| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Ribeiro, Pedro Mandagará | pt_BR |
| dc.contributor.author | Oliveira, Nathielen Fernandes de | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-07-22T18:00:55Z | - |
| dc.date.available | 2026-07-22T18:00:55Z | - |
| dc.date.issued | 2026-07-22 | - |
| dc.date.submitted | 2026-04-17 | - |
| dc.identifier.citation | OLIVEIRA, Nathielen Fernandes de. A roda da vida e justiça de xangô : tempo, história e escrevivência em água de barrela. 2026. 93 f. Dissertação (Mestrado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/55488 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A presente dissertação propõe analisar o romance Água de barrela (2018), de Eliana Alves Cruz, consolidando-o como uma obra fundamental da literatura afro-brasileira contemporânea. O romance narra a trajetória de oito gerações da família da autora, mesclando ficção, dadosbiográficos e registros históricos e se posiciona como um poderoso instrumento de reparação histórica. Este trabalho demonstra como a obra articula três dimensões centrais. A primeira é a dimensão do tempo, que, embora apresente um discurso narrativo linear, se manifesta na história de maneira pluridimensional, regida por uma lógica cíclica e reversível de religiões de matrizes africanas, sobretudo o candomblé. Nessa perspectiva, a recorrente evocação de Xangô, orixá da justiça, atua como um fio condutor que reitera a crença na inevitabilidade da reparação para as personagens oprimidas. A segunda dimensão é a da forma e da História, na qual Água de barrela subverte o modelo tradicional do romance histórico, configurando-se como uma forma híbrida com aspectos de uma biografia comunitária. Ao deslocar o foco dos "grandes homens" e dos fatos oficiais para a agência das mulheres negras de sua ancestralidade, a autora constrói um discurso historiográfico contra-hegemônico. Por fim, o estudo se ancora no conceito de escrevivência, de Conceição Evaristo, demonstrando que a escrita de Cruz é coletiva, um ato de "erguer a voz" que se reflete não no espelho narcísico, mas no espelho de Oxum e de Iemanjá. A oralidade dos mais velhos (representada pela tia-avó Nunu) revela-se a ferramenta primária para resgatar a memória fragmentada, devolvendo complexidade e voz àqueles que foram historicamente silenciados. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | A roda da vida e justiça de Xangô : tempo, história e escrevivência em Água de barrela | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Água de barrela | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Eliana alves cruz | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Escrevivência | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Tempo | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Romance histórico | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | A presente dissertação propõe analisar o romance Água de barrela (2018), de Eliana Alves Cruz, consolidando-o como uma obra fundamental da literatura afro-brasileira contemporânea. O romance narra a trajetória de oito gerações da família da autora, mesclando ficção, dadosbiográficos e registros históricos e se posiciona como um poderoso instrumento de reparação histórica. Este trabalho demonstra como a obra articula três dimensões centrais. A primeira é a dimensão do tempo, que, embora apresente um discurso narrativo linear, se manifesta na história de maneira pluridimensional, regida por uma lógica cíclica e reversível de religiões de matrizes africanas, sobretudo o candomblé. Nessa perspectiva, a recorrente evocação de Xangô, orixá da justiça, atua como um fio condutor que reitera a crença na inevitabilidade da reparação para as personagens oprimidas. A segunda dimensão é a da forma e da História, na qual Água de barrela subverte o modelo tradicional do romance histórico, configurando-se como uma forma híbrida com aspectos de uma biografia comunitária. Ao deslocar o foco dos "grandes homens" e dos fatos oficiais para a agência das mulheres negras de sua ancestralidade, a autora constrói um discurso historiográfico contra-hegemônico. Por fim, o estudo se ancora no conceito de escrevivência, de Conceição Evaristo, demonstrando que a escrita de Cruz é coletiva, um ato de "erguer a voz" que se reflete não no espelho narcísico, mas no espelho de Oxum e de Iemanjá. A oralidade dos mais velhos (representada pela tia-avó Nunu) revela-se a ferramenta primária para resgatar a memória fragmentada, devolvendo complexidade e voz àqueles que foram historicamente silenciados. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Letras (IL) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Literatura | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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