http://repositorio.unb.br/handle/10482/57279| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| AdrianaAraujoCastroLopes_TESE.pdf | 9,84 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Petrologia e metalogênese do depósito de Au (±Cu) Raimunda, sul do Cráton Amazônico, Província Mineral Juruena (MT) |
| Autor(es): | Lopes, Adriana Araujo Castro |
| Orientador(es): | Moura, Márcia Abrahão |
| Assunto: | Craton amazônico Província Mineral Juruena Granito Arco magmático Paleoproterozoico Geocronologia Petrologia Alteração hidrotermal Isótopos estáveis Ouro pórfiro Inclusão fluida |
| Data de publicação: | 15-Out-2026 |
| Data de defesa: | 12-Dez-2024 |
| Referência: | LOPES, Adriana Araujo Castro. Petrologia e metalogênese do depósito de Au (±Cu) Raimunda, sul do Cráton Amazônico, Província Mineral Juruena (MT). 2024. 156 f., il. Tese (Doutorado em Geologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024. |
| Resumo: | A Província Mineral Juruena, no sul do Cráton Amazônico, é uma província mineral emergente de classe mundial devido aos numerosos depósitos de Au, Cu e metais básicos descobertos e explorados nas últimas décadas. O depósito de Au (±Cu) Raimunda, localizado ao leste da província, está inserido no Complexo Novo Mundo, formado por fácies graníticas (monzonito, monzogranito, biotita granodiorito e sienogranito), do tipo I, cálcio-alcalinas, com afinidades com granitos de arco vulcânico, com idades U–Pb variando entre 2,03 e 1,98 Ga, TDM entre 2,52–2,15 Ga e ɛNd(t) entre -2,0 e +1,8. Os dados petrológicos, geoquímicos e isotópicos do Complexo são correlacionáveis aos do Arco Magmático Cuiú-Cuiú, gerado durante a principal fase de arco na região (2,05 – 1,99 Ga). E, juntamente com estudos mais recentes sobre a geotectônica do cráton, permitem sugerir a existência de um arco magmático contínuo do Paleoproterozoico na porção sul do Cráton Amazônico, responsável pela formação das principais rochas graníticas pertencentes às Províncias Minerais Tapajós e Juruena. As fácies monzogranito e sienogranito apresentam mineralização expressiva, e as porções mineralizadas são mais hidrotermalizadas, compreendendo metassomatismo sódico incipiente, microclinização, alteração propilítica, alteração sericitica, silificação, estágio de sulfetação e carbonatação tardia. A mineralização é disseminada e geneticamente associada à alteração sericítica (Au1) e ao estágio de sulfetação (Au2). No estágio inicial de mineralização, o ouro ocorre incluso em pirita, disposto em veios e vênulas de quartzo-muscovita-clorita-pirita-ouro. Os dados de geotermômetro da clorita apontam temperaturas entre 340 e 370 °C para esse sistema. No estágio principal da mineralização, o ouro ocorre incluso em pirita ou preenchendo veios e/ou vênulas de sulfeto maciço ou de quartzo-sulfetos ricos em sulfetos de cobre e bismuto. Dados do geotermômetro da clorita e da microtermometria das inclusões fluidas indicam condições de T entre 325 e 380 °C como o principal intervalo de temperatura da mineralização do depósito. A ocorrência de inclusões aquosas contemporâneas com o fluido aquoso-carbônico de alta temperatura, além dos estágios de homogeneização para o vapor e para o líquido, indicam a imiscibilidade do fluido e/ou mistura de fluidos quentes e mais salinos com fluidos provenientes de fontes meteóricas, mais frias. Fluidos ricos em H2O-NaCl-CaCl2, contemporâneos à carbonatação tardia, foram aprisionados em temperaturas com intervalo principal de 200–250 °C. Os dados de isótopos estáveis de oxigênio em quartzo mostraram intervalo entre 9 e 12,6‰, e os dados isotópicos do fluido estão entre 3,11 e 7,86‰. Para o enxofre, o δ 34Spy mostra intervalos de -1,4 a +0,1 ‰. Em ambos os casos, os fluidos são interpretados como de origem magmática no depósito Raimunda. A coexistência de inclusões fluidas aquosas e aquocarbônicas de alta temperatura revela uma mistura de fluidos quentes de média salinidade com fluidos mais frios e de baixa salinidade. O ouro foi inicialmente transportado como complexos cloretados em fluido de alta temperatura, de salinidade média, ácido e oxidado, provenientes da câmara magmática, e mais tarde como complexos de H2S - . A instabilidade físico-química durante a subida do fluido é interpretada como um fator desencadeante da precipitação do minério. Esses resultados oferecem informações valiosas sobre a gênese dos depósitos de Au-pórfiro e as suas implicações para a prospecção mineral no sul do Cráton Amazônico. |
| Abstract: | The Juruena Mineral Province, located in the southern Amazonian Craton, is an emerging world-class mineral province known for its abundant gold (Au), copper (Cu), and base metal deposits. The Raimunda Au deposit (±Cu) sits in the east of the province. It is part of the Novo Mundo Complex, which is composed of I-type calc-alkaline granitic facies (monzonite, monzogranite, biotite granodiorite and syenogranite) related to volcanic arc magmatism yielding U–Pb ages between 2.03 and 1.98 Ga, TDM ages 2.52-2.15 Ga, and ɛNd(t) values of -2.0 and +1.8. The integration of isotopic, geochemical and petrological data of the Complex, which correlate with those of the Cuiú-Cuiú Magmatic Arc formed during peak arc magmatism in the region (2.05 – 1.99 Ga), and recent geotectonic studies of the Craton allow us to suggest the existence of a continuous Paleoproterozoic magmatic arc in the southern sector of the Amazonian Craton. This magmatism was responsible for the genesis of the major granitic rocks within the Tapajós and Juruena Mineral Provinces. The monzogranite and syenogranite facies exhibit significant mineralization and have undergone extensive alteration including incipient sodic metasomatism, microclinization, propylitic alteration, sericitic alteration, silicification, sulfide stage, and late-stage carbonate alteration. Mineralization is sparsely disseminated and genetically associated with sericitic alteration (Au1) and sulfide stage (Au2). At early mineralization, gold occurs as inclusions in pyrite hosted into quartz-muscovite-chlorite-pyrite-gold veins and veinlets. Chlorite geothermometer yields temperatures of 340–370 °C for this system. At peak mineralization, gold occurs either as inclusions in pyrite or fills massive sulfide and Cu-Bi-rich quartz-sulfide veins and veinlets. Chlorite geothermometer and fluid inclusion microthermometric data indicate that the primary temperature range for mineralization in the deposit falls between 325 and 380 °C. The occurrence of inclusions formed from aqueous, high-temperature aqueous-carbonic fluid coupled with stages of homogenization into vapor and liquid phases point out to fluid immiscibility and/or mixing of more saline hot fluids with cooler fluids derived from meteoric sources. H2ONaCl-CaCl2 fluids associated with late-stage carbonate alteration were trapped at temperatures within a range of 200–250 °C. Oxygen stable isotope data of quartz range between 9 and 12.6 ‰, and fluid isotope data range from 3.11 to 7.86‰. Sulfur isotope data δ 34Spy range from -1.4 to +0.1‰. In both cases, the fluids are attributed to a magmatic origin at the Raimunda deposit. The coexistence of high-temperature aqueous and aqueous-carbonic fluid inclusions reveals mixing of hot medium-salinity fluids with cooler low-salinity fluids. Gold was initially transported as chloride complexes in very hot, medium-salinity, acidic, oxidized fluids expelled by the magma chamber, and as H2S complexes afterwards. The physical-chemical instability caused by the ascent of the fluid likely triggered ore precipitation. These results provide valuable insights into the genesis of porphyry Au deposits and their implications for mineral exploration in the Amazonian Craton. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Geociências (IG) |
| Informações adicionais: | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Geociências, Programa de Pós-Graduação em Geologia, 2024. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Geologia |
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| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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