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Título: Segurança alimentar em tempos de crise : impactos da Covid-19 em comunidades indígenas amazônicas distribuídas ao longo de um gradiente rural-urbano
Autor(es): Silva, Thamires Costa da
Orientador(es): Mertens, Frédéric Adelin Georges
Coorientador(es): Delgado, Andrés Burgos
Assunto: Povos indígenas
Amazônia
Segurança alimentar
Soberania alimentar
Continuum rural-urbano
Covid-19
Urbanização
Data de publicação: 30-jan-2026
Referência: SILVA, Thamires Costa da. Segurança alimentar em tempos de crise: impactos da covid-19 em comunidades indígenas amazônicas distribuídas ao longo de um gradiente rural-urbano. 2025. 111 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: A Amazônia enfrenta transformações profundas decorrentes de grandes projetos de desenvolvimento, desmatamento e perda de biodiversidade que estão fortemente vinculadas ao avanço do processo de urbanização da região. Essas transformações afetam especialmente os sistemas alimentares dos povos indígenas, mas os impactos desse processo e suas implicações em contextos de crise, como a pandemia de COVID-19, permanecem pouco compreendidos. Este estudo investiga de que maneira a proximidade dos centros urbanos reconfigura os contextos ecológicos, socioculturais e socioeconômicos nos quais operam os sistemas alimentares indígenas e como a intensificação das influências ocidentais sobre esses sistemas moldou os impactos da pandemia na segurança alimentar dessas comunidades. Para isso foi desenvolvido um estudo de caso em cinco comunidades indígenas Ashaninka distribuídas ao longo de um gradiente rural-urbano, na Amazônia peruana. A coleta de dados incluiu principalmente a realização de grupos focais, entrevistas semiestruturadas e questionários. Os resultados revelam que, à medida que as comunidades se aproximam de áreas urbanas, há uma transição alimentar progressiva, que reduz a autonomia produtiva e aumenta a dependência das comunidades do mercado, o que se mostrou crítico no contexto da pandemia. Enquanto comunidades mais integradas aos centros urbanos enfrentaram maior insegurança alimentar devido à interrupção das cadeias de suprimento e restrições econômicas, aquelas mais isoladas demonstraram maior resiliência ao manter sistemas alimentares tradicionais baseados na agricultura, caça e pesca. Essas diferenças ressaltam a necessidade de políticas públicas que vão além da proteção da segurança alimentar indígena e do reconhecimento dos sistemas alimentares tradicionais. Os conhecimentos e práticas alimentares indígenas oferecem contribuições relevantes para repensar modelos de produção e consumo sustentáveis, com implicações que ultrapassam o contexto amazônico. Garantir a continuidade desses sistemas não apenas fortalece a autonomia das comunidades indígenas, mas também amplia estratégias para enfrentar desafios globais, como a vulnerabilidade alimentar, a degradação ambiental e a sustentabilidade dos recursos naturais. Incorporar esses saberes em debates mais amplos pode trazer soluções inovadoras para a segurança alimentar e o equilíbrio entre conservação e desenvolvimento.
Abstract: The Amazon is undergoing profound transformations driven by large-scale development projects, deforestation, and biodiversity loss, all closely linked to the region’s advancing urbanization process. These changes particularly affect the food systems of Indigenous peoples, yet the impacts of this process and its implications in times of crisis, such as the COVID-19 pandemic, remain poorly understood. This study examines how proximity to urban centers reshapes the ecological, sociocultural, and socioeconomic contexts in which Indigenous food systems operate and how the intensification of Western influences on these systems shaped the pandemic’s effects on food security in these communities. To this end, a case study was conducted in five Ashaninka Indigenous communities distributed along a rural-urban gradient in the Peruvian Amazon. Data collection primarily involved focus groups, semi-structured interviews and questionnaires. The results reveal that, as communities become closer to urban areas, they undergo a progressive dietary transition, reducing productive autonomy and increasing market dependence—an issue that proved critical during the pandemic. While communities more integrated into urban centers faced greater food insecurity due to supply chain disruptions and economic constraints, more isolated communities demonstrated greater adaptive capacity by maintaining traditional food systems based on agriculture, hunting, and fishing. These differences highlight the need for public policies that go beyond protecting Indigenous food security and recognizing traditional food systems. Indigenous food knowledge and practices provide valuable insights for rethinking sustainable production and consumption models, with implications that extend beyond the Amazonian context. Ensuring the continuity of these systems not only strengthens Indigenous communities’ autonomy but also expands strategies to address global challenges such as food vulnerability, environmental degradation, and the sustainability of natural resources. Integrating this knowledge into broader discussions can offer innovative solutions for food security and the balance between conservation and development.
Resumen: La Amazonía enfrenta transformaciones profundas derivadas de grandes proyectos de desarrollo, deforestación y pérdida de biodiversidad, estrechamente vinculadas al avance de la urbanización en la región. Estas transformaciones afectan especialmente a los sistemas alimentarios de los pueblos indígenas, pero los impactos de este proceso y sus implicaciones en contextos de crisis, como la pandemia de COVID-19, siguen siendo poco comprendidos. Este estudio investiga cómo la proximidad a los centros urbanos reconfigura los contextos ecológicos, socioculturales y socioeconómicos en los que operan los sistemas alimentarios indígenas y cómo la creciente influencia occidental moldeó el impacto de la pandemia en la seguridad alimentaria de estas comunidades. Para ello, se desarrolló un estudio de caso en cinco comunidades indígenas Ashaninka distribuidas a lo largo de un gradiente rural-urbano en la Amazonía peruana. La recolección de datos incluyó principalmente la realización de grupos focales, entrevistas semiestructuradas y cuestionarios. Los resultados revelan que, a medida que las comunidades se acercan a áreas urbanas, se produce una transición alimentaria progresiva que reduce la autonomía productiva y aumenta la dependencia del mercado, lo que resultó crítico en el contexto de la pandemia. Mientras que las comunidades más integradas a los centros urbanos enfrentaron una mayor inseguridad alimentaria debido a la interrupción de las cadenas de suministro y las restricciones económicas, aquellas más aisladas demostraron mayor capacidad de adaptación al mantener sistemas alimentarios tradicionales basados en la agricultura, la caza y la pesca. Estas diferencias destacan la necesidad de políticas públicas que vayan más allá de la protección de la seguridad alimentaria indígena y el reconocimiento de los sistemas alimentarios tradicionales. Los conocimientos y prácticas alimentarias indígenas ofrecen contribuciones relevantes para repensar modelos de producción y consumo sostenibles, con implicaciones que trascienden el contexto amazónico. Garantizar la continuidad de estos sistemas no solo fortalece la autonomía de las comunidades indígenas, sino que también amplía las estrategias para enfrentar desafíos globales como la vulnerabilidad alimentaria, la degradación ambiental y la sostenibilidad de los recursos naturales. Incorporar estos saberes en debates más amplios puede aportar soluciones innovadoras para la seguridad alimentaria y el equilibrio entre conservación y desarrollo.
Unidade Acadêmica: Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS)
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: International Development Research Centre (IDRC) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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