http://repositorio.unb.br/handle/10482/55723| Título: | Entre articulação e fragmentação : as entrequadras no Plano Piloto de Brasília |
| Outros títulos: | Entre articulación y fragmentación : las entrecuadras en el Plano Piloto de Brasilia |
| Autor(es): | Santos, Julyana Morais dos Trevisan, Ricardo |
| Afiliação do autor: | Universidade de Brasília Universidade de Brasília |
| Assunto: | Urbanismo modernista Espaços públicos Brasília (DF) |
| Data de publicação: | 2026 |
| Editora: | Even3 |
| Referência: | SANTOS, Julyana Morais dos; TREVISAN, Ricardo. Entre articulação e fragmentação: as entrequadras no Plano Piloto de Brasília. In: CONGRESSO IBERO-AMERICANO DE HISTÓRIA URBANA, 4., 2025, São Paulo. Anais [...]. São Paulo (SP): FAU-USP, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/4-congresso-ibero-americano-historia-urbana/1451686-ENTRE-ARTICULACAO-E-FRAGMENTACAO--AS-ENTREQUADRAS-NO-PLANO-PILOTO-DE-BRASILIA. Acesso em: 20 |
| Resumo: | O Plano Piloto de Brasília, projetado por Lucio Costa em 1957, representou à época uma inovação no urbanismo modernista ao introduzir em sua escala residencial a superquadra – um módulo habitacional composto por barras multifamiliares de 6 pavimentos sobre pilotis público, edifícios escolares e permeada por canteiros verdes e vias veiculares e calçadas. Embasada nos preceitos de Unidade de Vizinhança estadunidense e na Cidade-Jardim howardiana, a composição adotada por Costa previu o agrupamento de 4 superquadras que, ao compartilharem equipamentos públicos e espaços de convivência, formavam um sistema autossuficiente e acessível a pé. Como separação entre cada unidade de vizinhança, o urbanista inseriu as entrequadras, generosos espaços intersticiais, sem vias, dispostos entre uma superquadra e outra. Cada entrequadra deveria abrigar um ou mais equipamentos, como: escolas, igrejas, clubes de vizinhança e cinemas, promovendo a articulação entre a escala residência-local e a escala gregária-urbana. Apesar dessa concepção ideal, apenas uma unidade de vizinhança foi implementada em sua totalidade (SQS 108-107, 308-307). Muitas entrequadras permaneceram como lotes não edificados, o que resultou na distribuição desigual de equipamentos entre os agrupamentos de superquadras, enfraquecendo a percepção de autossuficiência original. Enquanto alguns desses espaços públicos foram apropriados pela população como parques, outros foram ocupados por construções privadas, como: edifícios comerciais e malls, edifícios de escritórios e consultórios, academias etc., o que coloca em questão a vocação desses espaços na atualidade. Este artigo aborda as entrequadras de Brasília como espaços ainda não consolidados no Plano Piloto, cuja função permanece aberta a interpretações, e cuja discussão se torna necessária à luz do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – o PPCUB. Ao discutir as mudanças físicas e sociais ocorridas desde a construção de Brasília, o texto explora como as transformações e apropriações desses espaços refletem os desafios contemporâneos relacionados à acessibilidade e sustentabilidade, à fragmentação urbana e à ressignificação dos espaços públicos. |
| Resumen: | El Plan Piloto de Brasilia, diseñado por Lucio Costa en 1957, representó en su momento una innovación en el urbanismo modernista al introducir en su escala residencial la supercuadra, un módulo habitacional compuesto por bloques multifamiliares de seis plantas sobre pilotes públicos, edificios escolares y atravesado por jardines, vías de circulación y aceras. Basada en los preceptos de la Unidad de Vecindad estadounidense y en la Ciudad-Jardín howardiana, la composición adoptada por Costa preveía la agrupación de cuatro supercuadras que, al compartir equipamientos públicos y espacios de convivencia, formaban un sistema autosuficiente y accesible a pie. Como separación entre cada unidad de vecindad, el urbanista insertó las entrecuadras, generosos espacios intersticiales, sin vías, dispuestos entre una supercuadra y otra. Cada entrecuadra debía albergar uno o más equipamientos, como escuelas, iglesias, clubes de vecindad y cines, promoviendo la articulación entre la escala residencial-local y la escala gregariaurbana. A pesar de este diseño ideal, solo se implementó una unidad de vecindad en su totalidad (SQS 108-107, 308-307). Muchos entrequadras permanecieron como solares sin edificar, lo que dio lugar a una distribución desigual de las instalaciones entre los grupos de superquadras, lo que debilitó la percepción de autosuficiencia original. Mientras que algunos de estos espacios públicos fueron apropiados por la población como parques, otros fueron ocupados por construcciones privadas, tales como edificios comerciales y centros comerciales, edificios de oficinas y consultorios, gimnasios, etc., lo que pone en tela de juicio la vocación de estos espacios en la actualidad. Este artículo aborda las manzanas intermedias de Brasilia como espacios aún no consolidados en el Plan Piloto, cuya función sigue abierta a interpretaciones y cuya discusión se hace necesaria a la luz del Plan de Preservación del Conjunto Urbánico de Brasilia (PPCUB). Al analizar los cambios físicos y sociales que se han producido desde la construcción de Brasilia, el texto explora cómo las transformaciones y apropiaciones de estos espacios reflejan los retos contemporáneos relacionados con la accesibilidad y la sostenibilidad, la fragmentación urbana y la reinterpretación de los espacios públicos. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) Departamento de Tecnologia em Arquitetura e Urbanismo (FAU TEC) |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo |
| Versão da editora: | https://www.even3.com.br/anais/4-congresso-ibero-americano-historia-urbana/1451686-entre-articulacao-e-fragmentacao--as-entrequadras-no-plano-piloto-de-brasilia |
| Aparece nas coleções: | Trabalhos apresentados em evento |
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