| Campo DC | Valor | Lengua/Idioma |
| dc.contributor.advisor | Carvalho Netto, Menelick de | pt_BR |
| dc.contributor.author | Nascimento, Victória Lisboa do | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-02-26T16:20:40Z | - |
| dc.date.available | 2026-02-26T16:20:40Z | - |
| dc.date.issued | 2026-02-26 | - |
| dc.date.submitted | 2025-12-17 | - |
| dc.identifier.citation | NASCIMENTO, Victória Lisboa do. Territórios que são memória : a Agência Quilombola na produção da vida frente à violência. 2025. 101 f. Dissertação (Mestrado em Direito) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/54131 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Pós-Graduação em Direito, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A dissertação investiga como o constitucionalismo brasileiro permanece atravessado por
silenciamentos estruturais sobre a população negra e sobre os quilombos. Embora a
Constituição de 1988 tenha inaugurado mecanismos de reconhecimento,como o art. 68
do ADCT e o art. 216, §5º, a implementação desses direitos segue marcada por
omissões institucionais, interpretações racializadas e disputas políticas. O problema
central consiste em compreender como a negação sistemática dos direitos territoriais
quilombolas e a invisibilização de suas memórias revelam limites do modelo
constitucional baseado na transparência racional do sujeito branco-moderno, e como a
agência quilombola, por meio de práticas de resistência, memória e ancestralidade
tensionam e desestabilizam esse paradigma. O objetivo geral é analisar de que modo o
direito à memória e à ancestralidade, articulado às epistemologias contra-coloniais e às
práticas políticas quilombolas, contribui para reafirmar os direitos territoriais e para
ampliar a compreensão do constitucionalismo brasileiro. O quilombo Pitanga dos
Palmares e o assassinato de Mãe Bernadete evidenciam que o Estado tende a agir
apenas após episódios extremos de violência, reiterando a precarização racializada da
cidadania quilombola. O que revela que a violência não é exceção, mas estruturante da
política territorial de comunidades negras rurais, ao interromper o continuum dos
corpos-memória quilombola. A metodologia combina análise documental, revisão
bibliográfica interdisciplinar e abordagens críticas baseadas no quilombismo e memória
como categorias políticas. Utiliza-se também a noção de “contra-arquivo” para
reexaminar fontes oficiais e não oficiais, permitindo uma leitura intertemporal da
cidadania, da memória e do território. Os resultados indicam que a efetividade dos
direitos territoriais quilombolas depende do reconhecimento da memória como
fundamento jurídico central. Também demonstram que a Portaria IPHAN nº 135/2023
representa avanço institucional, mas permanece limitada. Conclui-se que o
fortalecimento dos direitos quilombolas exige deslocar o paradigma constitucional para
incorporar ancestralidade e historicidade negra como princípios jurídicos estruturantes. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Territórios que são memória : a Agência Quilombola na produção da vida frente à violência | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Constitucionalismo | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Quilombos | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Direitos territoriais | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Memória coletiva | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Territorialidade quilombola | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.contributor.advisorco | Gomes, Rodrigo Portela | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | The dissertation investigates how Brazilian constitutionalism remains permeated by
structural silences about the black (afrodescendent) population and quilombos.
Although the 1988 Constitution introduced recognition mechanisms, such as Article 68
of the ADCT and Article 216, §5, the implementation of these rights remains marked by
institutional omissions, racialized interpretations, and political disputes. The central
problem is to understand how the systematic denial of quilombola and afro-descendent
territories rights and the invisibilization of their memories reveal the limits of the
constitutional model based on the rational transparency of the white-modern subject,
and how quilombola agency, through practices of resistance, memory, and ancestry,
tensions and destabilizes this paradigm. The overall objective is to analyze how the
right to memory and ancestry, articulated with counter-colonial epistemologies and
quilombola political practices, contributes to reaffirming territorial rights and
broadening the understanding of Brazilian constitutionalism. The Pitanga dos Palmares
quilombo and the assassination of Mãe Bernadete show that the State tends to act only
after extreme episodes of violence, reiterating the racialized precariousness of
quilombola citizenship. This reveals that violence is not an exception, but rather a
structuring element of the territorial politics of rural black communities, interrupting the
continuum of quilombola bodies-memory. The methodology combines documentary
analysis, interdisciplinary bibliographic review, and critical approaches based on
quilombismo and memory as political categories. The notion of "counter-archive" is
also used to reexamine official and non-official sources, allowing an intertemporal
reading of citizenship, memory, and territory. The results indicate that the effectiveness
of quilombola territorial rights depends on the recognition of memory as a central legal
foundation. They also demonstrate that IPHAN Ordinance No. 135/2023 represents
institutional progress, but remains limited. It is concluded that strengthening quilombola
rights requires shifting the constitutional paradigm to incorporate ancestry and black
historicity as structuring legal principles. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Direito (FD) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Direito | pt_BR |
| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
|