| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Nagata, Tatsuya | - |
| dc.contributor.author | Barros Júnior, Márcio Pereira de | - |
| dc.date.accessioned | 2026-06-06T19:37:01Z | - |
| dc.date.available | 2026-06-06T19:37:01Z | - |
| dc.date.issued | 2026-06-06 | - |
| dc.date.submitted | 2026-04-27 | - |
| dc.identifier.citation | BARROS JÚNIOR, Márcio Pereira de. Efeito de mutações sítio-dirigidas no supressor viral de silenciamento gênico
do pepper ringspot virus. 2026. 65 f., il. Dissertação (Mestrado em Biologia Molecular) — Universidade de Brasília, Brasília, 2024. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54608 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Biologia Celular, Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular, 2026. | pt_BR |
| dc.description.abstract | Pepper pingspot virus (PepRSV) ou Tobravirus capsici, se trata de um vírus da família Vigaviridae, gênero
Tobravirus, cujo genoma é bissegmentado, composto pelo RNA1 e RNA2, encapsidados individualmente. Ambos
os segmentos são ssRNA+, apresentando uma estrutura CAP na extremidade 5’ e uma estrutura “tRNA-like” na
região 3’. No Brasil, o PepRSV foi relatado infectando pimenta (Capsicum annum), tomateiro (Solanum
lycopersicum L.), batata (Solanum tuberosum) e solano-violeta (Solanum. violaefolium), e recentemente foi descrito
causando danos em batata (Solanum tuberosum) na África do Sul. Entre os genes envolvidos no processo de
infecção do PepRSV destaca-se o supressor viral de silenciamento gênico (Viral Suppressor of RNA silencing =
VSR) p16, localizado no RNA1. O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto de deleções sítio-dirigidas no VSR
sobre a virulência e o silenciamento gênico induzido por RNAi, visando gerar variantes atenuadas. Foram realizadas
deleções sítio-dirigidas de dois códons de cisteína (TGC/TGT) presentes em diferentes regiões do RNA1 do isolado
CAM2, resultando em três diferentes construções: construção 1 (Δ6306-6308nt e Δ6321-6323nt); 2 (Δ6375-6377nt
e Δ6378-6380nt) e 3 (com as quatro deleções de códons de cisteínas combinadas). Uma quarta construção,
denominada ΔVSR, foi obtida a partir da remoção completa do gene p16. Os mutantes de clones infecciosos foram
construídos por meio da montagem de Gibson-Assembly. As modificações foram confirmadas por Sanger. Para os
ensaios biológicos, as construções de RNA1 e RNA2 foram infiltradas via Agrobacterium tumenfaciens cepa
GV3101::pM90 em 20 plantas de Nicotiana benthamiana para cada ensaio. As construções de RNA2 foram: (i)
clone 2 (selvagem); (ii) RNA2-LAV-PDS, contendo 500 pb do gene phytoene desaturase (PDS); e (iii) clone 4,
que induz necrose devido a uma inserção de citidina na capa proteica (CP). Os resultados indicaram que as
construções com o gene p16 deletado (ΔVSR) ou com cisteínas deletadas no RNA1 (construções 1-3), combinados
com RNA2 dos clones 2 ou 4, demonstraram atenuação dos sintomas do isolado Ag1 pelas deleções no VSR. A
carga viral das construções derivadas de RNA1 de CAM2 foi mensurada via RT-qPCR. Os dados da quantificação
absoluta por RT-qPCR foram submetidos à análise de variância (ANOVA), que revelou diferenças significativas
entre os tratamentos em todos os tempos analisados (7, 14 e 21 dpi), com valores de p< 0,001 em todos os pontos
experimentais para ambos os segmentos de RNA (RNA1 e RNA2). O isolado tipo selvagem apresentou níveis de
acúmulo viral superior às demais construções para ambos os segmentos de RNA. As construções 1-3 exibiram
níveis intermediários de acúmulo viral ao longo do tempo, sugerindo que tais deleções no VSR comprometem
parcialmente a função do VSR. Por outro lado, a construção com o gene completamente deletado, ΔVSR,
apresentou níveis reduzidos e decrescentes de cópias virais, indicando forte prejuízo na capacidade de manutenção
da infecção. O isolado selvagem apresentou altíssima replicação inicial, de ~6,46 × 10⁷ cópias de RNA1 e
~4,56×106
cópias de RNA2 aos 7 dpi. A Construção 1 apresentou um crescimento contínuo e replicação moderada,
com ápice de ~3,1 × 10⁶ cópias aos 21 dpi. Nesse mesmo período, seu RNA2 teve um declínio no número de cópias,
caindo de ~1,60 x 105
cópias aos 7 dpi para ~1,10 x 105
cópias aos 21 dpi. A Construção 2 apresentou a maior carga
viral para RNA1 com um número de cópias de ~4,9 × 10⁶ aos 21 dpi, enquanto seu RNA2 chegou aos 21 dpi com
aproximadamente 1,62 × 10⁵ cópias. Por sua vez, a Construção 3 apresentou um perfil intermediário, mesmo
possuindo o maior número de deleções de cisteínas entre as três construções, com ápice de ~2,3 × 10⁶ cópias de
RNA1 e ~5,68× 10⁵ cópias de RNA2 aos 21 dpi. A construção com o p16 deletado (ΔVSR), apresentou uma baixa
carga viral para ambos os segmentos de RNA, com ~4,0 × 10⁵ cópias de RNA1 e ~1,60 × 10⁵ cópias de RNA2 aos
21 dpi. O tratamento com planta sadia, obteve valores entre 16 e 700 cópias em todos os tempos para RNA1 e
RNA2, indicando um ruído basal. Os resultados também sugerem que, quando as construções do RNA1 (com
deleções incorporadas ao seu genoma) são agroinfiltrados conjuntamente com o RNA2-LAV-PDS, há a indução de
baixos níveis de silenciamento gênico pós-transcricional (PTGS) e replicação viral para RNA2-LAV-PDS. Além
disso, os dados obtidos são altamente relevantes para o desenvolvimento de vetores virais de expressão heteróloga.
A eficiência desses sistemas depende de um equilíbrio entre replicação viral e viabilidade do hospedeiro. Enquanto
o selvagem apresenta alta capacidade replicativa, sua elevada virulência limita sua aplicabilidade. Em contraste, as
Construções 1-3, que apresentam o VSR parcialmente funcional, exibem um perfil mais adequado, permitindo
infecção sustentada com menor impacto fisiológico, o que favorece a expressão estável de proteínas recombinantes.
Por fim, a atenuação dos sintomas do clone 2 e clone 4 (mutante), indicam que a integridade estrutural do VSR é
essencial para sua virulência. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Efeito de mutações sítio-dirigidas no supressor viral de silenciamento gênico do pepper ringspot virus | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Vírus de plantas | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Nicotiana benthamiana | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Aminoácidos | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | Pepper pingspot virus (PepRSV) or Tobravirus capsici is a virus belonging to the family Vigaviridae, genus
Tobravirus, with a bipartite genome composed of RNA1 and RNA2, which are individually encapsidated. Both
segments are positive-sense single-stranded RNA (ssRNA+), featuring a 5′ cap structure and a tRNA-like structure
at the 3′ terminus. In Brazil, PepRSV has been reported infecting pepper (Capsicum annuum), tomato (Solanum
lycopersicum L.), potato (Solanum tuberosum), and Solanum violaefolium, and has recently been described causing
damage in potato crops in South Africa. Among the genes involved in the PepRSV infection process, the viral
suppressor of RNA silencing (VSR), p16, located on RNA1, is noteworthy. The objective of this study was to
evaluate the impact of site-directed deletions in the VSR on virulence and RNA interference (RNAi)-mediated gene
silencing, aiming to generate attenuated variants. Site-directed deletions were introduced targeting two cysteine
codons (TGC/TGT) located in different regions of RNA1 from the CAM2 isolate, resulting in three distinct
constructs: construct 1 (Δ6306–6308 nt and Δ6321–6323 nt); construct 2 (Δ6375–6377 nt and Δ6378–6380 nt);
and construct 3 (harboring all four cysteine codon deletions combined). A fourth construct, designated ΔVSR, was
generated by complete removal of the p16 gene. Infectious clone mutants were assembled using Gibson Assembly,
and all modifications were confirmed by Sanger sequencing. For biological assays, RNA1 and RNA2 constructs
were co-infiltrated via Agrobacterium tumefaciens strain GV3101::pM90 into 20 Nicotiana benthamiana plants per
treatment. RNA2 constructs included: (i) clone 2 (wild-type); (ii) LAV-PDS, containing a 500 bp fragment of the
phytoene desaturase (PDS) gene; and (iii) clone 4, which induces necrosis due to a cytidine insertion in the coat
protein (CP) gene. The results showed that constructs harboring either the deleted p16 gene (ΔVSR) or cysteine
deletions in RNA1 (constructs 1–3), when combined with RNA2 from clones 2 or 4, exhibited attenuation of
symptoms of the Ag1 isolate due to VSR disruption. Viral load of RNA1-derived constructs from CAM2 was
quantified by RT-qPCR. Absolute quantification data were subjected to analysis of variance (ANOVA), revealing
significant differences among treatments at all evaluated time points (7, 14, and 21 dpi), with p-values < 0.001 for
both RNA segments (RNA1 and RNA2). The wild-type isolate displayed higher viral accumulation levels than all
other constructs for both RNA segments. Constructs 1–3 showed intermediate viral accumulation over time,
suggesting that these VSR deletions partially impair VSR function. In contrast, the ΔVSR construct exhibited
reduced and progressively decreasing viral copy numbers, indicating a strong impairment in infection maintenance
capacity. The wild-type isolate showed very high initial replication levels, reaching approximately ~6.46 × 10⁷
RNA1 copies and ~4.56 × 10⁶ RNA2 copies at 7 dpi. Construct 1 exhibited continuous growth and moderate
replication, peaking at ~3.1 × 10⁶ RNA1 copies at 21 dpi. Over the same period, its RNA2 copy number declined
from ~1.60 × 10⁵ copies at 7 dpi to ~1.10 × 10⁵ copies at 21 dpi. Construct 2 showed the highest RNA1 viral load
among mutants, reaching ~4.9 × 10⁶ copies at 21 dpi, while its RNA2 reached approximately ~1.62 × 10⁵ copies at
the same time point. Construct 3 displayed an intermediate profile, despite harboring the highest number of cysteine
deletions, with a peak of ~2.3 × 10⁶ RNA1 copies and ~5.68 × 10⁵ RNA2 copies at 21 dpi. The ΔVSR construct
showed low viral loads for both RNA segments, with ~4.0 × 10⁵ RNA1 copies and ~1.60 × 10⁵ RNA2 copies at 21
dpi. Healthy plant controls exhibited values ranging from 16 to 700 copies at all time points for both RNA1 and
RNA2, indicating baseline noise. The results also suggest that when RNA1 constructs carrying deletions are
agroinfiltrated together with RNA2-LAV-PDS, low levels of post-transcriptional gene silencing (PTGS) and
reduced viral replication of RNA2-LAV-PDS are induced. Furthermore, these findings are highly relevant for the
development of viral vectors for heterologous expression. The efficiency of such systems depends on a balance
between viral replication and host viability. While the wild-type shows high replication capacity, its high virulence
limits its applicability. In contrast, constructs 1–3, which retain partially functional VSR activity, exhibit a more
suitable profile, allowing sustained infection with reduced physiological impact, thereby favoring stable expression
of recombinant proteins. Finally, the attenuation of symptoms observed in clone 2 and clone 4 (mutant) indicates
that the structural integrity of the VSR is essential for its virulence. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Ciências Biológicas (IB) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Biologia Celular (IB CEL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Biologia Molecular | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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