http://repositorio.unb.br/handle/10482/55581| Fichero | Tamaño | Formato | |
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| Título : | Da incompletude institucional à intersetorialidade da socioeducação no Distrito Federal |
| Autor : | Aquino, Danielle Vitória da Costa Reis de |
| Orientador(es):: | Cruz, Fernanda Natasha Bravo |
| Assunto:: | Intersetorialidade Socioeducação Incompletude institucional Teoria Ator-Rede (TAR) Direito federal |
| Fecha de publicación : | 3-ago-2026 |
| Data de defesa:: | 31-mar-2026 |
| Citación : | AQUINO, Danielle Vitória da Costa Reis de. Da incompletude institucional à intersetorialidade da socioeducação no Distrito Federal. 2026. 140 f., il. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos e Cidadania) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Resumen : | Esta pesquisa investiga a intersetorialidade no sistema socioeducativo do Distrito Federal, a partir do conceito de incompletude institucional e sob a lente da Teoria Ator Rede (TAR). Parte-se da seguinte pergunta norteadora: como se organizam, na prática socioeducativa, as relações intersetoriais no Distrito Federal para além das diretrizes normativas? O objetivo geral consiste em compreender a configuração dessas relações na execução das medidas socioeducativas, considerando os fluxos, instrumentos, atores e dispositivos que sustentam ou fragilizam a articulação entre políticas públicas. Teoricamente, o estudo fundamenta-se na TAR, especialmente nas contribuições de Bruno Latour sobre redes sociotécnicas, mediadores, intermediários, rastros e processos de tradução, articuladas ao debate sobre ação pública, intersetorialidade e incompletude institucional. Metodologicamente, adota-se a cartografia das associações, com levantamento documental, observação participante em reuniões da Rede Social Local (RSL), entrevistas com servidores e adolescentes de três unidades socioeducativas, aplicação de questionário a atores da rede intersetorial e análise de atas do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA). Os resultados indicam que a intersetorialidade no DF está formalmente instituída, mas se materializa de forma assimétrica, instável e dependente da capacidade de estabilização das associações entre diferentes actantes. No Meio Aberto, observa-se maior porosidade territorial e maior mobilização de redes interpessoais; na Semiliberdade, predominam articulações intermediárias, marcadas pela oscilação entre institucionalização, circulação territorial e dependência burocrática; e, na Internação, evidencia-se maior fechamento institucional, menor permeabilidade territorial e maior centralização dos encaminhamentos. A análise demonstrou que o PIA, embora previsto pelo SINASE como instrumento estruturante da garantia de direitos, nem sempre se consolida, na prática, como ferramenta de gestão compartilhada da rede socioeducativa. E, em função de sua idealização normativa, em diversas situações, sua atuação tende a permanecer restrita ao interior das unidades, funcionando mais como guia pedagógico intrainstitucional do que como mediador efetivo da corresponsabilização entre políticas setoriais. Conclui-se que a incompletude institucional não decorre apenas da ausência de normas, recursos ou serviços, mas da fragilidade, ruptura ou descontinuidade das associações que sustentam a rede sociotécnica da socioeducação. Sob a ótica dos Direitos Humanos, a intersetorialidade apresenta-se como condição necessária para a efetivação da proteção integral, embora opere de forma desigual entre as modalidades. A pesquisa evidencia, ainda, uma “intersetorialidade real”, sustentada pelo esforço cotidiano dos profissionais da execução direta, por mediações informais e por pactuações locais que buscam compensar os limites dos fluxos formais. |
| Abstract: | This research investigates intersectorality in the socio-educational system of the Federal District, based on the concept of institutional incompleteness and through the lens of Actor-Network Theory (ANT). The study is guided by the following research question: how are intersectoral relations organized in socio-educational practice in the Federal District beyond normative guidelines? The general objective is to understand the configuration of these relations in the implementation of socio-educational measures, considering the flows, instruments, actors, and devices that sustain or weaken the articulation among public policies. Theoretically, the study is grounded in ANT, especially Bruno Latour’s contributions on sociotechnical networks, mediators, intermediaries, traces, and translation processes, articulated with debates on public action, intersectorality, and institutional incompleteness. Methodologically, it adopts the cartography of associations, based on documentary research, participant observation in Local Social Network meetings, interviews with staff members and adolescents from three socio-educational units, a questionnaire applied to actors from the intersectoral network, and analysis of minutes from the Council for the Rights of Children and Adolescents. The results indicate that intersectorality in the Federal District is formally established, but materializes in an asymmetric, unstable way, dependent on the capacity to stabilize associations among different actants. In Open Community Measures, greater territorial porosity and mobilization of interpersonal networks were observed; in Semi-liberty, intermediate articulations predominate, marked by the oscillation between institutionalization, territorial circulation, and bureaucratic dependence; and, in Detention, greater institutional closure, lower territorial permeability, and more centralized referrals were identified. The analysis showed that the Individual Care Plan, although established by SINASE as a structuring instrument for guaranteeing rights, does not always become, in practice, a shared management tool within the socio-educational network. Due to its normative idealization, in several situations its operation tends to remain restricted to the internal dynamics of the units, functioning more as an intra-institutional pedagogical guide than as an effective mediator of co-responsibility among sectoral policies. It is concluded that institutional incompleteness does not result only from the absence of norms, resources, or services, but from the fragility, rupture, or discontinuity of the associations that sustain the sociotechnical network of socio-education. From a Human Rights perspective, intersectorality is a necessary condition for the realization of comprehensive protection, although it operates unevenly across different types of measures. The research also reveals a “real intersectorality”, sustained by the daily efforts of frontline professionals, informal mediations, and local agreements that seek to compensate for the limits of formal flows. |
| metadata.dc.description.unidade: | Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) |
| Descripción : | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania, 2025. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania |
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| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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