| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Miller, Robert Neil Gerard | - |
| dc.contributor.author | Costa, Érica de Castro | - |
| dc.date.accessioned | 2026-10-02T20:07:56Z | - |
| dc.date.available | 2026-10-02T20:07:56Z | - |
| dc.date.issued | 2026-10-02 | - |
| dc.date.submitted | 2025-01-16 | - |
| dc.identifier.citation | COSTA, Érica de Castro. Mecanismos de defesa em Musa spp. à murcha de fusarium : análises histológicas e transcritômicas da interação Musa acuminata subsp. burmannica acesso ‘Calcutta 4’ à Fusarium oxysporum f. sp. cubense raça subtropical 4. 2025. 204 f., il. Tese (Doutorado em Fitopatologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/57100 | - |
| dc.description | Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Fitopatologia, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A banana (Musa spp.) é considerada uma das frutas mais consumidas no mundo e
componente básico da alimentação de milhões de pessoas. É considerada como
fonte importante de carboidratos, vitaminas e minerais. As bananas comerciais são
oriundas do cruzamento entre duas espécies selvagens, Musa acuminata (A) e Musa
balbisiana (B). As cultivares que possuem características uniformes são classificadas
dentro de subgrupos. Muitas dessas cultivares são estéreis, com o desenvolvimento
dos frutos ocorrendo por partenocarpia. Devido à consequente variabilidade genética
limitada, as cultivares comerciais tendem a ser suscetíveis ao ataque de inúmeras
pragas e doenças, responsáveis pelas maiores perdas na produtividade das lavouras
e na qualidade dos frutos. A Murcha de Fusarium é uma doença clássica de murcha
vascular causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc). As perdas
podem atingir 100% da produção nas áreas afetadas, uma vez que a persistência de
clamidósporos em solos infestados inviabiliza a produção continuada de banana. Foc
é subdividida em quatro raças, baseada na patogenicidade a diferentes cultivares de
bananas. A raça 1 é patogênica às cultivares Gros Michel (AAA), Maçã e Prata (AAB),
a raça 2 é patogênica às cultivares Bluggoe (ABB), e a raça 4 patogênica a todos os
subgrupos e à Cavendish (AAA). A raça 4 é subdivida em raça tropical 4 (TR4) e
subtropical 4 (STR4), por STR4 ser patogênica a cultivares ‘Cavendish’ apenas em
regiões subtropicais e com menor agressividade que TR4. A medida de controle mais
eficiente é através da resistência genética, sendo a genômica uma ferramenta
importante de introgressão de genes de cultivares selvagens e resistentes à
patógenos, em cultivares comerciais. Com isso, o objetivo desse trabalho foi
identificar e validar genes alvo envolvidos na resistência de Musa durante a interação
com o patógeno Foc STR4, via análise de RNAseq. Para isso, dois genótipos
contrastantes foram utilizados para investigação da interação com o isolado de Foc
STR4 isolado CNPMF 218A: ‘Calcutta 4’ (genótipo selvagem resistente) e ‘Prata-Anã’
(genótipo comercial suscetível). A inoculação foi realizada utilizando arroz inoculado
na concentração de 106 UFC/g. O RNA total foi extraído de amostras de raízes
coletadas aos 1, 2 e 4 dias após a inoculação (DAI) para as análises de RNAseq.
Análises histológicas foram realizadas para investigar respostas de defesa da planta,
como a deposição de calose e produção de compostos fenólicos nos mesmos tempos
de inoculação, bem como acompanhar o processo de infecção do isolado de STR4
em ambos os genótipos acrescidos dos dias 8 e 15 DAI. O estudo da histologia
mostrou resposta de defesa pós formadas apenas em ‘Calcutta 4’ com a formação de
calose e compostos fenólicos aos 1 e 2 DAI. Somente foi observada evidência de
colonização de Foc STR4 em ‘Prata-anã’, aos 8 e 15 DAI. Um total de 1416 genes
diferencialmente expressos foram observados durante a interação de ‘Calcutta 4’ e
Foc STR4, com 270, 872 e 81 DEGs aos 1, 2 e 4 DAI, respectivamente. Destes, 752
DEGs foram regulados positivamente aos 2 DAI, indicando uma rápida ativação de
genes de defesa contra o ataque de Foc STR4. Através das análises funcionais
utilizadas, GO, KEGG, KOG, Interpro e Mapman, foram identificados diversos DEGs
envolvidos nas respostas imediatas de defesa de ‘Calcutta 4’ à Foc STR4, como a
ativação de PRRs (receptores de reconhecimento de padrões), PRs (proteínas
relacionadas à patogênese), quitinases, fitormônios como etileno (ET), ácido
jasmônico (JA) e ácido abscísico (ABA), genes de resistência (R) como NLRs
(nucleotide-binding site leucine-rich repeat), fatores de transcrição (TFs), espécies
reativas de oxigênio (ROS), SAR (resistência sistêmica adquirida), fitoalexinas e
calose. Esses genes são responsáveis por participarem em diferentes vias funcionais
como a resposta a estímulos, interação planta-patógeno, metabolismo secundário,
vias de fitormônios e estresse biótico. A ação conjunta das vias sinalizadas são
fundamentais para o processo de resistência do genótipo selvagem à Foc STR4. A
descoberta desses genes ajudará no processo de seleção de genes candidatos de
resistência à Foc no uso de ferramentas de melhoramento genético, como a
introgressão de genes de resistência de genótipos selvagens em cultivares
comerciais, como ‘Prata-anã’, e nas demais técnicas de edição gênica como CRISPR.
Essa estratégia é promissora para o desenvolvimento de variedades de bananas
resistentes à Murcha de Fusarium causadas por Foc STR4 e TR4, onde a
implementação de organismos geneticamente modificados (OGMs) com foco em
genes associados a interações planta-patógeno e estresse biótico podem fortalecer
o cultivo de banana e reduzir o impacto de epidemias de Murcha de Fusarium na
produção nacional. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Mecanismos de defesa em Musa spp. à murcha de fusarium : análises histológicas e transcritômicas da interação Musa acuminata subsp. burmannica acesso ‘Calcutta 4’ à Fusarium oxysporum f. sp. cubense raça subtropical 4 | pt_BR |
| dc.type | Tese | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Banana | pt_BR |
| dc.subject.keyword | RNA-seq | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Murcha de fusarium | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Estresse biótico | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Resistência genética | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Genômica | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Banana (Musa spp.) is one of the world's most important consumed fruits and a basic
component of the diet of millions of people, where it is considered an important source
of carbohydrates, vitamins and minerals. Commercial bananas originate from
crossings of two wild species, namely Musa acuminata (A) and Musa balbisiana (B).
Cultivars with uniform characteristics are divided into subgroups. Many such cultivars
are sterile, with fruit development via parthenocarpy. Given the resultant limited
genetic variability, commercial cultivars tend to be susceptible to attack by numerous
pests and diseases, which are responsible for considerable losses in terms of yield
and fruit quality. Fusarium wilt is a classic vascular wilt disease caused by the fungal
pathogen Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc). Losses can reach 100% of
production in affected areas, with persistence of fungal chlamydospores in infested
soil making land inappropriate for continued banana production. Foc is subdivided into
four races, based on pathogenicity to different banana cultivars. Race 1 is pathogenic
to Gros Michel (AAA), Silk and Pome (AAB) cultivars, race 2 is pathogenic to Bluggoe
(ABB) cultivars, and race 4 is pathogenic to all subgroups and Cavendish (AAA). Race
4 is subdivided into tropical race 4 (TR4) and subtropical race 4 (STR4), with STR4
pathogenic to 'Cavendish' cultivars only in subtropical regions and with less
aggressiveness than TR4. The most efficient control measure is through genetic
resistance, with genomics being one of the important tools for introgression of genes
from wild and pathogen-resistant cultivars into commercial cultivars. As such, the aim
of this study was to identify and validate target genes involved in the resistance
response in Musa during the interaction with the pathogen Foc STR4, via RNA-seq
analysis. For this, two contrasting materials were employed for investigation of the
interaction with Foc STR4 isolate CNPMF 218A: 'Calcutta 4' (a resistant wild
genotype) (AA) and 'Prata-Anã' (a susceptible commercial genotype) (AAB).
Inoculation of root tissues was performed using rice inoculated with Foc at a
concentration of 106 CFU/g. Total RNA was extracted from root samples collected at
1, 2 and 4 days after inoculation (DAI) for RNA-seq analyses. Histological analyses
were performed to investigate plant defence responses of callose deposition and
production of phenolic compounds, as well as to accompany the infection process of
the STR4 isolate, with assessments conducted at 1, 2, 4, 8 and 15 DAI. Histological
studies revealed post-infection defence responses occurring exclusively in 'Calcutta
4', which included callose deposition and phenolic compound production at 1 and 2
DAI. Colonization of Foc STR4 was observed only in 'Prata-anã', at 8 and 15 DAI.
Based on RNA-seq analysis, a total of 1,416 differentially expressed genes (DEGs)
were identified during the interaction between 'Calcutta 4' and Foc STR4, with 270,
872, and 81 DEGs detected at 1, 2, and 4 DAI, respectively. Among these, 752 DEGs
were upregulated at 2 DAI, indicating a rapid activation of defence-related genes in
response to Foc STR4. Functional analyses using GO, KEGG, KOG, InterPro, and
MapMan identified several DEGs involved in the rapid defence responses to Foc
STR4. These included the activation of PRRs (pattern recognition receptors), PRs
(pathogenesis-related proteins), chitinases, phytohormones such as ethylene,
jasmonic acid, and abscisic acid, resistance genes belonging to the NLR (nucleotidebinding site leucine-rich repeat) family, transcription factors (TFs), ROS (reactive
oxygen species), SAR (systemic acquired resistance), phytoalexins, and callose.
These genes participate in various functional pathways, such as responses to stimuli,
plant-pathogen interactions, secondary metabolism, phytohormone pathways, and
biotic stress responses. The coordinated action of these signalling pathways is
essential for the resistant response to Foc STR4 in this wild genotype. This
characterization of defense responses will facilitate the selection of candidate genes
to Foc for application in genetic improvement, such as through introgression of
resistance genes from wild genotypes into commercial genotypes such as 'Prata-anã',
as well as through gene-editing techniques like CRISPR. This strategy offers promise
for the development of banana varieties resistant to Fusarium wilt caused by Foc
STR4 and TR4, where the implementation of genetically modified organisms (GMOs)
focusing on genes associated with plant-pathogen interactions and biotic stress
response has the potential to enhance banana crop resilience and mitigate the impact
of Fusarium Wilt epidemics on national production. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Ciências Biológicas (IB) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Fitopatologia (IB FIT) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Fitopatologia | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|