http://repositorio.unb.br/handle/10482/53616| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| 2025_AlessandraDAquiVelloso_TESE.pdf | 6,5 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Vozes e imagens de mulheres em luta por terra e território : da expropriação à re-existência, rastros de experiências (Brasil, 1987 - 2021) |
| Autor(es): | Velloso, Alessandra D’Aqui |
| Orientador(es): | Nunes, José Walter |
| Assunto: | Epistemologia feminista Feminismo afrolatinoamericano Memória - história Território |
| Data de publicação: | 6-jan-2026 |
| Data de defesa: | 2-jul-2025 |
| Referência: | VELLOSO, Alessandra D’Aqui. Vozes e imagens de mulheres em luta por terra e território: da expropriação à re-existência, rastros de experiências (Brasil, 1987 - 2021). 2025. 205 f., il. Tese (Doutorado em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | O presente estudo buscou analisar como se processam os deslocamentos identitários de mulheres inseridas em contextos de luta por terra e por território quando seus corpos individuais e coletivos, reconhecidos como corpos-territórios, são historicamente interpelados por estereótipos sociais opressores. Tais deslocamentos identitários foram analisados sob a ótica das epistemologias feministas afro-latino-americanas (Gonzalez, 2018) enquanto gestos ou atos performativos subversivos (Nascimento, 2018; Butler, 2018). A proposta foi identificar e analisar essas expressões por meio do estudo da narrativa de/sobre quatro personagens: duas mulheres participantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e duas mulheres negras conectadas à memória dos quilombos. As fontes adotadas para a pesquisa foram os filmes documentários Terra para Rose (Tetê Moraes, 1987) e Orí (Raquel Gerber, 1989) - produzidos no período de transição democrática brasileiro - e duas narrativas orais e fotografias produzidas e de acervos pessoais das narradoras, resultantes de meu trabalho de campo fundado na metodologia advinda da História Oral. O encontro com as narradoras e suas trajetórias de vida revelou a centralidade da terra como expressão material da autonomia de mulheres camponesas e quilombolas e o território como espaço de resistências e re-existências, elaboradas historicamente desde a consciência individual e coletiva dessas mulheres e suas relações sociais de gênero, raça e classe. As bases teórico-metodológicas da pesquisa apoiam-se na perspectiva feminista afro-latino-americana (Gonzalez, 2018), nos conceitos de história, história oral e memória elaborados por Walter Benjamin (2012), Pollack (1989), Halbwachs (1990), Bosi (1994), Le Goff (2003) e Ferreira (2000 e 2018). A leitura fílmica se apoiou nas abordagens de Xavier (2005); Napolitano (2008); Penafria (2009); Nunes (2005; 2014); Almeida (2020); Oliveira (2009); Cavalcante (2020). |
| Abstract: | The present study aimed to analyze how the identity displacements of women engaged in struggles for land and territory take place when their individual and collective bodies, recognized as body-territories, are historically interpellated by oppressive social stereotypes. These identity displacements were examined from the perspective of Afro– Latin American feminist epistemologies (Gonzalez, 2018), understood as subversive performative acts or gestures (Nascimento, 2018; Butler, 2018). The purpose was to identify and analyze such expressions through the study of the narrative of/about four figures: two women participants in the Landless Workers’ Movement (MST) and two black women connected to the memory of the quilombos. The sources adopted for the research were the documentary films Land for Rose (Tetê Moraes, 1987) and Orí (Raquel Gerber, 1989) – both produced during the period of Brazilian democratic transition – as well as two oral narratives and photographs, produced by and from the personal archives of the narrators, resulting from my fieldwork grounded in the methodology of Oral History. The encounter with the narrators and their life trajectories revealed the centrality of land as the material expression of the autonomy of peasant and quilombola women, and of territory as a space of resistances and re-existences, historically elaborated from the individual and collective consciousness of these women and their social relations of gender, race, and class. The theoretical and methodological foundations of the research are grounded in the Afro–Latin American feminist perspective (Gonzalez, 2018), and in the concepts of history, oral history and memory elaborated by Walter Benjamin (2012), Pollack (1989), Halbwachs (1990), Bosi (1994), Le Goff (2003), and Ferreira (2000, 2018). The filmic reading was supported by the approaches of Xavier (2005), Napolitano (2008), Penafria (2009), Nunes (2005, 2014), Almeida (2020), Oliveira (2009), and Cavalcante (2020). |
| Unidade Acadêmica: | Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional |
| Licença: | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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