http://repositorio.unb.br/handle/10482/54782| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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| MarinaDaCostaRibeiro_DISSERT.pdf | 2,99 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título: | Investigação de marcadores moleculares relacionados à recaída e estudo do microambiente tumoral em leucemias linfoblásticas agudas de células B com alterações recorrentes de prognóstico favorável |
| Autor(es): | Ribeiro, Marina da Costa |
| Orientador(es): | Gomes, Ciro Martins |
| Assunto: | Leucemia linfoblástica aguda (LLA) Expressão gênica Alterações genéticas secundárias |
| Data de publicação: | 11-Jun-2026 |
| Data de defesa: | 2-Out-2025 |
| Referência: | RIBEIRO, Marina da Costa. Investigação de marcadores moleculares relacionados à recaída e estudo do microambiente tumoral em leucemias linfoblásticas agudas de células B com alterações recorrentes. 2025. 122 f., il. Dissertação (Mestrado em Patologia Molecular) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumo: | A leucemia linfoblástica aguda de células B (LLA-B) é a neoplasia maligna mais comum na população pediátrica, caracterizada pela proliferação descontrolada de precursores linfoides imaturos. Dentre os subtipos de LLA-B, os classificados como de bom prognóstico, especialmente aqueles com as alterações genéticas ETV6::RUNX1, alta hiperdiploidia e TCF3::PBX1, apresentam desfechos clínicos favoráveis. Entretanto, a recaída ainda ocorre em uma parcela significativa desses pacientes, indicando a necessidade de melhor compreensão dos mecanismos moleculares subjacentes à progressão da doença. O presente estudo teve como objetivo caracterizar clinicamente e molecularmente uma coorte pediátrica de pacientes com LLA-B com alterações de bom prognóstico, investigando alterações genéticas secundárias e perfis de expressão gênica associados à recaída, além de analisar a composição do microambiente medular e seu possível impacto no desfecho clínico. Para tanto, foram avaliadas amostras de pacientes submetidos a protocolos terapêuticos padronizados, utilizando técnicas de sequenciamento de RNA (RNA-seq) para análise diferencial de expressão gênica entre amostras de diagnóstico e recaída, bem como entre amostras do momento do diagnóstico de pacientes em remissão e aqueles que apresentaram recaída, além da pesquisa de fusões e chamada de variantes. Adicionalmente, foi realizada caracterização do microambiente medular por citometria de fluxo, com enfoque nas populações celulares estromais, endoteliais e mesenquimais. Os resultados evidenciaram diferenças significativas na expressão gênica entre diagnóstico e recaída em subtipos específicos, destacando genes associados a vias proliferativas, metabólicas, imunológicas e de interação com o microambiente, sugerindo mecanismos moleculares complexos envolvidos na progressão da LLA-B. Foram identificadas alterações genéticas secundárias relevantes, como deleções em IKZF1, PAX5 e CDKN2A/B, além de variantes patogênicas em CREBBP e alterações na região PAR1, que podem contribuir para a resistência terapêutica e pior prognóstico. A análise do microambiente medular indicou uma tendência, ainda que não estatisticamente significativa, de associação entre maior proporção de células endoteliais e pior desfecho clínico, tendo como ponto de corte um valor maior que 14,15% de células endoteliais no compartimento de estromais. Não foram observadas diferenças expressivas na expressão gênica do microambiente entre os grupos com células endoteliais aumentadas e com níveis normais. Este estudo reforça a complexidade biológica da LLA-B de bom prognóstico e a importância do monitoramento genético contínuo para a identificação precoce de marcadores de risco. Apesar das limitações relativas ao tamanho amostral e à heterogeneidade dos dados, os achados destacam a necessidade de abordagens integrativas e individualizadas para aprimorar a estratificação de risco e o manejo terapêutico, contribuindo para a melhoria dos desfechos clínicos em pacientes pediátricos com LLA-B. |
| Abstract: | B-cell acute lymphoblastic leukemia (B-ALL) is the most common malignant neoplasm in the pediatric population, characterized by the uncontrolled proliferation of immature lymphoid precursors. Among the B-ALL subtypes, those classified as good prognosis, especially cases harboring the genetic alterations ETV6::RUNX1, high hyperdiploidy, and TCF3::PBX1, typically present favorable clinical outcomes. However, relapse still occurs in a significant portion of these patients, highlighting the need for a better understanding of the molecular mechanisms underlying disease progression. This study aimed to clinically and molecularly characterize a pediatric cohort of B-ALL patients with good prognosis alterations, investigating secondary genetic changes and gene expression profiles associated with relapse, as well as analyzing the bone marrow microenvironment composition and its possible impact on clinical outcomes. Samples from patients treated under standardized therapeutic protocols were evaluated using RNA sequencing (RNA-seq) techniques for differential gene expression analysis between diagnostic and relapse samples, as well as between diagnostic samples of patients in remission and those who relapsed, in addition to fusion detection and variant calling.Additionally, bone marrow microenvironment characterization was performed by flow cytometry, focusing on stromal, endothelial, and mesenchymal cell populations. The results revealed significant differences in gene expression between diagnosis and relapse in specificsubtypes, highlighting genes related to proliferative, metabolic, immune pathways, and interactions with the microenvironment, suggesting complex molecular mechanisms involved in B-ALL progression. Relevant secondary genetic alterations were identified, including deletions in IKZF1, PAX5, and CDKN2A/B, pathogenic variants in CREBBP, and alterations in the PAR1 region, which may contribute to therapeutic resistance and poorer prognosis. Analysis of the bone marrow microenvironment indicated a trend, although not statistically significant, of an association between a higher proportion of endothelial cells (cut-off: >14,15% of endothelial cells in the stromal compartment) and worse clinical outcome. No significant differences in gene expression of the microenvironment were observed between groups with increased endothelial cells and those with normal levels. This study reinforces the biological complexity of good prognosis B-ALL and the importance of continuous genetic monitoring for early identification of risk markers. Despite limitations related to sample size and data heterogeneity, the findings emphasize the need for integrative and individualized approaches to improve risk stratification and therapeutic management, ultimately contributing to better clinical outcomes in pediatric B-ALL patients. |
| Unidade Acadêmica: | Faculdade de Medicina (FM) |
| Informações adicionais: | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Patologia Molecular, 2025. |
| Programa de pós-graduação: | Programa de Pós-Graduação em Patologia Molecular |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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