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JoaoVictorPacificoDamascenoRocha_TESE.pdf6,18 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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dc.contributor.advisorCaetano, Carmem Jená Machadopt_BR
dc.contributor.authorRocha, João Victor Pacifico Damascenopt_BR
dc.date.accessioned2026-07-14T17:11:06Z-
dc.date.available2026-07-14T17:11:06Z-
dc.date.issued2026-07-10-
dc.date.submitted2025-02-21-
dc.identifier.citationROCHA, João Victor Pacifico Damasceno. A construção de identidades insurgentes: etnografia discursiva crítica na marcha da maconha do Distrito Federal. 2025. 180 f., il. Tese (Doutorado em Linguística) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/55384-
dc.descriptionTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, Programa de Pós-Graduação em Linguística, 2025.pt_BR
dc.description.abstractO presente trabalho tem por objetivo analisar a construção de práticas discursivo-identitárias sobre a cultura canábica e o papel de maconheiro em interações situadas no âmbito do movimento social Marcha da Maconha do Distrito Federal (MMDF). A MMDF se configura como um movimento social (MS) que luta pela legalização das drogas de uma perspectiva antiproibicionista, mobilizando discursos e representações anti-hegemônicos para ressignificar o uso de substâncias ora proibidas. Os MS se articulam em torno de objetivos comuns e identidades sociais politizáveis, como as identidades de usuário, maconheiro e ativista. O maconheiro é uma identidade de resistência que corresponde a uma rede de práticas sociais denominada cultura canábica, criada como forma de proteção mútua e difusão de discurso situado nas interações entre usuários de canábis. Essa identidade é politizada na MMDF para a construção de uma identidade insurgente de maconheiro-ativista, que produz significados em relação aos papéis sociais de usuário, maconheiro e ativista, às lutas políticas e às representações da maconha na sociedade brasileira. Esta pesquisa se deu como uma etnografia discursiva crítica realizada no contexto da organização da Marcha da Maconha e atividades correlatas, em meio on-line e off-line, valendo-se de dados produzidos nas reuniões organizativas, eventos, grupo de Whatsapp e reuniões de grupo focal. O referencial teórico está embasado na Análise de Discurso Crítica (ADC) segundo Chouliaraki & Fairclough (1999) e Fairclough (2003; 2016), na teoria dos movimentos sociais contemporâneos (CASTELLS, 2008; LANÇAS, 2018; SCHERER-WARREN, 2018) e na Antropologia Urbana (MAGNANI, 1996; 2002; 2005). A metodologia está embasada na Etnografia Discursiva Crítica (CAETANO, 2009; MAGALHÃES et al., 2017), na netnografia (FRAGOSO et al., 2012) e no grupo focal (BARBOUR, 2009), considerando a combinação de métodos como forma de abordar os diferentes elementos da prática social (MASON, 2002). A cultura canábica é uma rede de práticas que recontextualiza práticas hegemônicas do proibicionismo de forma a produzir outros significados sobre a maconha e seus usuários. Essa cultura pode ser politizada no contexto da Marcha da Maconha, na forma de insurgência, para criar as condições para a emancipação dos usuários e dos povos marginalizados na sociedade atual. Os participantes da MMDF se identificam como maconheiros e buscam politizar sua identidade para a construção de um projeto de transformação social, uma identidade de projeto, que tem se configurado de maneira difusa, por meio das tensões entre identidades de maconheiro e ativista no movimento social. Os maconheiros-ativistas também mantêm práticas não hegemônicas, como formas de solidariedade entre pares e de autonomia sobre o corpo, além de práticas ilegais de uso e cultivo de maconha, ao mesmo tempo em que lutam para legitimar suas práticas junto à sociedade.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)-
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleA construção de identidades insurgentes : etnografia discursiva crítica na marcha da maconha do distrito federalpt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordMaconhapt_BR
dc.subject.keywordAnálise de discurso críticapt_BR
dc.subject.keywordIdentidadept_BR
dc.subject.keywordMovimentos sociaispt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1The present work aims to analyse the constitution of discoursive-identity practices concerning cannabis culture and the stoner social role in situated interactions within the social movement Marcha da Maconha do Distrito Federal (MMDF). MMDF is a social movement (SM) that fights for drug liberation from an antiprohibitionist perspective, mobilizing anti-hegemonic discourses and representations that recontextualize the use of currently prohibited drugs. The SMs operate around common goals and politically mobilizible identities, such as the user, stoner and activist identities. Stoner is a resistance identity that corresponds to a network of social practices called cannabis culture, created as means of mutual protection and distribution of discourse situated in the interactions between cannabis users. Said identity is politically mobilized in MMDF to construe an insurgent identity, that of stoner-activist, which produces meaning regarding the social roles of user, stoner and activist, the political struggles and the representations of marijuana in Brazilian society. This research is a Critical Discourse Ethnography carried out within the production of the Marijuana March and related activities, in on-line and off-line environments, using data produced in the organizational meetings, events, Whatsapp group and focus group meetings. The theoretical framework is grounded on Critical Discourse Analysis (CDA) after Chouliaraki & Fairclough (1999) and Fairclough (2003; 2016), on the contemporary social movements theory (CASTELLS, 2008; LANÇAS, 2018; SCHERER-WARREN, 2018) and on Urban Anthropology (MAGNANI, 1996; 2002; 2005). The methodology is grounded on Critical Discourse Ethnography (CAETANO, 2009; MAGALHÃES et al., 2017), netnography (FRAGOSO et al., 2012) and focus group (BARBOUR, 2009), considering the mixed methods as a way to comprehend the many elements of social practice (MASON, 2002). Cannabis culture is a network of practices that recontextualize the hegemonic practices of antiprohibitionism, producing other meanings about marijuana and its users. Said culture can be politically mobilized in the context of MMDF, as a form of insurgence, to create the conditions for the emancipation of marijuana users and the marginalized groups in the current society. The participants of MMDF identify themselves as stoners and seek to politize that identity to construe a project of social change, a project identity, that have been construed in a loose way, from the tensions between stoner and activist identities within the social movement. The stoner-activists also hold non-hegemonic practices, as forms of peers solidarity and body autonomy, as well as ilegal practices of marijuana use and farming, whilst fighting to legitimate their practices within society. Esta pesquisa se deu como uma etnografia discursiva crítica realizada no contexto da organização da Marcha da Maconha e atividades correlatas, em meio on-line e off-line, valendo-se de dados produzidos nas reuniões organizativas, eventos, grupo de Whatsapp e reuniões de grupo focal. O referencial teórico está embasado na Análise de Discurso Crítica (ADC) segundo Chouliaraki & Fairclough (1999) e Fairclough (2003; 2016), na teoria dos movimentos sociais contemporâneos (CASTELLS, 2008; LANÇAS, 2018; SCHERER-WARREN, 2018) e na Antropologia Urbana (MAGNANI, 1996; 2002; 2005). A metodologia está embasada na Etnografia Discursiva Crítica (CAETANO, 2009; MAGALHÃES et al., 2017), na netnografia (FRAGOSO et al., 2012) e no grupo focal (BARBOUR, 2009), considerando a combinação de métodos como forma de abordar os diferentes elementos da prática social (MASON, 2002). A cultura canábica é uma rede de práticas que recontextualiza práticas hegemônicas do proibicionismo de forma a produzir outros significados sobre a maconha e seus usuários. Essa cultura pode ser politizada no contexto da Marcha da Maconha, na forma de insurgência, para criar as condições para a emancipação dos usuários e dos povos marginalizados na sociedade atual. Os participantes da MMDF se identificam como maconheiros e buscam politizar sua identidade para a construção de um projeto de transformação social, uma identidade de projeto, que tem se configurado de maneira difusa, por meio das tensões entre identidades de maconheiro e ativista no movimento social. Os maconheiros-ativistas também mantêm práticas não hegemônicas, como formas de solidariedade entre pares e de autonomia sobre o corpo, além de práticas ilegais de uso e cultivo de maconha, ao mesmo tempo em que lutam para legitimar suas práticas junto à sociedade.pt_BR
dc.description.unidadeInstituto de Letras (IL)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas (IL LIP)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Linguísticapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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