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Título: Fazendo ciência, fazendo a Síndrome Congênita do Vírus Zika : práticas, relações e infraestruturas científicas na resposta à epidemia de Zika em Recife/PE
Autor(es): Valim, Thais Maria Moreira
Orientador(es): Fleischer, Soraya Resende
Assunto: Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCVZ)
Infraestrutura
Antropologia da ciência
Data de publicação: 26-jan-2026
Referência: VALIM, Thais Maria Moreira. Fazendo ciência, fazendo a Síndrome Congênita do Vírus Zika: práticas, relações e infraestruturas científicas na resposta à epidemia de Zika em Recife/PE. 2025. 229 f. Tese (Doutorado em Antropologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025.
Resumo: Esta Tese investiga as infraestruturas científicas que contribuíram para a produçãoda Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCVZ) como nova entidade nosológica, no contexto daepidemia de Zika em Recife, Pernambuco. A partir de uma abordagem etnográfica inspiradanos Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia (STS), exploro como práticas, redes, lógicas earticulações materiais — aqui entendidas como infraestruturas — viabilizaram a produçãode conhecimento científico sobre o Zika. O acompanhamento da ciência visível e invisível —das rotinas de pesquisa aos dilemas éticos enfrentados no campo — permite analisar comodiferentes infraestruturas, sejam epidemiológicas, colaborativas ou de cuidado, não apenastornaram a ciência possível, mas também condicionaram seus caminhos durante e após aemergência sanitária. Com base em 93 entrevistas com 78 cientistas de Recife, a Tese seestrutura em cinco capítulos, cada um abordando uma dimensão específica dessa redeinfraestrutural: (1) a emergência da SCVZ como fato científico; (2) os repertóriosmetodológicos mobilizados por três grupos de pesquisa; (3) as colaborações científicas locaise internacionais; (4) o papel das crianças com SCVZ e das assistentes de campo comoagentes epistêmicos; e (5) os resultados científicos e seus efeitos sociais e políticos. Aorevisitar a resposta científica à epidemia de Zika, argumento que as infraestruturas não sãomeros suportes técnicos, mas arenas de negociação, cuidado e poder — fundamentais paradefinir o que se torna conhecimento e quem é legitimado nesse processo.
Abstract: This dissertation investigates the scientific infrastructures that contributed to the production of Congenital Zika Syndrome (CZS) as a new nosological entity during the Zika epidemic in Recife, Pernambuco. Drawing on an ethnographic approach inspired by Science and Technology Studies (STS), I explore how practices, networks, logics, and material articulations—understood here as infrastructures—enabled the production of scientific knowledge about Zika. By following both visible and invisible science—from the daily routines of research to the ethical dilemmas encountered in the field—I analyze how different infrastructures, whether epidemiological, collaborative, or care-related, not only made science possible but also shaped its directions during and after the health emergency. Based on 93 interviews with 78 scientists in Recife, the dissertation is organized into five chapters, each addressing a specific dimension of this infrastructural network: (1) the emergence of CZS as a scientific fact; (2) the investigative repertoires mobilized by three research groups; (3) local and international scientific collaborations; (4) the role of children with CZS and field assistants as epistemic agents; and (5) the scientific results and their social and political implications. Revisiting the scientific response to the Zika epidemic, I argue that infrastructures are not merely technical supports but arenas of negotiation, care, and power—central to defining what counts as knowledge and who is legitimized in this process.
Resumen: Esta tesis investiga las infraestructuras científicas que contribuyeron a la producción del Síndrome Congénito del Virus del Zika (SCVZ) como una nueva entidad nosológica, en el contexto de la epidemia de Zika en Recife, Pernambuco. A partir de un enfoque etnográfico inspirado en los Estudios Sociales de la Ciencia y la Tecnología (STS), exploro cómo prácticas, redes, lógicas y articulaciones materiales —entendidas aquí como infraestructuras— hicieron posible la producción de conocimiento científico sobre el Zika. Al seguir tanto la ciencia visible como la invisible —desde las rutinas cotidianas de investigación hasta los dilemas éticos enfrentados en el campo— analizo cómo distintas infraestructuras, ya sean epidemiológicas, colaborativas o vinculadas al cuidado, no solo hicieron posible la ciencia, sino que también condicionaron sus trayectorias durante y después de la emergencia sanitaria. Basada en 93 entrevistas con 78 científicas y científicos en Recife, la tesis se organiza en cinco capítulos, cada uno abordando una dimensión específica de esta red infraestructural: (1) la emergencia del SCVZ como hecho científico; (2) los repertorios metodológicos movilizados por tres grupos de investigación; (3) las colaboraciones científicas locales e internacionales; (4) el papel de las niñas y niños con SCVZ y de las asistentes de campo como agentes epistémicos; y (5) los resultados científicos y sus efectos sociales y políticos. Al revisar la respuesta científica a la epidemia de Zika, sostengo que las infraestructuras no son meros soportes técnicos, sino arenas de negociación, cuidado y poder, fundamentales para definir qué se convierte en conocimiento y quién es legitimado en ese proceso.
Unidade Acadêmica: Instituto de Ciências Sociais (ICS)
Departamento de Antropologia (ICS DAN)
Informações adicionais: Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Sociais, Departamento de Antropologia, Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, 2025.
Programa de pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social
Licença: A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.
Agência financiadora: Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF).
Aparece nas coleções:Teses, dissertações e produtos pós-doutorado

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