http://repositorio.unb.br/handle/10482/55925| Arquivo | Tamanho | Formato | |
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| RenanMiguelDosAnjos_DISSERT.pdf | 3,13 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Expressão de gene sintético em soja (Glycine max) visando maior tolerância a Sclerotinia sclerotiorum |
| Autor(es): | Anjos, Renan Miguel dos |
| Orientador(es): | Aragão, Francisco José Lima |
| Assunto: | Glycine max Sclerotinia sclerotiorum Gene quimérico |
| Data de publicação: | 16-Set-2026 |
| Data de defesa: | 27-Mar-2026 |
| Referência: | ANJOS, Renan Miguel dos. Expressão de gene sintético em soja (Glycine max) visando maior tolerância a Sclerotinia sclerotiorum. 2026. 75 f. Dissertação (Mestrado em Biologia Molecular) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Resumo: | A soja (Glycine max) uma commoditie de extrema relevância econômica para o Brasil, que é constantemente afetada por patógenos, principalmente os fúngicos, que comprometem de forma expressiva a produtividade e a qualidade dos grãos. Entre as doenças destaca-se a popularmente conhecida como mofo branco, causada pela Sclerotinia sclerotiorum, um patógeno hemibiotrófico, capaz de induzir a necrose tecidual causando perdas consideráveis no campo. Diante desse cenário, uma das estratégias utilizadas para contornar esse problema e gerar plantas mais produtivas e resistentes é por meio do uso de ferramentas biotecnológica como a transformação genética. Nesse trabalho, foi avaliado o efeito da expressão de uma construção quimérica, PG-PGIP, que une um fragmento de uma poligalacturonase fúngica de Fusarium phyllophilum (PG), fundido com um gene que codifica para uma proteína inibidora de poligalacturonase de Phaseolus vulgaris (PGIP), essa estratégia baseia-se na interação entre a PG fúngica e PGIP vegetal, que favorece a geração de oligogalacturonídeos (OGs), capazes de atuar como DAMPs (Damage-Associated Molecular Patterns) amplificando respostas de defesa e possivelmente tornando as plantas mais resistentes. Foram caracterizados dois eventos transgênicos diferentes, PG-PGIP 2.23 e PG-PGIP 1.45, quanto a inserção genômica do transgene, a progressão de lesão de S. sclerotiorum e o perfil de expressão de genes marcadores de vias hormonais de defesa, incluindo ácido salicílico (AS) e a ácido jasmônico (AJ). O evento PG-PGIP 2.23 apresentou uma redução significativa do desenvolvimento das lesões necróticos causadas pelo fungo, tanto nos bioensaio ex vivo quanto in vivo, tais resultados associados com as modulações observadas das vias do AS e AJ, sugerem um ajuste fino no balanço hormonal e resultante em plantas mais robustas imunologicamente. Em contrapartida, o evento PG-PGIP 1.45 apresentou um comportamento muito heterogêneo entre as progênies, com maior suscetibilidade nos bioensaios contra o fungo além de diferenças marcantes nos perfis de expressão genica das vias de defesa. Tais variações possivelmente estão associadas as inserções múltiplas no genoma, o processo de segregação que pode estar ocorrendo ou ainda a fatores epigenéticos e rearranjos ocorridos no processo de integração da construção no genoma, que influenciaram diretamente no estado fisiológico basal das plantas e na resposta de defesa das plantas. Esses resultados demonstraram que a estratégia PG-PGIP possui potencial para fortalecer a imunidade de plantas, mas que a eficácia é dependente da integração adequada do transgene no genoma para ocorra o desenvolvimento de eventos transgênicos com desempenho agronômico adequando e benéfico para o produtor e o meio ambiente. |
| Abstract: | Soybean (Glycine max) is a commodity of extreme economic relevance for Brazil and is constantly affected by pathogens, specially fungal ones, which significantly compromise productivity and grain quality. Among fungal diseases, one of the most notable is the popularly known white mold, caused by Sclerotinia sclerotiorum, a hemibiotrophic pathogen capable of inducing tissue necrosis and causing considerable losses in the field. Given this scenario, one of the strategies used to overcome this problem and generate more productive and resistant plants is the use of biotechnological tools such as genetic transformation. In this work, the effect of expressing a chimeric construct, PG-PGIP, was evaluated. This construct combines a fragment of a fungal polygalacturonase from Fusarium phyllophilum (PG) fused with a gene encoding a polygalacturonase-inhibiting protein from Phaseolus vulgaris (PGIP). This strategy is based on the interaction between the fungal PG and the plant PGIP, which favors the generation of oligogalacturonides (OGs)—pectin fragments present in plant cell walls that can act as DAMPs (Damage-Associated Molecular Patterns) thereby amplifying defense responses and potentially making plants more resistant. Two independent transgenic events, PG-PGIP 2.23 and PG-PGIP 1.45, were characterized regarding genomic insertion of the transgene, the progression of S. sclerotiorum lesions, and the expression profile of marker genes from hormonal defense pathways, including salicylic acid (SA) and jasmonic acid (JA). The PG-PGIP 2.23 event showed a significant reduction in the development of necrotic lesions caused by the fungus in both ex vivo and in vivo bioassays. These results, together with the observed modulation of the SA and JA pathways, suggest a fine-tuning of the hormonal balance, resulting in plants with stronger immune responses. In contrast, the PG-PGIP 1.45 event exhibited highly heterogeneous behavior among progenies, with greater susceptibility in bioassays against the fungus, as well as marked differences in gene expression profiles of defense pathways. Overall, these results demonstrate that the PG-PGIP strategy has potential to strengthen plant immunity. However, its effectiveness depends on proper transgene integration into the genome to enable the development of transgenic events with adequate agronomic performance, benefiting both producers and the environment. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Ciências Biológicas (IB) Departamento de Biologia Celular (IB CEL) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Biologia Celular, Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular, 2026. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular |
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