritin levels in middle-aged women, with or without comorbidities; however, hormone therapy was able to reverse this increase; 9) Compared to the negative control group, there was a reduction in serum levels of LH, FSH, and estradiol; 10) Serum estradiol levels remained reduced in all postmenopausal groups, even among those using hormone therapy; 11) Serum levels of the evaluated lipid, toxicity, protein, ionic, and hormonal markers showed no differences between the groups. Conclusion: Our study underscores the need for a stratified approach to managing menopausal women, taking into account age, metabolic profile, the presence of diabetes, and the prudent use of hormone therapy. The results have expanded our understanding of the relationship between menopause and comorbidities, providing support for evaluating the modulatory role of hormone therapy in cardiometabolic risk and in the mechanisms of interaction between aging and the immune system.
metadata.dc.description.unidade: Faculdade de Medicina (FM)
Descripción : Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, 2026.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
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Aparece en las colecciones: Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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