http://repositorio.unb.br/handle/10482/55342| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| YasmineMendoncaDaSilvaPereira_DISSERT.pdf | 1,07 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Em defesa de uma filosofia da educação feminista : o legado iluminista de Mary Wollstonecraft |
| Autor(es): | Pereira, Yasmine Mendonça da Silva |
| Orientador(es): | Reis, Cláudio Araújo |
| Assunto: | Filosofia da educação Wollstonecraft, Mary, 1759-1797 Feminismo |
| Data de publicação: | 9-Jul-2026 |
| Data de defesa: | 30-Jan-2026 |
| Referência: | PEREIRA, Yasmine Mendonça da Silva. Em defesa de uma filosofia da educação feminista : o legado iluminista de Mary Wollstonecraft. 2025. 89 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Na Inglaterra oitocentista, fortemente influenciada pelos movimentos na França, Mary Wollstonecraft (1759-1797) torna-se uma grande ativista política, pondo em pauta a ausência da mulher na esfera pública. A Europa Iluminista forneceu um ambiente propício e os instrumentos intelectuais à causa feminista com a ideia de progresso, liberdade, educação e, acima de tudo, a primazia da razão. Entretanto, a filósofa inglesa revela as tensões de seu tempo: enquanto o avanço racional impulsiona as reformas políticas, salientada por ela em seu escrito de 1790, Vindication of the Rights of Men, há uma onda conservadora, como a proposta do político Edmund Burke, que resiste aos direitos femininos, invocando uma suposta “natureza inferior” das mulheres para justificar sua subordinação. Esta crítica, revela a autora, expõe como o progresso iluminista foi seletivo, ignorando a necessidade de uma reforma que reduzisse as desigualdades estruturantes da sociedade oitocentista e da perpetuação da dependência feminina. Wollstonecraft, ao denunciar os traços de caráter supostamente naturais das mulheres reiterados em diversos escritos filosóficos, como apresentado no Livro V da obra de Jean-Jacques Rousseau, Emílio ou Da Educação (1762), a autora expõe como o próprio movimento iluminista buscou interromper o progresso da virtude na sociedade, enfatizando que essa só seria plenamente desenvolvida a partir do uso correto da razão. À luz deste argumento, em sua segunda reivindicação, intitulada Vindication of the Rights of Woman (1792), observa-se que uma educação deficitária para as mulheres acarretaria diretamente em sua incapacidade de serem boas cidadãs. A presente dissertação de Mestrado tem o objetivo de apresentar o legado desta filósofa inglesa na Era Moderna, bem como apresentar a sua defesa de uma educação pública universal e salientar o seu caráter revolucionário ao dar os primeiros passos para a construção de uma Filosofia da Educação com perspectiva feminista. |
| Abstract: | In nineteenth-century England, strongly influenced by the movements in France, Mary Wollstonecraft (1759-1797) became a prominent political activist, bringing to the forefront the absence of women in the public sphere. Enlightenment Europe provided a conducive environment and intellectual tools for the feminist cause with the ideas of progress, liberty, education, and, above all, the primacy of reason. However, the English philosopher revealed the tensions of her time: while rational advancement propelled political reforms, as emphasized in her 1790 writing, Vindication of the Rights of Men, there was also a conservative wave, represented by the politician Edmund Burke, which resisted women’s rights by invoking a supposed “inferior nature” of women to justify their subordination. This critique, the author reveals, exposes how Enlightenment progress was selective, ignoring the need for reform that would reduce the structural inequalities of nineteenth-century society and the perpetuation of female dependence. Wollstonecraft, by denouncing the supposedly natural traits of women reiterated across various philosophical writings, as presented in Book V of Jean-Jacques Rousseau’s work Emile, or On Education (1762), exposes how the Enlightenment movement itself sought to interrupt the progress of virtue in society, emphasizing that virtue would only be fully developed through the correct use of reason. In light of this argument, in her second vindication, titled Vindication of the Rights of Woman (1792), it is noted that deficient education for women would directly result in their inability to be good citizens. This Master's dissertation aims to present the legacy of this English philosopher in the Modern Era, as well as to showcase her defense of universal public education and highlight her revolutionary character in taking the first steps toward building a Philosophy of Education with a feminist perspective. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Ciências Humanas (ICH) Departamento de Filosofia (ICH FIL) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
| Licença: | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. |
| Agência financiadora: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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