| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Nascimento, Roberta Simões | pt_BR |
| dc.contributor.author | Thomé, Débora Dias | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-01-27T20:17:20Z | - |
| dc.date.available | 2026-01-27T20:17:20Z | - |
| dc.date.issued | 2026-01-27 | - |
| dc.date.submitted | 2025-12-17 | - |
| dc.identifier.citation | THOMÉ, Débora Dias. Deferência judicial : um estudo empírico no âmbito do Supremo Tribunal Federal sobre o controle das agências reguladoras. 2025. 175 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Direito, Regulação e Políticas Públicas) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/53758 | - |
| dc.description | Dissertação (mestrado profissional) — Universidade de Brasília, Faculdade de Direito, Programa de Mestrado Profissional em Direito, Regulação e Políticas Públicas, 2025. | pt_BR |
| dc.description.abstract | A pesquisa analisa a deferência judicial conferida pelo Supremo Tribunal Federal
(STF) às decisões das agências reguladoras federais no exercício de suas
competências de regulação técnico-setorial. O objetivo é descrever a realidade da
jurisprudência, desenvolvendo uma pesquisa empírica quantitativa e qualitativa,
realizada a partir da análise de acórdãos publicados que tenham como questão
principal o controle judicial de atos, normas e decisões daquelas entidades. A questão
que se coloca é: há na jurisprudência uma predisposição à deferência? Nesse
contexto, a partir dos parâmetros conceituais desenvolvidos no primeiro capítulo, a
deferência judicial foi entendida como um poder-dever de autocontenção qualificado
pelo respeito institucional do judiciário a outras entidades, em harmonia com os
parâmetros democráticos do ordenamento jurídico brasileiro. O segundo capítulo
concentrou-se no estudo das agências reguladoras com foco no controle judicial de
sua atuação. A última parte da dissertação foi dedicada à concretização da pesquisa
empírica. A princípio, foi montada uma base de dados bruta a partir da seleção de
processos em que as agências participaram da relação jurídico-processual. Na
sequência, acrescentou-se acórdãos que possuíam elementos discursivos
indicadores da presença ou da ausência de deferência. A aplicação de recortes
metodológicos (processos autuados entre 5/10/2010 e 5/10/2024 nos quais houve
julgamento de mérito da questão principal por acórdão publicado), originou uma base
de dados líquida. Os acórdãos selecionados foram classificados em deferentes,
interferentes e alheios à regulação técnico-setorial. Considerou-se três situações
como deferência: a manutenção da atuação das agências, a preservação do juízo
técnico das agências e a presença de expresso discurso deferencial. As situações
opostas foram definidas como hipóteses de interferência. Por sua vez, quando o litígio
foi decidido desconsiderando a agência reguladora ou sua atuação regulatória, era
classificado como alheio à regulação técnico-setorial. O resultado revelou a
predominância de decisões deferentes. Constatou-se ainda que os julgados foram
precedidos de fiscalização judicial e acompanhados de justificativas para intervir ou
não nas escolhas do agente regulador. Assim, os dados evidenciaram que a decisão
judicial deferente do STF não implica na abdicação do controle jurisdicional e nem
decorre de uma concordância automática ou obrigatória com regulação promovida
pelas agências. É resultado de um juízo de autocontenção ponderado, que preserva
a atuação daquelas entidades sem afastar a fiscalização da juridicidade de seus atos,
normas e decisões. Trata-se, na verdade, de uma forma de equilíbrio entre o controle
judicial e a preservação da autonomia e autoridade das agências reguladoras. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Deferência judicial : um estudo empírico no âmbito do Supremo Tribunal Federal sobre o controle das agências reguladoras | pt_BR |
| dc.title.alternative | Judicial deference : an empirical study on the judicial review of regulatory agencies by the Supreme Federal Court | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Deferência judicial | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Supremo Tribunal Federal | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Agências reguladoras | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Pesquisa empírica | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | The research analyzes the judicial deference granted by the Brazilian Supreme
Federal Court (STF) to the decisions of federal regulatory agencies in the exercise of
their technical-sectoral regulatory powers. The objective is to describe the reality of the
case law by developing quantitative and qualitative empirical research based on the
analysis of published appellate decisions (acórdãos) whose primary issue is the judicial
review of the acts, norms, and decisions of those entities. The central question is: is
there a predisposition toward deference in the case law? In this context, based on the
conceptual parameters developed in the first chapter, judicial deference was
understood as a power-duty of self-restraint qualified by the judiciary's institutional
respect for other entities, in harmony with the democratic parameters of the Brazilian
legal system. The second chapter focused on the study of regulatory agencies,
specifically regarding the judicial review of their activities. The final part of the
dissertation was dedicated to the implementation of the empirical research. Initially, a
raw database was compiled by selecting cases in which the agencies were parties to
the legal proceedings. Subsequently, decisions containing discursive elements
indicating the presence or absence of deference were added. The application of
methodological filters (cases filed between October 5, 2010, and October 5, 2024, in
which there was a judgment on the merits of the main issue via a published decision)
resulted in a refined database. The selected decisions were classified as deferential,
interfering, or unrelated to technical-sectoral regulation. Three situations were
considered as deference: the maintenance of the agencies' actions, the preservation
of the agencies' technical judgment, and the presence of explicit deferential discourse.
Opposite situations were defined as hypotheses of interference. Conversely, when the
litigation was decided while disregarding the regulatory agency or its regulatory
performance, it was classified as unrelated to technical-sectoral regulation. The results
revealed a predominance of deferential decisions. It was further observed that the
rulings were preceded by judicial oversight and accompanied by justifications for
intervening or not in the choices of the regulatory agent. Thus, the data evidenced that
a deferential judicial decision by the STF does not imply the abdication of jurisdictional
control, nor does it result from an automatic or mandatory agreement with the
regulation promoted by the agencies. It is the result of a weighted judgment of selfrestraint, which preserves the performance of those entities without removing the
oversight of the legality of their acts, norms, and decisions. It is, in fact, a form of
balance between judicial review and the preservation of the autonomy and authority of
regulatory agencies. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Faculdade de Direito (FD) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Direito, Regulação e Políticas Públicas, Mestrado Profissional | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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