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Título: Alfabetização e/ou iniciação escolar : os direitos humanos da criança quilombola Kalunga
Autor(es): Machado, Adelino Soares Santos
Orientador(es): Demo, Pedro
Assunto: Alfabetização
Quilombos - educação
Educação de crianças
Educação infantil
Direitos humanos
Pedagogia
Racismo
Quilombo Kalunga
Data de publicação: 4-fev-2026
Referência: MACHADO, Adelino Soares Santos. Alfabetização e/ou iniciação escolar: os direitos humanos da criança quilombola Kalunga. 2025. 3041 f. Tese (Doutorado em Direitos Humanos e Cidadania) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Tese de doutorado que tem por objetivo investigar os direitos humanos da Criança Quilombola Kalunga, preservados ou violados no momento da “alfabetização”, ou iniciação escolar no território. Ao atingir o estágio etário do “personalismo” de Wallon, a criança, neste caso a Kalunga, pode ter o direito fundamental de aprender negado, ou manipulado. Com esse vilipêndio, o sistema escolar pode decretar a morte cognitiva da criança em “tenra idade”. No Brasil, a colonização exploratória, o racismo europeu e a escravização de africanas e africanos, sedimentaram a cultura da violência, principalmente contra a criança negra, como prática pedagógica de Estado, na escola. Sendo assim, o estudo também almeja contribuir para “africanizar” a ciência, a educação e a escola, descolonizando seu currículo a partir da concepção de uma nova pedagogia, que ousei denominar Pedagogia da Escuta. Para isso, recorro ao método crítico dialético e utilizo técnicas da pesquisa qualitativa, no âmbito dos estudos de casos múltiplos, para escutar agruras perceptíveis nas escolas observadas. A investigação é fundamentada na pedagogia humanista crítica de Paulo Freire com base em seu legado literário produzido entre os anos de 1968 e 1997. A pesquisa também bebe na fonte gramsciana e dialoga com autoras/es como Baiocchi (1999), Demo (2004), Fourshey (2019), Gomes & Araújo (2023), Hunt (2012), Kilomba (2019), Munanga (2016), Reynolds (2021), Real (2023), Soares (2008), Theodoro (2022) e outros. Parto da “teoria da ação antidialógica” e, num traçado de tempo, trabalho e pensamento reflexivo, com foco no que pensa e age 9 professoras Kalunga e 3 não Kalunga, agentes que alfabetizam crianças sob jurisdição da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) de Monte Alegre de Goiás e da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) de Goiás. O resultado obtido é a constatação e denúncia de que o Estado Brasileiro por meio de seus entes e instâncias, continuam violando os direitos das crianças negras brasileiras, de maneira explícita as Kalunga, ao manter precárias a “Educação Infantil” formal, os recursos humanos, as estruturas materiais e curriculares inadequadas à aprendizagem, em desconformidade com seus direitos constitucionais, sem considerar suas ancestralidades e cotidiano quilombola. A alfabetização e/ou a iniciação escolar dessas crianças depende do “jogo de cintura” das professoras contratadas para desviarem-se das amarras da “matriz curricular” dominante, praticada num Sistema Multisseriado de Ensino, herdado do período imperial brasileiro (1822-1889). As crianças quilombolas Kalunga são representadas por Muénga, menina encontrada semianalfabeta aos oito anos em uma escola da área pesquisada. As professoras/es são indagadas em suas práticas, mas também são desafiadas a trazer memórias de sua alfabetização. Neste ínterim, são capturados indícios da reprodução de práticas autoritárias desumanizantes sofridas em suas infâncias. A pesquisa debate e apresenta o personagem Omokùnrin, que foi expulso da escola, como possível resposta à pergunta que pode vincular-se ao futuro, possivelmente reservado à Muénga.
Resumen: Esta tesis doctoral busca investigar los derechos humanos de los niños quilombolas kalunga, preservados o vulnerados durante la alfabetización o la iniciación escolar en el territorio. Al alcanzar la edad del "personalismo" de Wallon, el niño —en este caso, los kalunga— puede ver negado o manipulado su derecho fundamental a aprender. Con esta denigración, el sistema escolar puede decretar la muerte cognitiva del niño a una edad temprana. En Brasil, la colonización exploratoria, el racismo europeo y la esclavización de hombres y mujeres africanos consolidaron una cultura de violencia, particularmente contra los niños negros, como práctica pedagógica estatal en las escuelas. Por lo tanto, el estudio también pretende contribuir a la africanización de la ciencia, la educación y las escuelas, descolonizando sus currículos mediante la concepción de una nueva pedagogía, que he denominado con audacia la Pedagogía de la Escucha. Para ello, recurro al método crítico-dialéctico y empleo técnicas de investigación cualitativa, en el marco de múltiples estudios de caso, para identificar las dificultades perceptibles en las escuelas que observé. La investigación se fundamenta en la pedagogía humanista crítica de Paulo Freire, a partir de su legado literario, producido entre 1968 y 1997. La investigación también se basa en las fuentes de Gramsci y se relaciona con autores como Baiocchi (1999), Demo (2004), Fourshey (2019), Gomes y Araújo (2023), Hunt (2012), Kilomba (2019), Munanga (2016), Reynolds (2021), Real (2023), Soares (2008), Theodoro (2022), entre otros. Parto de la teoría de la acción antidialógica y, a través de una cronología, trabajo y reflexión, me centro en las reflexiones y acciones de nueve docentes kalunga y tres no kalunga, agentes que enseñan a niños a leer y escribir bajo la jurisdicción de la Secretaría Municipal de Educación (SEMEC) de Monte Alegre de Goiás y la Secretaría Estatal de Educación (SEDUC) de Goiás. El resultado es la constatación y denuncia de que el Estado brasileño, a través de sus entidades y organismos, continúa violando los derechos de la niñez negra brasileña, específicamente de los kalunga, al mantener una educación infantil formal precaria, recursos humanos y estructuras materiales y curriculares inadecuadas para el aprendizaje, en violación de sus derechos constitucionales, y sin considerar su ascendencia y su vida cotidiana como quilombolas. La alfabetización y/o la iniciación escolar de estos niños depende de la flexibilidad de los docentes contratados para desviarse de las limitaciones de la matriz curricular dominante, practicada en un sistema educativo multigrado heredado del período imperial brasileño (1822-1889). Los niños quilombolas Kalunga están representados por Muénga, una niña semianalfabeta a los ocho años en una escuela del área de investigación. Se interroga a los docentes sobre sus prácticas, pero también se les anima a recordar su alfabetización. Mientras tanto, se capturan evidencias de la reproducción de prácticas autoritarias deshumanizantes sufridas en su infancia. La investigación analiza y presenta al personaje Omokùnrin, quien fue expulsado de la escuela, como una posible respuesta a la pregunta, posiblemente vinculada al futuro, posiblemente reservado para Muénga.
Resumo em outro idioma: Questa tesi di dottorato mira a indagare i diritti umani dei bambini Kalunga Quilombola, tutelati o violati al momento dell'"alfabetizzazione", ovvero dell'iniziazione scolastica nel territorio. Raggiunta l'età del "personalismo" di Wallon, il bambino – in questo caso il Kalunga – può vedere negato o manipolato il suo diritto fondamentale all'apprendimento. Con questa denigrazione, il sistema scolastico può decretare la morte cognitiva del bambino in "tenera età". In Brasile, la colonizzazione esplorativa, il razzismo europeo e la schiavitù di uomini e donne africani hanno consolidato una cultura di violenza, in particolare contro i bambini neri, come pratica pedagogica statale nelle scuole. Pertanto, lo studio mira anche a contribuire all'"africanizzazione" della scienza, dell'educazione e della scuola, decolonizzandone i curricula attraverso la concezione di una nuova pedagogia, che ho coraggiosamente definito "Pedagogia dell'Ascolto". A tal fine, mi avvalgo del metodo criticodialettico e di tecniche di ricerca qualitativa, nell'ambito di molteplici casi di studio, per far emergere le difficoltà percepibili nelle scuole che ho osservato. La ricerca si fonda sulla pedagogia critico-umanista di Paulo Freire, attingendo alla sua eredità letteraria, prodotta tra il 1968 e il 1997. La ricerca attinge anche alle fonti di Gramsci e si confronta con autori come Baiocchi (1999), Demo (2004), Fourshey (2019), Gomes & Araújo (2023), Hunt (2012), Kilomba (2019), Munanga (2016), Reynolds (2021), Real (2023), Soares (2008), Theodoro (2022) e altri. Parto dalla "teoria dell'azione antidialogica" e, in una cronologia, nel lavoro e nella riflessione, mi concentro sui pensieri e le azioni di nove insegnanti Kalunga e tre insegnanti non Kalunga, agenti che insegnano a leggere e scrivere ai bambini sotto la giurisdizione del Dipartimento Municipale dell'Istruzione (SEMEC) di Monte Alegre de Goiás e del Dipartimento Statale dell'Istruzione (SEDUC) di Goiás. Il risultato è l'osservazione e la denuncia che lo Stato brasiliano, attraverso i suoi enti e agenzie, continua a violare i diritti dei bambini neri brasiliani, in particolare dei Kalunga, mantenendo un'"Educazione della Prima Infanzia" formale precaria, risorse umane e strutture materiali e curriculari inadeguate per l'apprendimento, in violazione dei loro diritti costituzionali e senza considerare la loro discendenza e la loro vita quotidiana come quilombolas. L'alfabetizzazione e/o l'iniziazione scolastica di questi bambini dipendono dalla "flessibilità" degli insegnanti assunti per deviare dai vincoli della "matrice curriculare" dominante, praticata in un sistema educativo pluriennale ereditato dal periodo imperiale brasiliano (1822-1889). I bambini quilombola di Kalunga sono rappresentati da Muénga, una bambina trovata semianalfabeta all'età di otto anni in una scuola nell'area di ricerca. Gli insegnanti vengono interrogati sulle loro pratiche, ma vengono anche sfidati a ricordare i ricordi della loro alfabetizzazione. Nel frattempo, vengono catturate prove della riproduzione di pratiche autoritarie disumanizzanti subite durante l'infanzia. La ricerca discute e presenta il personaggio di Omokùnrin, espulso da scuola, come possibile risposta alla domanda, forse legata al futuro, forse riservato a Muénga.
Unidade Acadêmica: Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM)
Informações adicionais: Tese (doutorado) — Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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