http://repositorio.unb.br/handle/10482/55339| Fichier | Taille | Format | |
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| ManuellaMucuryTeixeira_TESE.pdf | 3,73 MB | Adobe PDF | Voir/Ouvrir |
| Titre: | O problema da perversão : a gênese do conceito no primeiro alienismo francês e o paradoxo da abordagem freudiana |
| Autre(s) titre(s): | Le problème de la perversion : la genèse du concept dans le premier aliénisme français et le paradoxe de l'approche freudienne |
| Auteur(s): | Teixeira, Manuella Mucury |
| Orientador(es):: | Garcia, André Luis Muniz |
| Assunto:: | Sexualidade Freud, Sigmund, 1856-1939 Perversão |
| Date de publication: | 9-jui-2026 |
| Data de defesa:: | 27-jan-2025 |
| Référence bibliographique: | TEIXEIRA, Manuella Mucury. O problema da perversão : a gênese do conceito no primeiro alienismo francês e o paradoxo da abordagem freudiana. 2025. 423 f. Tese (Doutorado em Filosofia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Résumé: | A presente tese se propõe a discutir o percurso de formação do conceito de perversão sexual em dois momentos decisivos: em sua gênese no alienismo francês (na primeira metade do século XIX) e em seu ocaso e paradoxal retomada nos Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, de Freud. O percurso se inicia com a apresentação de duas das principais condições conceituais da perversão: o conceito psiquiátrico de instinto e o conceito de monomania (loucura parcial). O primeiro, oriundo da clínica asilar de Phillipe Pinel e da análise de Étienne-Jean Georget dos casos dos grandes monstros criminosos do século XIX, faz surgir, ao lado de uma concepção naturalista do instinto, uma figura da irresistibilidade relativa aos atos sem razão (incompreensíveis para o sujeito), fazendo da perversão um objeto perenemente atravessado pela perversidade e pelo imaginário da monstruosidade. Já o conceito de monomania de Esquirol é o que permite conceber a perversão enquanto uma patologia funcional do instinto sexual, definição que perdura ao longo do século XIX e somente será contestada por Freud. Por último, mostramos que, apesar do ato revolucionário que destrói, em 1905, as condições conceituais da perversão, Freud, de modo paradoxal, ainda insiste em operar com o conceito de perversão em seu sentido patológico. |
| Abstract: | This dissertation examines the formation of the concept of sexual perversion at two pivotal moments: its genesis within French alienism (during the first half of the 19th century) and its decline, followed by a paradoxical resurgence, in Freud's Three Essays on the Theory of Sexuality. The analysis begins with the presentation of two primary conceptual foundations of perversion: the psychiatric concept of instinct and the concept of monomania (partial insanity). The former, rooted both in the asylum clinic experience of Philippe Pinel and in Étienne-Jean Georget's analysis of notorious 19th-century criminal cases, reveals, alongside a naturalistic conception of instinct, a notion of irresistibility associated with irrational actions (incomprehensible to the subject), framing perversion as a concept perpetually intertwined with perversity and with the notion of monstrosity. Esquirol's concept of monomania, in turn, enables the conceptualization of perversion as a functional pathology of the sexual instinct, a definition that persisted throughout the 19th century and was only later contested by Freud. Lastly, we demonstrate that, despite Freud's revolutionary dismantling of the conceptual underpinnings of perversion in 1905, he paradoxically continues to employ the concept of perversion in its pathological sense. |
| Résumé: | La présente thèse se propose de discuter la formation du concept de perversion sexuelle à deux moments décisifs : sa genèse dans l'aliénisme français (de la première moitié du XIXe siècle) et son déclin et résurgence paradoxale dans les Trois essais sur la théorie de la sexualité de Freud. Le parcours débute par la présentation de deux des principales conditions conceptuelles de la perversion: le concept psychiatrique d'instinct et le concept de monomanie (folie partielle). Le premier, issu de la clinique asilaire de Philippe Pinel et de l'analyse par Étienne-Jean Georget des cas des grands monstres criminels du XIXe siècle, fait émerger, à côté d'une conception naturaliste de l'instinct, une figure de l'irrésistibilité relative à des actes sans raison (incompréhensibles pour le sujet), faisant de la perversion un objet perpétuellement traversé par la perversité et l'imaginaire de la monstruosité. Le concept de monomanie d'Esquirol, quant à lui, permet de concevoir la perversion comme une pathologie fonctionnelle de l'instinct sexuel, définition qui perdurera tout au long du XIXe siècle et ne sera remise en cause que par Freud. En dernier lieu, nous montrons que, malgré l'acte révolutionnaire qui a détruit les conditions conceptuelles de la perversion en 1905, Freud s'obstine paradoxalement à opérer avec le concept de perversion dans son acception pathologique. |
| metadata.dc.description.unidade: | Instituto de Ciências Humanas (ICH) Departamento de Filosofia (ICH FIL) |
| Description: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2025. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
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| Collection(s) : | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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