| Campo DC | Valor | Idioma |
| dc.contributor.advisor | Duarte, Tiago Ribeiro | pt_BR |
| dc.contributor.author | Silva, Philipe Juliano da | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2026-01-15T16:48:42Z | - |
| dc.date.available | 2026-01-15T16:48:42Z | - |
| dc.date.issued | 2026-01-15 | - |
| dc.date.submitted | 2025-09-29 | - |
| dc.identifier.citation | SILVA, Philipe Juliano da. Transformar cérebros em pib ou democratizar a produção científica? como a gramática do atraso organiza dois modelos para a ciência nacional no Senado. 2025. 144 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) — Universidade de Brasília, Brasília, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://repositorio.unb.br/handle/10482/53674 | - |
| dc.description.abstract | Esta dissertação investiga como a noção de “atraso nacional” é mobilizada nos discursos
parlamentares da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática
do Senado Federal em 2019. Partindo da constatação de que o atraso constitui uma gramática
social consolidada no pensamento brasileiro, o estudo buscou compreender de que modo
esse diagnóstico é acionado para construir sentidos sobre ciência, tecnologia e
desenvolvimento. A pesquisa utilizou a análise temática como estratégia metodológica,
examinando significados e enquadramentos nos discursos de parlamentares. Referenciais
teóricos dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (ESCT) foram articulados em conjunto
à tradição sociológica brasileira sobre o atraso, de modo a evidenciar a coprodução entre
diagnósticos políticos e sentidos atribuídos à ciência. O estudo teve como objetivos
principais: mapear os enquadramentos de atraso acionados pelos parlamentares; identificar
as referências mobilizadas; analisar como ciência e tecnologia foram posicionadas como
solução, problema ou horizonte; e discutir os limites e potencialidades desses
enquadramentos no debate político contemporâneo. A análise mostrou que o atraso funciona
como um “fato consolidado” e é apropriado seletivamente nos discursos: ao mesmo tempo
em que se reconhecem causas estruturais e conjunturais, silenciam-se dimensões como
colonialidade, racialização e papel das elites. A ciência, por sua vez, surge como horizonte
consensual de superação, mas é disputada quanto ao que conta como “ciência legítima” e
quais finalidades devem servir. Duas molduras principais estruturam esse debate: um modelo
de Desenvolvimento Econômico e Poder Geopolítico, que vincula ciência à competitividade
internacional e à lógica de mercado; e um modelo de Desigualdade Interna e Inclusão Social,
que concebe a ciência como bem público e prioriza equidade e cidadania tecnológica. Os
resultados confirmam a prevalência do primeiro modelo, vinculado a uma racionalidade
neoliberal, mas indicam que o segundo amplia a imaginação normativa ao trazer a pergunta
“ciência para quem?”, revelando que a disputa em torno da ciência no Brasil não é apenas
sobre eficiência e crescimento, mas envolve sentidos de desenvolvimento e justiça social
voltados ao enfrentamento das desigualdades e à promoção da cidadania. | pt_BR |
| dc.language.iso | por | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.title | Transformar cérebros em PIB ou democratizar a produção científica? : como a gramática do atraso organiza dois modelos para a ciência nacional no Senado | pt_BR |
| dc.type | Dissertação | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Atrasos | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Ciência e tecnologia - Brasil | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Senado Federal | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Discursos parlamentares | pt_BR |
| dc.subject.keyword | Desenvolvimento | pt_BR |
| dc.rights.license | A concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.unb.br, www.ibict.br, www.ndltd.org sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra supracitada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data. | pt_BR |
| dc.description.abstract1 | This dissertation investigates how the notion of “national backwardness” is mobilized in the
parliamentary discourses of the Science, Technology, Innovation, Communication, and
Informatics Committee of the Federal Senate in 2019. Starting from the premise that
backwardness constitutes a consolidated social grammar in Brazilian thought, the study
sought to understand how this diagnosis is activated to construct meanings about science,
technology, and development. The research employed thematic analysis as its
methodological strategy, examining meanings and framings in parliamentary speeches.
Theoretical frameworks from Science and Technology Studies (STS) were articulated
together with the Brazilian sociological tradition on backwardness, in order to highlight the
co-production between political diagnoses and meanings attributed to science. The main
objectives of the study were: to map the framings of backwardness mobilized by
parliamentarians; to identify the references employed; to analyze how science and
technology were positioned as solution, problem, or horizon; and to discuss the limits and
potentialities of these framings in the contemporary political debate. The analysis showed
that backwardness functions as a “consolidated fact” and is selectively appropriated in the
discourses: while both structural and conjunctural causes are acknowledged, dimensions
such as coloniality, racialization, and the role of elites are silenced. Science, in turn, emerges
as the consensual horizon of overcoming, yet remains disputed regarding what counts as
“legitimate science” and to which purposes it should serve. Two main frameworks structure
this debate: a Development and Geopolitical Power model, which links science to
international competitiveness and market logic; and an Internal Inequality and Social
Inclusion model, which conceives science as a public good and prioritizes equity and
technological citizenship. The results confirm the prevalence of the first model, linked to a
neoliberal rationality, but indicate that the second broadens the normative imagination by
raising the question “science for whom?”, revealing that the dispute over science in Brazil
is not only about efficiency and growth, but also about meanings of development and social
justice aimed at confronting inequalities and promoting citizenship. | pt_BR |
| dc.description.unidade | Instituto de Ciências Sociais (ICS) | pt_BR |
| dc.description.unidade | Departamento de Sociologia (ICS SOL) | pt_BR |
| dc.description.ppg | Programa de Pós-Graduação em Sociologia | pt_BR |
| Aparece nas coleções: | Teses, dissertações e produtos pós-doutorado
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