http://repositorio.unb.br/handle/10482/53855| Fichero | Tamaño | Formato | |
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| MariaDaGloriaDavidSilvaCosta_DISSERT.pdf | 4,2 MB | Adobe PDF | Visualizar/Abrir |
| Título : | Desfechos negativos de saúde decorrentes da Covid-19 associados ao nível de atividade física e status socioeconômico entre pessoas idosas no Distrito Federal-Brasil |
| Autor : | Costa, Maria da Gloria David Silva |
| Orientador(es):: | Safons, Marisete Peralta |
| Coorientador(es):: | Silva, Fabiana Medeiros de Almeida |
| Assunto:: | Pós-covid Atividade motora Classes sociais SARS-CoV-2 |
| Fecha de publicación : | 2-feb-2026 |
| Data de defesa:: | 18-sep-2025 |
| Citación : | COSTA, Maria da Gloria David Silva. Desfechos negativos de saúde decorrentes da Covid-19 associados ao nível de atividade física e status socioeconômico entre pessoas idosas no Distrito Federal-Brasil. 2025. 102 f. Dissertação (Mestrado em Educação Física) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. |
| Resumen : | O envelhecimento populacional no Brasil e no Distrito Federal ocorre em ritmo intenso e aumenta a vulnerabilidade da população idosa frente à covid-19, em razão das alterações fisiológicas do envelhecimento e da alta prevalência de doenças crônicas. Este estudo teve como objetivo analisar os fatores associados aos desfechos negativos de saúde decorrentes da covid-19 entre pessoas idosas residentes no Distrito Federal, Brasil. Trata-se de uma análise secundária de dados de um estudo epidemiológico do tipo survey, com delineamento transversal e amostra representativa de pessoas idosas do Distrito Federal. As variáveis sociodemográficas, econômicas e clínicas foram coletadas por meio de um questionário eletrônico, e o teste de qui-quadrado foi utilizado para examinar a associação entre desfechos negativos de saúde e variáveis relacionadas ao nível de atividade física (AF), bem como a fatores demográficos. Considerou-se que havia uma associação significativa os valores de p ≤0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (CAAE 48870821.2.0000.0030), e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram analisados dados de 428 pessoas idosas que testaram positivo para covid-19 (67,1% mulheres; 86% entre 60 e 74 anos; 51,2% de cor preta ou parda; 51,2% com renda baixa ou média baixa; e 57,7% com até 12 anos de estudo). A necessidade de internação se associou a idade, com maior prevalência entre pessoas de 60 a 74 anos (67,2%; p<0,001) e entre aqueles com renda baixa ou média baixa (65,6%; p=0,015). Já a presença de sequelas se associou a cor da pele e foi mais frequente entre pessoas pretas ou pardas (56,1%; p=0,009). O nível insuficiente de AF se associou a idade e foi mais prevalente entre pessoas com idade a partir de 75 anos (71,7%; p<0,001) e entre aquelas com até 12 anos de estudo (59,9%; p<0,001). Esse comportamento também se associou significativamente à necessidade de internação (21,6%; p<0,001) e à ocorrência de sequelas (72,4%; p=0,003), sequelas neurológicas (58,8%; p=0,033), cardiovasculares (18,6%; p=0,049), mentais (23,6%; p=0,010), musculoesqueléticas (28,6%; p=0,001) e respiratórias (35,7%; p=0,011). Conclui-se que a manutenção de um estilo de vida fisicamente ativo foi associada a menor necessidade de internação e menor prevalência de sequelas entre pessoas idosas acometidas pela covid-19. Esses achados reforçam a AF como um fator de proteção essencial, tanto na prevenção quanto na recuperação da doença. Ainda que fatores estruturais como idade, renda e desigualdades raciais não sejam modificáveis ou sejam difíceis de modificar em curto prazo, a promoção da prática regular de AF se configura como uma alternativa viável, de baixo custo e alto impacto, reforçando a urgência de políticas intersetoriais que incentivem sua prática de forma equitativa. |
| Abstract: | Population aging in Brazil and in the Federal District is occurring at an accelerated pace, increasing the vulnerability of older adults to COVID-19 due to the physiological changes associated with aging and the high prevalence of chronic diseases. This study aimed to analyze the factors associated with adverse health outcomes related to COVID-19 among older adults residing in the Federal District, Brazil. It is a secondary analysis of data from an epidemiological survey with a cross-sectional design and a representative sample of older adults from the Federal District. Sociodemographic, economic, and clinical variables were collected through an electronic questionnaire, and the chi-square test was used to examine the association between adverse health outcomes and variables related to physical activity (PA) level, as well as demographic factors. Statistical significance was set at p ≤ 0.05. The study was approved by the Research Ethics Committee of the Faculty of Health Sciences, University of Brasília (CAAE 48870821.2.0000.0030), and all participants signed the informed consent form. Data from 428 older adults who tested positive for COVID-19 were analyzed (67.1% women; 86% aged 60–74 years; 51.2% Black or Pardo (mixed ethnicity); 51.2% with low or medium-low income; and 57.7% with up to 12 years of education). Hospitalization was associated with age, being more prevalent among individuals aged 60–74 years (67.2%; p<0.001) and those with low or medium-low income (65.6%; p=0.015). The presence of sequelae was associated with skin color and was more frequent among Black or Pardo individuals (56.1%; p=0.009). Insufficient PA was associated with age, being more prevalent among those aged 75 years or older (71.7%; p<0.001) and among those with up to 12 years of education (59.9%; p<0.001). This behavior was also significantly associated with hospitalization (21.6%; p<0.001) and the occurrence of sequelae (72.4%; p=0.003), particularly neurological (58.8%; p=0.033), cardiovascular (18.6%; p=0.049), mental (23.6%; p=0.010), musculoskeletal (28.6%; p=0.001), and respiratory sequelae (35.7%; p=0.011). In conclusion, maintaining a physically active lifestyle was associated with lower hospitalization rates and fewer sequelae among older adults affected by COVID-19. These findings reinforce PA as an essential protective factor in both the prevention and recovery of the disease. Although structural factors such as age, income, and racial inequalities are not modifiable or are difficult to modify in the short term, promoting regular PA practice is a viable, low-cost, high-impact alternative, reinforcing the urgency of intersectoral policies that encourage its practice equitably. |
| metadata.dc.description.unidade: | Faculdade de Educação Física (FEF) |
| Descripción : | Dissertação (Mestrado) — Universidade de Brasília, Faculdade de Educação Física, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, 2025. |
| metadata.dc.description.ppg: | Programa de Pós-Graduação em Educação Física |
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| Aparece en las colecciones: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado |
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