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Título : Eu trato a vida assim, hoje pode ser meu último dia : condições de trabalho, vida e saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras de entrega por aplicativo digital no Distrito Federal
Autor : Sales, Josilene Branco de Souza
Orientador(es):: Hoefel, Maria da Graça Luderitz
Assunto:: Aplicativos móveis
Precarização do trabalho
Entregadores de aplicativos
Saúde do trabalhador
Fecha de publicación : 24-feb-2026
Citación : SALES, Josilene Branco de Souza. Eu trato a vida assim, hoje pode ser meu último dia: condições de trabalho, vida e saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras de entrega por aplicativo digital no Distrito Federal. 2025. 138 f. Dissertação (Mestrado Profissionalizante em Saúde Coletiva) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumen : Introdução: Novas formas de organização e de gestão da força de trabalho têm sido incorporadas no processo produtivo, se intensificando cada vez mais a flexibilização, a terceirização e a desregulamentação dos direitos sociais. O rótulo de autônomo é atribuído aos(as) trabalhadores(as) por aplicativo digital, que são remunerados por entregas realizadas, no entanto, não há garantia de renda mínima, da jornada de trabalho e nem da continuidade da atividade. As plataformas digitais são formas atuais de acumulação de capital e distribuição controlada do trabalho. Esses sistemas estimulam novas formas de terceirização e de delegação dos custos e riscos. Desse modo, é necessário compreender que o processo saúde-doença não deve ser visto apenas como um processo biopsíquico, mas antes de qualquer coisa é um processo social. Objetivos: Analisar como as condições de trabalho repercutem na vida e saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras de entrega por aplicativo digital no Distrito Federal. Método: É um estudo transversal, exploratório de abordagem qualitativa, com referencial teórico de 2018 a 2025. Os participantes são trabalhadores(as) de entrega por aplicativo digital do Distrito Federal. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas que adotaram a técnica do snowball como forma de mapeamento, aproximação e seleção dos sujeitos de pesquisa. Os dados foram analisados através da análise de conteúdo de Bardin (2016). O Projeto foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados e Discussões: A maioria dos participantes são homens, casados, com idade média de 38 anos e com ensino médio completo. A análise das entrevistas resultou em 3 categorias: Sob a lógica da plataformização: o controle algorítmico e a precarização do trabalho; Desgastes, riscos e perigos: repercussões à saúde dos entregadores e das entregadoras por aplicativo; Lutas, organização e perspectivas: a busca por reconhecimento e direito. Os resultados apontam que as novas formas de gestão e organização do trabalho nas plataformas digitais refletem no processo saúde-doença da classe trabalhadora. Essas condições laborais resultam em processos de desgaste que se manifestam na saúde do(a) trabalhador(a), e produz adoecimentos e acidentes, expressando a lógica de precarização do trabalho por plataformas digitais. Para os(as) entregadores(as) há incertezas sobre a regulamentação do trabalho por aplicativo. Considerações Finais: As plataformas digitais transferem aos(as) trabalhadores(as) a produção, a manutenção e os riscos do trabalho, incluindo os custos relacionados à saúde e à segurança. A vulnerabilidade dos(as) entregadores(as) por aplicativo, está associada à precariedade estrutural que os(as) envolve, à insuficiência dos mecanismos de proteção social e às violações de direitos fundamentais. O processo de desgaste coletivo deve ser compreendido a partir das condições sociais concretas de vida e trabalho que os determinam. Desse modo, é urgente regulamentar o trabalho de entrega por aplicativo como forma de proteção à saúde dos(as) trabalhador(as) e fundamental que suas vozes sejam ouvidas durante os processos decisórios que definem os rumos do seu trabalho.
Abstract: Introduction: New forms of workforce organization and management have been incorporated into the production process, increasing flexibilization, outsourcing, and deregulation of social rights. The label of “self-employed” is applied to workers on digital platforms, who are paid per delivery. However, there is no guarantee of a minimum income, working hours, or continuity of activity. Digital platforms are current mechanisms of capital accumulation and controlled labor distribution. These systems foster new forms of outsourcing and delegation of costs and risks. Therefore, it is important to understand that the health–illness process should not be understood solely as a biopsychological process but, above all, as a social process. Objective: To analyze how working conditions impact the lives and health of delivery app workers in the Federal District. Method: It is a cross-sectional exploratory study with a qualitative approach, with a theoretical framework from 2018 to 2025. The participants are delivery workers via digital applications in the Federal District. Semi-structured interviews were conducted adopting the snowball technique as a way of mapping, approaching, and selecting the research subjects. The data was analyzed using Bardin's (2016) content analysis. The project was submitted to and approved by the Research Ethics Committee. Results and Discussion: Most participants were men, married, with an average age of 38 years, and had completed secondary education. The analysis of the interviews resulted in three categories: Under the logic of platformization: algorithmic control and the precariousness of work; Wear, risks, and dangers: implications on the health of app-based delivery workers; Struggles, organization, and perspectives: the search for recognition and rights. The results indicate that the new forms of work management and organization on digital platforms reflect on the health– illness process of the working class. These labor conditions lead to processes of degradation that manifest in workers’ health, producing illness and accidents, reflecting the logic of precarization of work through digital platforms. For delivery workers, there is uncertainty regarding the regulation of app-based work. Final Considerations: Digital platforms transfer the production, maintenance, and risks of work onto the workers, including costs related to health and safety. The vulnerability of app-based delivery workers is associated with the structural precariousness surrounding them, the insufficiency of social protection mechanisms, and violations of fundamental rights. The collective wear-and-tear process must be understood based on the concrete social conditions of life and work that determine it. Therefore, it's urgent to regulate app-based delivery work as a way to protect workers' health, and it's crucial that their voices are heard during the decision-making processes that define the direction of their work.
metadata.dc.description.unidade: Faculdade de Ciências da Saúde (FS)
Descripción : Dissertação (mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação Profissional em Saúde Coletiva, 2025.
metadata.dc.description.ppg: Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Mestrado Profissionalizante
Licença:: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece en las colecciones: Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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