http://repositorio.unb.br/handle/10482/55093| Fichier | Description | Taille | Format | |
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| MaibeMaroccoloLima_DISSERT.pdf | 18,8 MB | Adobe PDF | Voir/Ouvrir |
| Titre: | Cartografia sensível das cores naturais brasileiras : desenvolvimento e validação de uma metodologia situada para investigação, sistematização e ensino da cor vegetal |
| Autre(s) titre(s): | Sensitive cartography of brazilian natural colors development and validation of a situated tool for investigating, systematizing, and teaching plant-based color |
| Auteur(s): | Lima, Maibe Maroccolo |
| Orientador(es):: | Abreu, Breno Tenório Ramalho de |
| Assunto:: | Design e Educação Cartografia - arte Território Saberes tradicionais Tintas |
| Date de publication: | 25-jui-2026 |
| Data de defesa:: | 20-fév-2026 |
| Référence bibliographique: | LIMA, Maibe Maroccolo. Cartografia sensível das cores naturais brasileiras : desenvolvimento e validação de uma metodologia situada para investigação, sistematização e ensino da cor vegetal. 2026. 81 f., il. Dissertação (Mestrado em Design) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Résumé: | Esta dissertação propõe e valida a Cartografia Sensível das Cores Naturais Brasileiras, uma ferramenta pedagógica destinada a investigar, registrar e compartilhar o aprendizado das cores produzidas por plantas tintoriais com a comunidade criativa de forma ampliada — incluindo educadores, estudantes, artistas, designers e todas as pessoas interessadas em aprender a partir da relação entre cor, planta e território — por meio de uma abordagem situada, relacional e perceptiva. Partindo da compreensão de que a cor natural não é um dado isolado, mas um acontecimento que emerge da relação entre matéria viva, território, práticas e percepções, a pesquisa integra princípios da cartografia sensível (Rolnik, 1989; Kastrup, 2007; Passos; Escóssia, 2009), da fenomenologia da cor (Goethe, 2011; Abram, 2013; Albers, 2009) e de pedagogias dialógicas e experienciadas (Freire, 1967; Dewey, 2010; Read, 2001). O processo para o desenvolvimento da ferramenta incluiu investigações realizadas em quatro territórios — Mambaí (GO), Belém do Pará (PA), Aldeia Kaupüna no Alto Xingu (MT) e Parque da Água Branca (SP) — que atuaram como campos de observação, experimentação e interpretação. A partir dessas vivências, consolidaram-se os quatro pilares da ferrameta: escuta sensível do território, experimentação tintorial e sensorial, sistematização visual-narrativa e aplicação pedagógica. Esses pilares orientaram a criação de instrumentos próprios, como fichas cromáticas, círculos cromáticos simbólicos e mapas sensoriais e narrativos, que estruturam a análise das cores segundo quatro critérios: material, sensorial, territorial e simbólico. O desenvolvimento da ferramenta resultou na elaboração do Manual Pedagógico da Cartografia Sensível das Cores Naturais Brasileiras, aplicado e validado em um curso de formação com educadoras. A análise das produções e relatos evidenciou que a ferramenta promove autonomia investigativa, ampliação perceptiva, pertencimento territorial e fortalecimento de práticas educativas baseadas na atenção, no cuidado e na experiência. A cor natural revelou-se, assim, linguagem que articula dimensões ecológicas, culturais e sensíveis, configurando-se como meio potente para formação estética e ecológica. Os resultados demonstram que a cartografia sensível é uma ferramenta robusta, replicável e adaptável, capaz de integrar rigor analítico e sensibilidade perceptiva, acolhendo epistemologias territoriais e saberes tradicionais. Ao tratar a cor vegetal como expressão relacional e processual, a cartografia das cores contribui para debates contemporâneos em design, educação e sustentabilidade, oferecendo ferramenta situada e ética para compreender e praticar a cor. A pesquisa aponta caminhos futuros para ampliação do acervo cromático, aprofundamento científico e expansão pedagógica, reafirmando a cor natural como possibilidade formativa e como saber vivo da biodiversidade brasileira. |
| Abstract: | This dissertation proposes and validates the Sensitive Cartography of Brazilian Natural Colors, a pedagogical tool designed to investigate, record, and share the learning of colors produced by dye plants with the creative community in an expanded sense— including educators, students, artists, designers, and all those interested in learning from the relationship between color, plant, and territory—through a situated, relational, and perceptual approach. Departing from the understanding that natural color is not an isolated datum but an event that emerges from the relationship between living matter, territory, practices, and perception, this research integrates principles of sensitive cartography (Rolnik, 1989; Kastrup, 2007; Passos; Escóssia, 2009), phenomenology of color (Goethe, 2011; Abram, 2013; Albers, 2009), and dialogical and experiential pedagogies (Freire, 1967; Dewey, 2010; Read, 2001). The development process of the tool included investigations carried out in four territories—Mambaí (GO), Belém do Pará (PA), Kaupüna Village in the Upper Xingu (MT), and Água Branca Park (SP)—which functioned as fields of observation, experimentation, and interpretation. From these experiences, four pillars of the tool were consolidated: sensitive listening to the territory, tintorial and sensory experimentation, visual-narrative systematization, and pedagogical application. These pillars guided the creation of specific instruments, such as chromatic sheets, symbolic color circles, and sensory and narrative maps, which structure the analysis of color according to four criteria: material, sensory, territorial, and symbolic. The development of the tool resulted in the creation of the Pedagogical Manual of the Sensitive Cartography of Brazilian Natural Colors, which was applied and validated through a teacher training course. Analysis of the participants’ productions and reports indicated that the tool fosters investigative autonomy, perceptual expansion, territorial belonging, and the strengthening of educational practices grounded in attention, care, and lived experience. Natural color thus emerges as a language that articulates ecological, cultural, and sensory dimensions, configuring itself as a powerful medium for aesthetic and ecological education. The results demonstrate that sensitive cartography constitutes a robust, replicable, and adaptable tool, capable of integrating analytical rigor with perceptual sensitivity while embracing territorial epistemologies and traditional knowledge. By treating plant-based color as a relational and processual expression, color cartography contributes to contemporary debates in design, education, and sustainability, offering a situated and ethical tool for understanding and practicing color. The research points to future paths for expanding the chromatic archive, deepening scientific inquiry, and broadening pedagogical applications, reaffirming natural color as a formative possibility and as living knowledge of Brazilian biodiversity. |
| metadata.dc.description.unidade: | Instituto de Artes (IdA) Departamento de Design (IdA DIN) |
| Description: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Artes, Departamento de Design, Programa de Pós-Graduação em Design, 2026. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Design |
| Collection(s) : | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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