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Título : Pessoas têm nomes : estudante autista com diagnóstico tardio de TEA no percurso escolar do ensino médio à universidade
Autor : Souza, Delani Marcele da Cruz Pereira de
Orientador(es):: Coelho, Cristina Massot Madeira
Assunto:: Inclusão escolar
Transtorno do Espectro Autista - diagnóstico tardio
Subjetividade
Fecha de publicación : 5-ene-2026
Citación : SOUZA, Delani Marcele da Cruz Pereira de. Pessoas têm nomes: estudante autista com diagnóstico tardio de TEA no percurso escolar do ensino médio à universidade. 2025. 224 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumen : Este estudo tem como objetivo compreender produções subjetivas de estudante com diagnóstico tardio de Transtorno do Espectro Autista (TEA), no recorte de sua história de escolarização do Ensino Médio à Universidade. A investigação insere-se no contexto da educação brasileira, marcada por tensões entre os princípios da inclusão escolar, as políticas e diretrizes legais e práticas institucionais que subordinam a acessibilidade dos estudantes à apresentação de diagnósticos médicos. Neste sentido, a inclusão escolar é uma provocação às instituições ao trazer para dentro de seus espaços, pessoas anteriormente excluídas e suas singularidades, mas também por apontar aquelas que já estavam em seus espaços e se acham invisibilizadas. Entre estes, as pessoas no espectro autista, cuja presença nas instituições educacionais concorre com o diagnóstico. O referencial teórico adotado é a Teoria da Subjetividade na perspectiva históricocultural de González Rey, pela qual foi possível compreender o autismo e a pessoa autista por uma nova lente: a subjetividade, que não se limita aos aspectos intrapsíquicos de um mundo interior, mas favorece a compreensão da pessoa autista produzindo subjetivamente na integração entre emoções e processos simbólicos e na relação intrínseca entre o individual e o social. A pesquisa adota a metodologia construtivo-interpretativa, orientada pelos princípios da epistemologia qualitativa, que concebe a produção de conhecimento orientada pelo valor que a singularidade e a dialogicidade apresentam no processo de construção de conhecimento. Participaram da pesquisa estudantes autistas diagnosticados ou durante a transição ou durante a graduação na Universidade, no entanto, nesta dissertação, devido à complexidade da construção interpretativa, priorizou-se a apresentação de um estudo de caso. Foram utilizados como instrumentos: dinâmicas conversacionais, produções escritas, pictóricas e diário de pesquisa. A partir do estudo de caso, as análises evidenciaram que o participante produzia a respeito de seu percurso escolar do Ensino Médio a Universidade sentidos subjetivos associados a sentimentos de não pertencimento, de exclusão, de solidão, de sofrimento, de dificuldades de aprendizagem e pouco engajamento ao ambiente escolar relacionados à ausência de suporte, baixa valorização e desconfiança de suas capacidades. No entanto, também foi observado o desenvolvimento de recursos subjetivos como autorreflexão, autorregulação e produção de voz própria durante o percurso escolar. Conclui-se que a inclusão escolar exige mais do que adaptações estruturais ou técnico-pedagógicas, mas mudança na cultura das instituições e acessibilidade aos estudantes com princípios de equidade e convivialidade; demandando o reconhecimento das subjetividades, das singularidades, compreensão de aprendizagem para além dos aspectos cognitivos e intelectuais e o rompimento com práticas homogeneizantes e universalizantes. A pesquisa contribui para ampliar a compreensão do autismo como fenômeno humano complexo e propõe práticas educacionais mais dialógicas, afetivas e inclusivas.
Abstract: This study aims to understand the subjective productions of a student with a late diagnosis of Autism Spectrum Disorder (ASD), focusing on their educational trajectory from high school to university. The research is situated within the context of Brazilian education, which is marked by tensions between the principles of school inclusion, legal policies and guidelines, and institutional practices that often condition students’ accessibility on the presentation of medical diagnoses. In this regard, school inclusion challenges institutions by bringing into their spaces individuals who were previously excluded, along with their singularities, while also highlighting those who have long been present yet rendered invisible. Among these are students on the autism spectrum, whose presence in educational institutions often contends with the existence or absence of a formal diagnosis. The theoretical framework adopted is the Theory of Subjectivity from a historicalcultural perspective, developed by González Rey. This framework enables a rethinking of autism and the autistic person through the lens of subjectivity, not as limited to intrapsychic elements of an internal world, but as integrative of emotions and symbolic processes, and fundamentally shaped by the interaction between the individual and the social. The study adopts a constructiveinterpretative methodology, guided by the principles of qualitative epistemology, which values singularity and dialogicity in the process of knowledge construction. Participants included autistic students diagnosed either during the transition to higher education or while already enrolled in university. However, due to the interpretative complexity involved, this dissertation focuses on a single case study. Data collection instruments included dialogical dynamics, written and pictorial productions, and a research diary. The case study analysis revealed that the participant attributed subjective meanings to their educational experience from high school to university, often associated with feelings of non-belonging, exclusion, loneliness, suffering, learning difficulties, and low engagement in the school environment—frequently linked to the lack of support, underestimation, and distrust of their abilities. Nonetheless, the development of subjective resources such as self-reflection, self-regulation, and the construction of an autonomous voice was also observed. The study concludes that school inclusion requires more than structural or technical-pedagogical adaptations; it demands cultural change within institutions and accessibility grounded in principles of equity and conviviality. It calls for the recognition of subjectivities and singularities, an expanded understanding of learning that goes beyond cognitive and intellectual aspects, and a break from homogenizing and universalizing practices. This research contributes to a broader understanding of autism as a complex human phenomenon and advocates for more dialogical, affective, and inclusive educational practices.
metadata.dc.description.unidade: Faculdade de Educação (FE)
Descripción : Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, 2025.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Educação
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Aparece en las colecciones: Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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