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Title: Regressão de alterações no exame citopatológico do colo do útero na população elegível para vacinação contra HPV no Distrito Federal
Authors: Sousa, Ana Lígia da Silva
Orientador(es):: Carneiro, Fabiana Pirani
Assunto:: HPV
Câncer do colo do útero
Útero
Issue Date: 22-Sep-2026
Citation: SOUSA, Ana Lígia da Silva. Regressão de alterações no exame citopatológico do colo do útero na população elegível para vacinação contra HPV no Distrito Federal. 2026. 67 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Abstract: Introdução: O câncer do colo do útero permanece como um importante problema de saúde pública mundial, especialmente em localidades de baixa e média renda, estando fortemente associado à infecção persistente pelo HPV. Nesse contexto, a vacinação e o rastreamento cervical são fundamentais para prevenção e manejo da doença. Objetivo: Avaliar a frequência de regressão das alterações nos resultados de exames citopatológicos do colo do útero em mulheres elegíveis para vacinação contra HPV, acompanhadas pelo Sistema Único de Saúde no Distrito Federal. Metodologia: Estudo observacional analítico, de delineamento longitudinal retrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir dos resultados alterados de exames citopatológicos do colo do útero, de 2018 a 2025, de mulheres elegíveis para vacinação contra o HPV, que buscaram atendimento e tiveram seus exames realizados na rede pública de saúde. Resultados: Foram incluídas 422 pacientes da população elegível para vacinação contra HPV, com idade entre 18 e 25 anos, e exame citopatológico de colo de útero alterado, sendo 34,36% não vacinadas e 65,64% de vacinadas. A média de idade para a população elegível foi de 19,8 (±2,4), com maior média de idade entre vacinadas. A maioria das alterações citopatológicas foram aquelas com indicação de repetição do exame, correspondendo a 86,02% dos exames alterados na população elegível. Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre vacinadas e não vacinadas quanto à distribuição das alterações classificadas como repetição ou colposcopia. Entre os exames que demandavam colposcopia, 23,73% apresentavam resultado de exame histopatológico no SISCAN e o procedimento mais frequente foi a biópsia. A categoria mais frequente foi ASC-US e a menos frequente AGC. A maioria das alterações citopatológicas do colo do útero evoluiu com regressão na população elegível (80,81%), com prevalência de regressão 20% maior entre vacinadas. Em relação ao intervalo de tempo para regressão, a maioria das alterações apresentou regressão em até um ano na população elegível (66,47%), com frequência de regressão significativamente maior entre as não vacinadas; a regressão entre 1 e 2 anos ocorreu em 16,18% dos exames alterados na população elegível, sendo significativamente mais frequente entre as vacinadas (19,83%); a regressão entre 2 e 6 anos foi observada em 17,35% dos exames alterados na população elegível, sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos. A maioria das alterações, sejam aquelas com indicação de repetição ou aquelas com indicação de colposcopia, quando analisadas de forma agrupada ou individual, apresentou regressão na população elegível e nos grupos de não vacinadas e vacinadas. Diferenças estatisticamente significativas foram observadas entre não vacinadas e vacinadas nas alterações com indicação de repetição, tanto na análise agrupada quanto nas categorias avaliadas individualmente, demonstrando maior frequência e maiores chances de regressão entre as mulheres vacinadas. Já alterações classificadas com indicação de colposcopia, apesar da maior frequência de regressão observada entre vacinadas, não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas entre vacinadas e não vacinadas. Considerações Finais: Foi evidenciada elevada frequência de regressão das alterações citopatológicas do colo do útero em mulheres elegíveis para vacinação contra o HPV no Distrito Federal, com maior proporção entre as vacinadas. Os achados sugerem associação positiva entre a vacinação e a regressão das lesões, especialmente as de baixo grau, reforçando o impacto da imunização na história natural da infecção pelo HPV. Além disso, os resultados contribuem para o aprimoramento das estratégias de rastreamento e seguimento em mulheres jovens, favorecendo condutas mais conservadoras, redução de intervenções desnecessárias e otimização de recursos no Sistema Único de Saúde.
Abstract: Introduction: Cervical cancer remains a significant global public health problem, especially in low- and middle-income areas, and is strongly associated with persistent HPV infection. In this context, vaccination and cervical screening are fundamental for the prevention and management of the disease. Objective: To evaluate the frequency of regression of changes in cervical cytology results in women eligible for HPV vaccination, followed by the Unified Health System in the Federal District. Methodology: An analytical observational study, with a retrospective longitudinal design and a quantitative approach, conducted using altered cervical cytology results from 2018 to 2025 in women eligible for HPV vaccination who sought care and had their tests performed in the public health network. Results: A total of 422 patients from the population eligible for HPV vaccination, aged between 18 and 25 years, with altered cervical cytology exams were included, 34.36% were unvaccinated and 65.64% were vaccinated. The mean age for the eligible population was 19.8 (±2.4), with a higher mean age among vaccinated patients. Most cytopathological alterations were those requiring repeat examination, corresponding to 86.02% of altered exams in the eligible population. No statistically significant difference was observed between vaccinated and unvaccinated patients regarding the distribution of alterations classified as repeat or requiring colposcopy. Among the exams requiring colposcopy, 23.73% had histopathological results in the SISCAN system, and the most frequent procedure was biopsy. The most frequent category was ASC-US and the least frequent was AGC. Most cervical cytopathological abnormalities regressed in the eligible population (80.81%), with a 20% higher prevalence of regression among vaccinated individuals. Regarding the time interval for regression, most abnormalities regressed within one year in the eligible population (66.47%), with a significantly higher frequency of regression among unvaccinated individuals; regression between 1 and 2 years occurred in 16.18% of abnormal tests in the eligible population, being significantly more frequent among vaccinated individuals (19.83%); regression between 2 and 6 years was observed in 17.35% of abnormal tests in the eligible population, with no statistically significant difference between the groups. Most abnormalities, whether those requiring repeat testing or those requiring colposcopy, when analyzed in groups or individually, showed regression in the eligible population and in both unvaccinated and vaccinated groups. Statistically significant differences were observed between unvaccinated and vaccinated women in alterations requiring repeat examination, both in the grouped analysis and in the categories evaluated individually, demonstrating a higher frequency and greater chances of regression among vaccinated women. However, alterations classified as requiring colposcopy, despite the higher frequency of regression observed among vaccinated women, did not show statistically significant differences between vaccinated and unvaccinated women. Final Considerations: A high frequency of regression of cervical cytopathological abnormalities was observed among women eligible for HPV vaccination in the Federal District, with a higher proportion among vaccinated women. The findings suggest a positive association between vaccination and lesion regression, especially for low-grade lesions, reinforcing the impact of immunization on the natural history of HPV infection. Furthermore, the results contribute to improving screening and follow-up strategies for young women, favoring more conservative management, reducing unnecessary interventions, and optimizing resources within the Brazilian Unified Health System.
metadata.dc.description.unidade: Faculdade de Medicina (FM)
Description: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, 2026.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
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