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Título: Óleos vegetais florestais amazônicos enriquecendo biocosméticos sustentáveis
Autor(es): Vale, Janaina Santos do
Orientador(es): Souza, Álvaro Nogueira de
Assunto: Bioeconomia
Comunidades tradicionais
Extrativismo sustentável
Inovação sustentável
Data de publicação: 17-Jun-2026
Referência: VALE, Janaina Santos do. Óleos vegetais florestais amazônicos enriquecendo biocosméticos sustentáveis. 2026. 98 f., il. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Resumo: A Amazônia abriga uma biodiversidade única. Com óleos vegetais florestais como andiroba, buriti, copaíba, pracaxi e açaí, que oferecem compostos bioativos para biocosméticos sustentáveis. No entanto, o desconhecimento sobre esses produtos limita sua adoção, influenciando o valor percebido por grupos demográficos e o potencial para bioeconomia da floresta em pé. Utilizou-se pesquisa que adotou abordagem mista: exploratória e descritiva. Com análise de dados secundários (bioativos, cadeias sustentáveis) e primários (survey com N=178, amostragem por conveniência e snowball, questionário online via Google Forms). O objetivo, foi propor o uso de óleos da Floresta Nacional de Caxiuanã em biocosméticos sustentáveis, valorizando benefícios, fomentando bioeconomia inclusiva, renda para comunidades e conservação, alinhado aos ODS’s. Os resultados revelam perfis bioativos robustos (ex.: andiroba, anti-inflamatória 60%; buriti, antioxidante 85%), cadeias bem-sucedidas (ex.: 679 famílias beneficiadas por andiroba), público de alta escolaridade (60.7% pós-graduados), conhecimento moderado (55.6%), DAP favorável (74.1% pagariam a mais por sustentabilidade) e preferência por cremes (70.2%). Hipóteses não rejeitadas: escolaridade influencia conhecimento negativamente; faixas avançadas priorizam saúde; apoio local eleva DAP. Conclui-se que, os óleos vegetais florestais catalisam harmonia entre beleza, saúde e sustentabilidade. A modernização proposta (mini-usina, secadores solares, capacitação) supera burocracia. Gerando renda e conservação, replicável em Flonas, posicionando a Amazônia como líder em inovação verde.
Abstract: The Amazon is home to a unique biodiversity. Forest vegetable oils such as andiroba, buriti, copaíba, pracaxi, and açaí offer bioactive compounds with high potential for sustainable biocosmetics. However, limited knowledge about these products restricts their adoption, directly affecting perceived value across demographic groups and the development potential of the standing-forest bioeconomy. A mixed-methods approach was adopted, combining exploratory and descriptive research. Secondary data (bioactive properties and sustainable value chains) and primary data (online survey with N=178 respondents, using convenience and snowball sampling via Google Forms) were analyzed. The objective was to propose the use of vegetable oils from the Caxiuanã National Forest in sustainable biocosmetics, highlighting their benefits, promoting an inclusive bioeconomy, generating income for traditional communities, and supporting forest conservation - all aligned with the Sustainable Development Goals (SDG). Results show robust bioactive profiles (e.g., andiroba with 60% anti-inflammatory activity; buriti with 85% antioxidant activity), successful value chains (e.g., 679 families benefited by andiroba), a highly educated sample (60.7% with postgraduate degrees), moderate knowledge level (55.6%), favorable willingness to pay (74.1% would pay more for sustainable products), and strong preference for cream formulations (70.2%). The tested hypotheses were not rejected: higher education negatively influences knowledge; older age groups prioritize health benefits; and local support increases willingness to pay. It is concluded that Amazonian forest vegetable oils can harmonize beauty, health, and sustainability. The proposed modernization (mini-processing plant, solar dryers, and community training) overcomes bureaucratic barriers, generating income and conservation outcomes. This model is replicable across National Forests and positions the Amazon as a global leader in green innovation.
Unidade Acadêmica: Faculdade de Tecnologia (FT)
Departamento de Engenharia Florestal (FT EFL)
Informações adicionais: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Tecnologia, Departamento de Engenharia Florestal, Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais, 2026.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais
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Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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