http://repositorio.unb.br/handle/10482/54991| Fichero | Descripción | Tamaño | Formato | |
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| FelipeRochaSilva_DISSERT.pdf | 691,03 kB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título : | A empatia clínica como eixo estruturante da bioética do cuidado em saúde |
| Autor : | Silva, Felipe Rocha |
| Orientador(es):: | Oliveira, Aline Albuquerque Sant'Anna de |
| Assunto:: | Bioética clínica Cuidados de saúde |
| Fecha de publicación : | 22-may-2026 |
| Data de defesa:: | 14-may-2025 |
| Citación : | SILVA, Felipe Rocha. A empatia clínica como eixo estruturante da bioética do cuidado em saúde. 2025. 109 f., il. Dissertação (Mestrado em Bioética) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumen : | O modelo hegemônico nos cuidados em saúde no Brasil é o Principialismo. Esse referencial defende que o modelo ideal de relação entre profissionais e pacientes é a preocupação emocionalmente distanciada, apesar de esse paradigma de relação ser rejeitado pelos pacientes. A Bioética do Cuidado em Saúde tem sido desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Bioética da Universidade de Brasília como um referencial alternativo ao Principialismo no campo da Bioética Clínica, adotando, como um dos seus eixos estruturantes, a empatia clínica. Esta dissertação consiste em uma pesquisa teórica cujo objetivo principal é desenvolver o arcabouço teórico que fundamenta a empatia clínica como eixo estruturante da Bioética do Cuidado em Saúde, justificando-a como um comando ético desse referencial. Define-se a empatia clínica como uma prática formada por três dimensões: a compreensão dos estados mental e emocional do paciente, a verificação da acurácia dessa compreensão e a ação terapêutica. Essas três dimensões, por sua vez, são realizadas a partir do exercício, pelo profissional, dos três componentes estruturantes da empatia clínica, que são a empatia cognitiva, a empatia emocional e a preocupação empática. A relevância moral da empatia clínica é justificada, principalmente, por duas funções que ela exerce no contexto dos cuidados em saúde: a função epistêmica – tanto para profissionais quanto para pacientes – e a função motivadora de ações terapêuticas altruísticas pelos profissionais. A função epistêmica habilita o profissional a compreender aspectos subjetivos da experiência do paciente, a gerar novos conhecimentos sobre o seu estado mental e emocional, e a apreender a sua hierarquia de valores, culminando na promoção dos Cuidados Centrados no Paciente e na Tomada de Decisão Compartilhada. A compreensão do estado mental e emocional do paciente contribui para que os profissionais reconheçam a necessidade do paciente e valorizem intrinsecamente o seu bem-estar, o que induz neles o estado de preocupação empática, que é intrinsecamente motivador de ações altruísticas. Além disso, o reconhecimento, por parte do paciente, de que o profissional manifesta preocupação empática por ele – o que se constitui como função epistêmica para o paciente –, pode fomentar a relação de confiança e parceria entre ambos. Com base nessas funções, justifica-se o imperativo de exercício da empatia clínica para que os cuidados em saúde estejam alinhados com o Direito do Paciente. Além do seu substrato teórico-normativo, a Bioética do Cuidado em Saúde propõe um modelo de deliberação ética, com base na empatia clínica, de casos de conflitos morais oriundos da prática clínica. Nesse contexto, a empatia clínica, além de facilitar a compreensão das perspectivas do paciente, dos familiares e dos profissionais envolvidos no conflito, contribui para a restauração das relações abaladas por ele. A empatia clínica, enquanto eixo estruturante da Bioética do Cuidado em Saúde, favorece que os cuidados em saúde sejam exercidos com respeito e responsabilidade por meio de uma relação de parceria entre paciente e profissional, fomentando a prática de cuidados que sejam não apenas corretos, mas virtuosos. |
| Abstract: | The hegemonic model of healthcare in Brazil is Principlism. This framework upholds that the ideal model of relationship between professionals and patients is emotionally detached concern, even though this relational paradigm is rejected by patients. Healthcare Bioethics has been developed within the Postgraduate Program in Bioethics at University of Brasília as an alternative framework to Principlism within the field of Clinical Bioethics, adopting clinical empathy as one of its structuring axes. This dissertation is a theoretical investigation whose main objective is to develop the theoretical foundation that underpins clinical empathy as a core structural element of Healthcare Bioethics, justifying it as an ethical imperative within this framework.Clinical empathy is defined as a practice composed of three dimensions: understanding the patient’s mental and emotional states, checking the accuracy of this understanding, and therapeutic action. These three dimensions, in turn, are carried out through the exercise of the three structural components of clinical empathy by the professional, which are cognitive empathy, emotional empathy, and empathic concern. The moral relevance of clinical empathy is primarily justified by two functions it fulfills in the healthcare context: its epistemic function — for both professionals and patients — and its function as a motivator of altruistic therapeutic actions by professionals. The epistemic function enables the professional to understand the subjective aspects of the patient’s experience, to generate new knowledge about their mental and emotional states, and to apprehend their hierarchy of values, ultimately promoting Patient Centered Care and Shared Decision-Making. Understanding the patient’s mental and emotional state helps professionals to recognize the patient’s needs and to intrinsically value their well-being. This, in turn, induces a state of empathic concern in professionals, which is intrinsically motivating of altruistic actions. Furthermore, the patient’s recognition that the professional manifests empathic concern toward them —which constitutes an epistemic function for the patient — can foster a relationship of trust and partnership between both parties. Based on these functions, the imperative for the exercise of clinical empathy is justified to ensure that healthcare is aligned with Patient’s Rights. In addition to its theoretical and normative content, HealthcareBioethics proposes a model for ethical deliberation, grounded in clinical empathy, to address moral conflicts arising from clinical practice. In this context, clinical empathy not only facilitates the understanding of the perspectives of the patient, family members, and professionals involved in the conflict, but also contributes to the restoration of relationships that may have been strained by it. As a structuring axis of Healthcare Bioethics, clinical empathy promotes the provision of healthcare with respect and responsibility, through a partnership-based relationship between patient and professional, fostering a practice of care that is not only correct but also virtuous. |
| metadata.dc.description.unidade: | Faculdade de Ciências da Saúde (FS) |
| Descripción : | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Bioética, 2025. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Bioética |
| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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