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Veuillez utiliser cette adresse pour citer ce document : http://repositorio.unb.br/handle/10482/54885
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Titre: Microplásticos em água potável : evidências científicas e avanços regulatórios
Auteur(s): Mandalho, Luiz Gustavo Haisi
Orientador(es):: Fonseca, Claudia Padovesi
Assunto:: Diretrizes
Poluição hídrica
Date de publication: 17-jui-2026
Référence bibliographique: MANDALHO, Luiz Gustavo Haisi. Microplásticos em água potável: evidências científicas e avanços regulatórios. 2026. 91 f., il. Dissertação (Mestrado Profissional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos) — Universidade de Brasília, Brasília, 2026.
Résumé: No contexto de crescente demanda hídrica global e no agravamento da poluição dos recursos hídricos, por poluentes emergentes, este estudo apresenta uma revisão sistematizada da literatura sobre a ocorrência de microplásticos em água potável, bem como uma análise das perspectivas regulatórias voltadas ao controle e à redução dessa contaminação. Essas partículas plásticas, fabricadas para propósitos específicos, como microesferas adicionadas em produtos de higiene, ou provenientes da degradação de plásticos no ambiente, representam um risco à saúde humana, podendo causar efeitos adversos como inflamação e danos celulares. As principais rotas de exposição aos microplásticos incluem a ingestão, inalação e contato dérmico, sendo o consumo de água uma rota relevante de exposição humana a esses contaminantes. O estudo teve como objetivos levantar informações sobre a presença de microplásticos em águas potáveis, analisar estudos que identificaram sua presença em amostras de água potável, pesquisar e avaliar normativas que tratam do controle de microplásticos em água potável e elaborar diretrizes para normativa brasileira. A metodologia foi baseada em pesquisa bibliográfica e documental. A revisão de literatura englobou 39 artigos publicados entre 2015 e novembro de 2025, os quais revelam a presença global de microplásticos em águas potáveis, com concentrações médias variando entre 0,174 e 1.776 partículas por litro. Os estudos avaliados mostraram que polietileno tereftalato (PET), polietileno (PE) e polipropileno (PP) foram os tipos deplástico encontrados com mais frequência em águas potáveis, resultado de sua grande produção e usona fabricação de embalagens e artigos de consumo. As estações de tratamento de água apresentam capacidade de remoção desses contaminantes, com eficiências variando entre 33,1% e 100%, deacordo com os métodos de tratamento utilizados, porém identificou-se que as redes de distribuição são potenciais fontes secundárias de contaminação. O levantamento normativo registrou que apenas a Califórnia e a União Europeia possuem regulamentações específicas sobre microplásticos em águas destinadas ao consumo humano, com diferenças relevantes em sua aplicação. A Califórnia adotou uma abordagem direta, iniciando um programa de monitoramento de microplásticos, enquanto a União Europeia incluiu os microplásticos em uma política mais abrangente de segurança hídrica, que engloba outros contaminantes emergentes. Concluiu-se que há necessidade de padronização metodológica, ampliação de pesquisas nacionais e desenvolvimento de uma normativa brasileira. Como produto resultante desse trabalho, são apresentadas diretrizes iniciais para elaboração de norma brasileira sobre microplásticos em águas potáveis. O estudo destaca a importância de políticas integradas para reduzir a exposição humana a esses contaminantes, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 (saúde e bem-estar) e 6 (água potável e saneamento).
Abstract: In the context of growing global water demand and the worsening pollution of water resources by emerging contaminants, this study presents a systematized review of the literature on the occurrence of microplastics in drinking water, as well as an analysis of regulatory perspectives aimed at controlling and reducing this contamination. These plastic particles, either manufactured for specific purposes—such as microbeads added to personal care products—or originating from the degradation of plastics in the environment, pose a risk to human health and may cause adverse effects such as inflammation and cellular damage. The main routes of exposure to microplastics include ingestion, inhalation, and dermal contact, with water consumption being a relevant route of human exposure to these contaminants. The objectives of the study were to compile information on the presence of microplastics in drinking water, analyze studies that identified their presence in drinking-water samples, research and assess regulations addressing the control of microplastics in drinking water, and develop guidelines for Brazilian regulation. The methodology was based on bibliographic and documentary research. The literature review encompassed 39 articles published between 2015 and November 2025, which reveal the global presence of microplastics in drinking water, with average concentrations ranging from 0.174 to 1,776 particles per liter. The studies reviewed showed that polyethylene terephthalate (PET), polyethylene (PE), and polypropylene (PP) were the most frequently detected plastic types in drinking water, reflecting their large-scale production and widespread use in packaging and consumer goods. Water treatment plants show the capacity to remove these contaminants, with removal efficiencies ranging from 33.1% to 100%, depending on the treatment methods employed, however, distribution networks were identified as potential secondary sources of contamination. The regulatory survey indicated that only California and the European Union have specific regulations addressing microplastics in water intended for human consumption, with relevant differences in their application. California adopted a direct approach by initiating a microplastics monitoring program, while the European Union incorporated microplastics into a broader water safety policy that also encompasses other emerging contaminants. It was concluded that there is a need for methodological standardization, expansion of national research, and the development of a Brazilian regulation. As an outcome of this work, initial guidelines for the development of a Brazilian standard on microplastics in drinking water are presented. The study highlights the importance of integrated policies to reduce human exposure to these contaminants, in alignment with Sustainable Development Goals (SDGs) 3 (good health and well-being) and 6 (clean water and sanitation).
metadata.dc.description.unidade: Faculdade UnB Planaltina (FUP)
Description: Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Planaltina, Programa de Pós-graduação em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, 2026.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos, Mestrado Profissional
Collection(s) :Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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