| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Nowak, Jörg | pt_BR |
| dc.contributor.author | Sousa, Vanessa Borges Tavares de | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-11-04T17:28:04Z | - |
| dc.date.available | 2026-11-04T17:28:04Z | - |
| dc.date.issued | 2026-11-04 | - |
| dc.date.submitted | 2025-12-15 | - |
| dc.identifier.citation | SOUSA, Vanessa Borges Tavares de.Invalidar saberes, invisibilizar dores: a construção de um debate sobre a violência obstétrica em mulheres camponesas de Riacho dos Cavalos, Monte Alegre - PI. 2025. 106 f. Dissertação (Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/57367 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade UnB Planaltina, Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A violência obstétrica configura-se como uma grave violação dos direitos humanos e um desafio persistente no campo da saúde reprodutiva no Brasil. No entanto, as experiências de mulheres de grupos socialmente vulnerabilizados, como as populações rurais, permanecem insuficientemente assistidas. Nesse sentido, a presente pesquisa teve como objetivo principal analisar a violência obstétrica enfrentada por mulheres camponesas residentes na Comunidade Riacho dos Cavalos, município de Monte Alegre do Piauí. Utilizando uma metodologia de abordagem qualitativa e exploratória, o estudo se propôs documentar as experiências subjetivas e narrativas dessas mulheres. O trabalho de campo, realizado em junho de 2024, consistiu na coleta de dados por meio de entrevistas semiestruturadas, permitindo a captação de suas vivências e percepções sobre os ciclos que envolvem o parto. A análise temática das entrevistas, permitiu a categorização dos achados e a identificação de um fenômeno complexo e multifacetado, ancorado em contextos socioculturais específicos. Os resultados revelam a persistência de diversas formas de violência institucional, incluindo negligência, omissão de informações e práticas desumanizadas durante o parto. Mais do que um problema pontual, a pesquisa aponta que a violência obstétrica não é um problema isolado, mas sim um reflexo e uma manifestação direta de estruturas de poder enraizadas a análise demonstra como a colonialidade do saber, o machismo, o racismo, o patriarcado e a medicalização excessiva e desnecessária do parto interagem, aumentando dramaticamente a vulnerabilidade das mulheres camponesas a essa forma de violência de gênero. Em suma, este estudo contribui significativamente para a literatura ao trazer à tona a voz de um grupo historicamente silenciado e ao fornecer evidências robustas de que a violência obstétrica é uma questão que exige uma abordagem que vá além da biomedicina. Proponha-se a adoção urgente de políticas públicas de saúde sensíveis ao contexto rural, que combatam as desigualdades estruturais e promovam um parto respeitoso e humanizado. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | - |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Invalidar saberes, invisibilizar dores : a construção de um debate sobre a violência obstétrica em mulheres camponesas de Riacho dos Cavalos, Monte Alegre - PI | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Violência obstétrica | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Camponeses - mulheres | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Saberes tradicionais | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Obstetric violence constitutes a serious violation of human rights and a persistent challenge in the
field of reproductive health in Brazil. Nevertheless, the experiences of women from socially
vulnerable groups, such as rural populations, remain insufficiently studied. Accordingly, the
present research’s main objective was to analyze the obstetric violence faced by peasant women
residing in the Riacho dos Cavalos Community, municipality of Monte Alegre do Piauí.
Employing a qualitative and exploratory methodological approach, the study sought to document
the subjective and narrative experiences of these women. Fieldwork, conducted in June 2024,
involved data collection through semi-structured interviews, enabling the capture of their lived
experiences and perceptions regarding the cycles surrounding childbirth. The thematic analysis
of the interviews allowed for the categorization of the findings and the identification of a complex
and multifaceted phenomenon, anchored in specific socio-cultural contexts. The results reveal the
persistence of various forms of institutional violence, including negligence, omission of
information, and dehumanizing practices during the birth process. Far from being a sporadic issue,
the research suggests that obstetric violence is not an isolated problem, but rather a reflection and
a direct manifestation of deeply entrenched power structures. The analysis demonstrates how the
coloniality of knowledge, machismo, racism, patriarchy, and the excessive and unnecessary
medicalization of childbirth interact, dramatically increasing the vulnerability of peasant women
to this form of gender violence. In sum, this study contributes significantly to the literature by
giving voice to a historically silenced group and providing robust evidence that obstetric violence
is an issue demanding an approach that moves beyond biomedicine. We propose the urgent
adoption of public health policies sensitive to the rural context, which combat structural
inequalities and promote respectful and humanized childbirth. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade UnB Planaltina (FUP) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|