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Veuillez utiliser cette adresse pour citer ce document : http://repositorio.unb.br/handle/10482/55200
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Titre: Tanatografia e geopoesia em Machado de Assis e José J. Veiga : o sol nascente em narrativas subterrâneas
Auteur(s): Neto, Marcos Eustáquio de Paula
Orientador(es):: Silva Junior, Augusto Rodrigues da
Assunto:: Geopoesia
Tanatografia
Date de publication: 30-jui-2026
Référence bibliographique: NETO, Marcos Eustáquio de Paula. Tanatografia e geopoesia em Machado de Assis e José J. Veiga : o sol nascente em narrativas subterrâneas. 2026. 191 f., il. Tese (Doutorado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Résumé: Esta tese conjuga os conceitos de geopoesia e tanatografia na leitura de dois romances de Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas, de 1881, e Memorial de Aires, de 1908) e em dois de José J. Veiga (A Hora dos Ruminantes, de 1966, e Sombras de Reis Barbudos, de 1972). Os conceitos, referentes respectivamente à “escrita da terra” (Silva Junior; Marques, 2016) e à “escrita de morte” (Silva Junior, 2014), sugerem certa equivalência diametral que marca as narrativas subterrâneas. Isso ocorre porque tais narrativas vinculam-se à tradição luciânica, que emerge das catábases (Sousa, 2013) menipeias e dos diálogos dos mortos (Samósata, 2012) rumo à eclosão do experimentalismo prosaico oitocentista, conforme Mikhail Bakhtin (2018). Assim, uma vez que os termos críticos denotam o telúrico e o funéreo, eles indicam saberes extraídos do “fundo da terra” (Bakhtin, 2010, p. 323) - arena alegoricamente associada ao submundo e aos infernos satíricos. Esse saber marca-se pela “Liberdade de espírito e de palavra” (Bakhtin, 2010, p. 79) e pela experimentação de “ideia filosófica” (Bakhtin, 2018, p. 130), em confronto com histórias e tradições hegemônicas. Em diálogo com Walter Benjamin, exploramos imagem alegórica inspirada no Icaromenipo luciânico para discutir as produções brasileiras indicadas: o sol nascente. A expressão coopera com nosso raciocínio por sugerir certo “clarão subterrâneo” (Benjamin, 1984, p. 252), fruto da “qualidade luciférica” da linguagem (Bolle, 2011), que elucida a realidade em movimento e dispersão. Desse modo, as narrativas subterrâneas mencionadas revelam o movimento dispersivo de esquartejar (representado tropologicamente pela alegoria) verdades autoritárias como um modo de veicular as dúvidas, os mistérios e o inconformismo da passagem do século XIX ao XX no Brasil.
Abstract: This dissertation articulates thanatography and geopoetics in the reading of two novels by Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas, 1881; Memorial de Aires, 1908) and two works by José J. Veiga (A Hora dos Ruminantes, 1966; Sombras de Reis Barbudos, 1972). Grounded in the notions of the “under the earth” (thanatos) and the “writing of the earth” (Gaya/Gwaya) (Silva Junior, 2009; Silva Junior; Marques, 2016), these critical axes suggest a diametrical equivalence that defines what we term subterranean narratives. Such narratives are linked to the Lucianic tradition, emerging from Menippean katabasis (Sousa, 2013) and the dialogues of the dead (Lucian of Samosata, 2012) toward the experimental prose of the nineteenth century. By foregrounding funerary and telluric dimensions, thanatography and geopoetics point to forms of knowledge drawn from the “depths of the earth” (Bakhtin, 2010, p. 323) — an allegorical arena associated with the underworld, satirical infernos, and the resonant voices of the popular, the carnivalized, and the dialogical. This knowledge is marked by a “freedom of spirit and of speech” (Bakhtin, 2010, p. 79) and by the experimentation of the “philosophical idea” (Bakhtin, 2018, p. 130), operating in tension with hegemonic histories and traditions. In dialogue with Walter Benjamin, we examine the allegorical image of the rising sun inspired by Lucian’s Icaromenippus. This image collaborates with our argument by evoking a “subterranean flash” (Benjamin, 1984, p. 252), stemming from the “luciferic quality” of language (Bolle, 2011), which illuminates reality in its movement and dispersion. Ultimately, the subterranean narratives analyzed reveal a dispersive movement of dismemberment — tropologically figured through allegory — that fractures authoritarian truths and gives voice to doubt, mystery, and dissent in the Brazilian transition from the nineteenth to the twentieth century.
metadata.dc.description.unidade: Instituto de Letras (IL)
Departamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL)
Description: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Literatura
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Agência financiadora: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Collection(s) :Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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