http://repositorio.unb.br/handle/10482/53332| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| 2025_RafaelEugenioPereira_DISSERT.pdf | 2,28 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Antropofagia como metáfora : a moderna escrita de Oswald de Andrade |
| Autor(es): | Pereira, Rafael Eugênio |
| Orientador(es): | Garcia, André Luis Muniz |
| Assunto: | Andrade, Oswald de, 1890-1954 Antropofagia Metáfora Modernismo (Literatura) |
| Data de publicação: | 4-dez-2025 |
| Data de defesa: | 4-jun-2025 |
| Referência: | PEREIRA, Rafael Eugênio. Antropofagia como metáfora: a moderna escrita de Oswald de Andrade. 2025. 136 f., il. Dissertação (Mestrado em Filosofia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | Esta dissertação tem como objetivo central promover um diálogo com a tradição de pesquisa em Oswald de Andrade, em especial, no que tange à seguinte pergunta: “é a antropofagia uma metáfora?” Tomando essa analogia entre antropofagia e metáfora como fio condutor, procuramos, no primeiro capítulo, revisitar relevantes estudos sobre o tema, a fim de situar o ponto de partida de nossa problematização. Discutimos neste capítulo como, a partir de uma leitura geral, a crítica especializada em Oswald de Andrade frequentemente fundamenta sua interpretação da antropofagia com base em um quadro poético-teórico clássico, no qual a metáfora é reduzida à mera função representativa ou simbólica da linguagem. Segundo essa perspectiva, a metáfora seria compreendida como uma mera transposição, utilizada por Oswald de Andrade para significar algo outro do que é dito. No entanto, considerando que a arte moderna e de vanguarda trata como obsoleta a concepção de metáfora como naturalização da linguagem de representação ou simbólica, esta dissertação apresenta aqui uma desconfiança metodológica. Seria coerente que Oswald de Andrade, figura central do modernismo brasileiro, fizesse uso da metáfora a partir de um pressuposto teórico clássico? Seria possível sustentar que seu projeto estético dos anos 1920, marcado pela ruptura e experimentação, se valha de uma concepção tradicional de metáfora? A partir dessas questões, no segundo capítulo, propõe-se uma abordagem moderna para se analisar o procedimento metafórico em Oswald de Andrade. Guiados por um insight de Theodor Adorno, para quem a arte moderna e de vanguarda resiste a produzir significação de modo simbólico, buscaremos inicialmente consolidar a problematização desenvolvida no primeiro capítulo por meio da leitura da metáfora em chave moderna realizada por Claus Zittel. Em seguida, analisaremos referências explícitas de Oswald à metáfora durante seus trabalhos da década de 1920, cotejando-as com textos teóricos da poética modernista, em especial os de Mário de Andrade, com vistas a oferecer uma leitura da metáfora em Oswald de Andrade alinhada às inovações estéticas da arte moderna. |
| Abstract: | This dissertation aims to engage with the research tradition on Oswald de Andrade, focusing especially on the question: "Is anthropophagy a metaphor?" Using the analogy between anthropophagy and metaphor as a guiding thread, the first chapter revisits key studies on the subject. It shows how most interpretations of Oswald’s anthropophagy rely on a classical poetic-theoretical framework, in which metaphor is reduced to a merely representative or symbolic function of language. From this perspective, metaphor is seen as a simple transposition, used by Oswald to signify something other than what is directly stated. However, modern and avant-garde art reject this classical idea of metaphor as a tool for naturalizing representative or symbolic language. Based on this, the dissertation raises a methodological concern: Would it be coherent for Oswald de Andrade, a central figure of Brazilian modernism, to employ metaphor based on a classical theoretical model? Would it make sense to argue that his radical and experimental aesthetic project of the 1920s relies on a traditional concept of metaphor? These questions guide the second chapter, which proposes a modern reading of metaphor in Oswald’s work. Following an insight by Theodor Adorno — who argues that modern art resists symbolic modes of meaning — we first consolidate the critique outlined in the first chapter using Claus Zittel’s modern theory of metaphor. Then, we examine Oswald’s explicit references to metaphor in his 1920s writings, comparing them with theoretical texts of modernist poetics, particularly those by Mário de Andrade. The goal is to offer a reading of Oswald's metaphor that is aligned with the aesthetic innovations of modern art. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Ciências Humanas (ICH) Departamento de Filosofia (ICH FIL) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Filosofia, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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