http://repositorio.unb.br/handle/10482/55038| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| LucasGuilhermeLimaDeFreitas_DISSERT.pdf | 1,38 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Intoleráveis sevícias : a prática do castigo físico na Bahia setecentista (1723-1798) |
| Autor(es): | Freitas, Lucas Guilherme Lima de |
| Orientador(es): | Balaban, Marcelo |
| Assunto: | Castigo físico Salvador Escravidão Século XVIII |
| Data de publicação: | 23-Jun-2026 |
| Data de defesa: | 27-Fev-2027 |
| Referência: | FREITAS, Lucas Guilherme Lima de. Intoleráveis sevícias : a prática do castigo físico na Bahia setecentista (1723-1798). 2026. 127 f., il. Dissertação (Mestrado em História) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026. |
| Resumo: | A presente dissertação investiga os significados, as experiências e os usos envolvendo a prática do castigo físico contra escravizados no domínio senhorial na Bahia setecentista, especialmente na cidade de Salvador. Examina-se, para isso, casos envolvendo senhores e escravos nos quais essa prática foi definida como excessiva e cruel, alcançando, em decorrência, as esferas judiciais e extrajudiciais do Império português. Examina-se, em primeiro lugar, as obras setecentistas dos religiosos que se dedicaram ao tema do governo cristão dos escravos, sobretudo no que concerne às normas e recomendações feitas para a disciplina dos escravizados, e a legislação portuguesa que tratou da regulação dos castigos físicos. A partir dessas fontes, busca-se investigar, para além das definições sociais sobre o que seria um castigo justo ou cruel, o papel da Coroa portuguesa na regulação do castigo físico no domínio privado. Em seguida, a pesquisa encaminha-se por meio da análise da documentação proveniente, sobretudo, do Arquivo Histórico Ultramarino, articulando requerimentos, cartas, ordens régias e outros documentos produzidos por ou sobre indivíduos envolvidos em contendas relativas ao castigo físico. Argumenta-se que, na comunicação entre os vassalos e os soberanos, teceram-se interpretações e articularam-se definições sociais e jurídicas sobre o castigo físico que demonstram a complexidade da delimitação histórica entre as punições definidas como justas e pedagógicas e aquelas nomeadas como excessivas e cruéis. Ao investigar as experiências e disputas sobre os limites que deveiam reger o castigo no mundo escravista, acompanhando sujeitos de diferentes posições sociais em suas interações com a justiça e com o Conselho Ultramarino, busca-se demonstrar que as fronteiras entre o castigo legítimo e o excessivo não eram categorias estanques, mas produtos de disputas sociais, jurídicas e políticas que atravessaram o Atlântico. Salienta-se, ainda, que os africanos e seus descendentes tiveram papel ativo na definição dessas fronteiras, elaborando interpretações próprias sobre o que seria uma disciplina legítima. |
| Abstract: | The present research investigates the meanings, experiences, and uses surrounding the practice of physical punishment against enslaved individuals within the seigneurial domain in eighteenth-century Bahia, especially in the city of Salvador. To this end, it examines cases involving masters and enslaved people in which this practice was defined as excessive and cruel, consequently reaching the judicial and extrajudicial spheres of the Portuguese Empire. First, the study analyzes eighteenth-century works by religious authors who devoted themselves to the theme of the Christian governance of slaves, particularly with regard to the norms and recommendations concerning the discipline of enslaved people, as well as Portuguese legislation that addressed the regulation of physical punishment. Based on these sources, the research seeks to investigate, beyond social definitions of what constituted just or cruel punishment, the role of the Portuguese Crown in regulating physical punishment within the private domain. Subsequently, the research proceeds through the analysis of documentation drawn primarily from the Arquivo Histórico Ultramarino, articulating petitions, letters, royal orders, and other documents produced by or concerning individuals involved in disputes related to physical punishment. It is argued that, in the communication between vassals and sovereigns, interpretations were woven and social and legal definitions of physical punishment were articulated, revealing the complexity of the historical delimitation between punishments defined as just and pedagogical and those labeled as excessive and cruel. By investigating experiences and disputes over the limits that were meant to govern punishment in the slaveholding world, following individuals from different social positions in their interactions with the judicial system and with the Overseas Council, this study seeks to demonstrate that the boundaries between legitimate and excessive punishment were not fixed categories, but rather the products of social, legal, and political disputes that crossed the Atlantic. Finally, it emphasizes that Africans and their descendants played an active role in defining these boundaries, formulating their own interpretations of what constituted legitimate discipline. |
| Unidade Acadêmica: | Instituto de Ciências Humanas (ICH) Departamento de História (ICH HIS) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Humanas, Departamento de História, Programa de Pós-Graduação em História, 2026. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em História |
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| Agência financiadora: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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