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CarlaCristinaCamposBrasilGuimaraes_TESE.pdf1,67 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir
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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisorBarbosa, Adriana de Fátima Alexandrino Limapt_BR
dc.contributor.authorGuimarães, Carla Cristina Campos Brasilpt_BR
dc.date.accessioned2026-06-30T16:04:58Z-
dc.date.available2026-06-30T16:04:58Z-
dc.date.issued2026-06-30-
dc.date.submitted2025-12-01-
dc.identifier.citationGUIMARÃES, Carla Cristina Campos Brasil. Um defeito de cor : maternidade, memória e ancestralidade na escrita de Ana Maria Gonçalves. 2025. 223 f. Tese (Doutorado em Literatura) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/55193-
dc.descriptionTese (doutorado) — Universidade de Brasília, Instituto de Letras, Departamento de Teoria Literária e Literaturas, Programa de Pós-Graduação em Literaturas, 2025.pt_BR
dc.description.abstractEsta tese investiga a trajetória de Kehinde, protagonista de Um defeito de cor (2019), de Ana Maria Gonçalves, a partir dos cruzos entre travessia, maternidade, memória e ancestralidade que estruturam sua narrativa. Com base em referenciais como Conceição Evaristo, Leda Maria Martins, Vilma Piedade, Saidiya Hartman e bell hooks, analisa-se a constituição de uma subjetividade negra feminina que se reinscreve na história por meio da escrevivência e da rememoração, tensionando apagamentos coloniais. A carta endereçada ao filho ausente, Omotunde, opera como dispositivo narrativo no qual o tempo não se organiza de forma linear, mas em espirais, conforme propõe Leda Martins: passado, presente e futuro se dobram, permitindo à personagem reencenar traumas e, simultaneamente, reinscrevê-los como potência de vida. Nessa dinâmica, a ancestralidade emerge como força vital e epistemológica, fundamento de identidade e continuidade. A maternidade, por sua vez, é compreendida como categoria epistemológica que move Kehinde a narrar e a ressignificar o tempo. Essa maternidade negra, coletiva e insurgente, aproxima-se da escrevivência de Conceição Evaristo, ao converter feridas em linguagem, memória e testemunho. Desse modo, a narrativa de Kehinde configura-se como ato de cura e agência, em diálogo com a crítica de Saidiya Hartman ao silenciamento das histórias negras e com os apelos de bell hooks por uma pedagogia do afeto, da escuta e da autonomia. Por fim, a tese propõe que a travessia de Kehinde não é apenas geográfica, mas simbólica, espiritual e narrativa: um movimento contínuo de retorno, deslocamento e reinvenção de si através da memória, no qual maternidade e ancestralidade se tornam caminhos de existência e de reescrita da história.pt_BR
dc.language.isoporpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleUm defeito de cor : maternidade, memória e ancestralidade na escrita de ana maria gonçalvespt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.subject.keywordMemóriapt_BR
dc.subject.keywordTempo espiralarpt_BR
dc.subject.keywordMaternidadept_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.contributor.advisorcoSantos, Daiana Nascimento dos-
dc.description.abstract1This dissertation argues that Black motherhood constitutes the epistemological core of Um defeito de cor (2019), by Ana Maria Gonçalves, and structures the narrative trajectory of its protagonist, Kehinde. From this center, the study examines how memory, ancestry, and crossing intertwine with maternal experience, shaping the construction of a Black female subjectivity that rewrites history through storytelling. Drawing on theorists such as Conceição Evaristo, Leda Maria Martins, Vilma Piedade, Saidiya Hartman, and bell hooks, the analysis demonstrates how Kehinde’s writing mobilizes writing-as-life and remembrance to challenge colonial erasures and reinscribe Black lives into historical imagination. The letter addressed to her absent son, Omotunde, operates as the key narrative device: it is through motherhood that time is organized in a spiraling form, following Leda Martins’s formulation, folding past, present, and future into a continuous movement of return and reinscription. In this temporal dynamic, ancestry emerges as a vital and epistemic force, yet it is motherhood that propels the desire to narrate, reorganizes lived time, and transforms wounded memory into knowledge. Understood as a collective and insurgent practice, this maternal writing-as-life resonates with Conceição Evaristo’s elaboration, converting pain into language, memory, and agency. Thus, Kehinde’s narrative becomes a maternal act of healing, testimony, and resistance, in dialogue with Saidiya Hartman’s critique of the silencing of Black histories and with bell hooks’s call for a pedagogy grounded in care, listening, and autonomy. Ultimately, this dissertation proposes that Kehinde’s journey is not only geographical but symbolic, spiritual, and narrative: a continuous process of self-reinvention in which motherhood, memory, and ancestry emerge as pathways of existence and of rewriting history.-
dc.description.abstract3Cette thèse soutient que la maternité noire constitue le noyau épistémologique qui organise la narration de Um defeito de cor (2019), d’Ana Maria Gonçalves, et oriente la trajectoire de la protagoniste, Kehinde. À partir de ce centre, on examine comment mémoire, ancestralité et traversée s’entrelacent à l’expérience maternelle, configurant la construction d’une subjectivité féminine noire qui réécrit l’histoire par la parole. En s’appuyant sur des penseuses telles que Conceição Evaristo, Leda Maria Martins, Vilma Piedade, Saidiya Hartman et bell hooks, l’analyse met en évidence la manière dont l’écriture de Kehinde mobilise l’ecrivance et la remémoration pour contester les effacements coloniaux et réinscrire les vies noires dans l’imaginaire historique. La lettre adressée à son fils absent, Omotunde, fonctionne comme dispositif narratif central : c’est par la maternité que le temps s’organise selon une forme spiralaire, au sens proposé par Leda Martins, pliant passé, présent et futur dans un mouvement continu de retour et de réinscription. Dans cette dynamique, l’ancestralité apparaît comme force vitale et fondement de continuité, mais c’est la maternité qui impulse le geste de raconter, réorganise le temps vécu et transforme les blessures en savoir. Conçue comme pratique collective et insurgée, cette maternité qui est, aussi, ecrivance rejoint la proposition de Conceição Evaristo, en convertissant la douleur en langage, mémoire et agentivité. Ainsi, la narration de Kehinde se configure comme un acte maternel de guérison, de témoignage et de résistance, en dialogue avec la critique de Saidiya Hartman sur le silence imposé aux histoires noires et avec les appels de bell hooks en faveur d’une pédagogie du soin, de l’écoute et de l’autonomie. Enfin, cette thèse propose que la traversée de Kehinde ne soit pas seulement géographique, mais également symbolique, spirituelle et narrative : un processus de réinvention de soi dans lequel maternité, mémoire et ancestralité deviennent des chemins d’existence et de réécriture de l’histoire.-
dc.description.unidadeInstituto de Letras (IL)pt_BR
dc.description.unidadeDepartamento de Teoria Literária e Literaturas (IL TEL)pt_BR
dc.description.ppgPrograma de Pós-Graduação em Literaturapt_BR
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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