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Título: Uso da metagenômica viral na avaliação de pacientes transplantados renais
Autor(es): Silva, Fábio Gonçalves da
Orientador(es): Haddad, Rodrigo
Assunto: Doença renal crônica
Transplante renal
Metagenômica
Vírus Epstein-Barr
Citomegalovírus
HPgV
Data de publicação: 16-Mar-2026
Referência: SILVA, Fábio Gonçalves da. Uso da metagenômica viral na avaliação de pacientes transplantados renais. 2025. 123 f., il. Tese (Doutorado em Medicina Tropical) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: A doença renal crônica (DRC) caracteriza-se como uma condição clínica progressiva e irreversível que compromete definitivamente a função e a estrutura renal, incapacitando os rins de realizarem adequadamente a filtração sanguínea. Esta condição frequentemente desencadeia comorbidades com elevado potencial letal, principalmente de origem cardiovascular. Para pacientes que evoluem para estágio terminal com falência renal, o transplante representa a única alternativa terapêutica definitiva. Os receptores de transplante renal iniciam a terapia imunossupressora antes do procedimento cirúrgico. Após o implante do enxerto, preconiza-se a terapia de indução com agentes biológicos, especialmente durante os primeiros meses pós-transplante, visando prevenir episódios de rejeição aguda. Um desafio significativo no acompanhamento clínico destes pacientes é o surgimento de infecções oportunistas e reativações virais, consequência direta do estado de imunossupressão terapêutica. Considerando a quantidade de estudos voltados para o estudo do viroma sanguíneo de pacientes transplantados renais no Brasil, este estudo propôs investigar o perfil viral circulante nesta população específica. Foram avaliados, por metagenômica, o viroma no plasma de 95 receptores de transplante renal (54 homens e 41 mulheres) atendidos no Hospital Universitário de Brasília (Distrito Federal, Brasil). Após validação com qPCR, os resultados demonstraram prevalências relativas de 18,8% para Citomegalovírus (CMV), 20% para HPgV, a frequência média estimada foi de 3,15, para vírus Epstein-Barr (EBV) e 3,8% para BKV. Para os HPgV, a análise filogenética realizada demonstrou a presença dos genótipos 1, 2 e 3. O genótipo predominante foi o 2 (78,9%), que se apresentou com dois subgenótipos distintos: 2A (5,3%), e 2B (73,6%). Interessantemente, genótipos do HPgV-1 relatados com menor frequência no Brasil também foram identificados, para o genótipo 1 (10,5%) e para o genótipo 3 (10,5%).
Abstract: Chronic kidney disease (CKD) is characterized as a progressive and irreversible clinical condition that definitively compromises renal function and structure, rendering the kidneys unable to adequately perform blood filtration. This condition frequently triggers comorbidities with high lethal potential, mainly of cardiovascular origin. For patients who progress to end-stage renal failure, transplantation represents the only definitive therapeutic alternative. Renal transplant recipients begin immunosuppressive therapy before the surgical procedure. After graft implantation, induction therapy with biological agents is recommended, especially during the first months post-transplant, aiming to prevent episodes of acute rejection. A significant challenge in the clinical follow-up of these patients is the emergence of opportunistic infections and viral reactivations, a direct consequence of the therapeutic immunosuppression state. Considering the number of studies focused on investigating the blood virome of renal transplant patients in Brazil, this study proposed to investigate the circulating viral profile in this specific population. A total of 100 renal transplant recipients (58 men and 42 women) treated at the University Hospital of BrasÌlia (Federal District, Brazil) were randomly selected for analysis of their viromes. The results demonstrated relative prevalences of 18,8% for Cytomegalovirus (CMV), 20% for HPgV-1, with an estimated average frequency of 3,15% for Epstein-Barr virus (EBV) and 3,8% for BKV. For HPgV-1, the phylogenetic analysis performed demonstrated the presence of genotypes 1, 2, and 3. The predominant genotype was 2 (78.9%), which presented with two distinct subgenotypes: 2A (5.3%), and 2B (73.6%). Interestingly, HPgV-1 genotypes reported less frequently in Brazil were also identified, for genotype 1 (10.5%) and for genotype 3 (10.5%).
Unidade Acadêmica: Faculdade de Medicina (FM)
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Medicina, Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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