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dc.contributor.advisorZardo, Sinara Pollom-
dc.contributor.authorPaula Júnior, Franklin de-
dc.date.accessioned2021-06-01T21:40:33Z-
dc.date.available2021-06-01T21:40:33Z-
dc.date.issued2021-06-01-
dc.date.submitted2021-02-11-
dc.identifier.citationPAULA JÚNIOR, Franklin de. “Nós somos água”: cosmovisões e perspectivas políticas sobre a água a partir do diálogo com atores institucionais e da sociedade civil. 2021. 236 f., il. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos e Cidadania)—Universidade de Brasília, Brasília, 2021.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.unb.br/handle/10482/41080-
dc.descriptionDissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Centro de Estudos Avançados e Multidisciplinares, Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania, 2021.pt_BR
dc.description.abstractEssa dissertação parte da premissa de que a água é elemento essencial e indispensável à vida e que, nesta perspectiva, o direito humano à vida pressupõe o direito humano de acesso à água (assim como pressupõe os direitos dos não humanos de acesso à água e, ainda, a própria água como sujeito de direitos). O trabalho objetivou compreender os sentidos e significados atribuídos à água pelos atores institucionais e da sociedade civil e suas concepções sobre a política de águas no Brasil. Para isso, desenvolveu um diálogo (recorrendo a entrevistas narrativas) fecundo de subsídios (ideias, reflexões, cosmologias, vestígios, conjecturas) que nutriram ainda mais reflexões, assim como a análise e elaboração teorética. A pesquisa proporcionou uma análise crítica acerca da política de águas do país, identificando elementos contraditórios que residem tanto na sua concepção como na sua implementação. Em que pese a presença de intencionalidades inovadoras relacionadas à participação social, à gestão democrática e à abordagem territorial sistêmica, defronta-se, por exemplo, com estruturas também reprodutoras de vicissitudes históricas expropriadoras de sentidos outros da água que remetem à modernidade ocidental e ao seu duplo inextrincável, a violência colonial (reproduzida pela colonialidade que atravessa nossos dias), lastreada no pensamento abissal, assim como na racionalidade instrumental indolente. A colonialidade é ainda amplificada pela dimensão capitalística e financeirizada do sistema-mundo. Nesse sentido, não é cabível conceber uma política de águas para o país como se fosse um fim em si mesmo, dissociada da realidade histórica e social, da dimensão geopolítica (sobretudo, porque o Brasil é uma potência hídrica mundial, alvo da cobiça internacional imperialista e das corporações do hidronegócio) e dos desafios climáticos e ambientais planetários. A análise das narrativas dos atores institucionais e da sociedade civil propiciou o exercício teórico (que deve também orientar a dimensão praxiológica) de resgate e recomposição de sentidos outros da água que extrapolam a arrogância reducionista da coisificação, da objetificação, assim como da água considerada apenas como recurso hídrico ou, ainda pior, como mercadoria. Neste sentido, é preciso ‘rematriar’ a sua brasilidade, forjando outras subjetividades. Isso requer outras maquinações e outras modelagens, e pressupõe a valorização e o diálogo com as cosmologias originárias, afro-ameríndias e extramodernas, corporificadas, especialmente, no modo de vida dos povos indígenas, quilombolas e das comunidades tradicionais brasileiras.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).pt_BR
dc.language.isoPortuguêspt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.title“Nós somos água” : cosmovisões e perspectivas políticas sobre a água a partir do diálogo com atores institucionais e da sociedade civilpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.subject.keywordPolítica de águaspt_BR
dc.subject.keywordCosmologia afro-ameríndiaspt_BR
dc.subject.keywordEcologia de saberespt_BR
dc.subject.keywordParticipação socialpt_BR
dc.subject.keywordEducação ambientalpt_BR
dc.subject.keywordEducação em Direitos humanospt_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This dissertation starts from the premise that water is an essential and indispensable element to life and that, in this perspective, the human right to life presupposes the human right of access to water (just as it presupposes the rights of non- humans to access water and, still, water itself as a subject of rights). The work aimed to understand the senses and meanings attributed to water by the actors institutional and civil society, actors and their conceptions about water policy in Brazil. For this, it developed a fruitful dialogue (using narrative interviews) with subsidies (ideas, reflections, cosmologies, vestiges, conjectures) that developed even more reflections, as well as the analysis and theoretical elaboration. The research provided a critical analysis about the country's water policy, identifying contradictory elements that reside both in its design and in its implementation. Despite the presence of innovative intentionality related to social participation, democratic management, and the systemic territorial approach, it is faced, for example, with structures that also reproduce historical vicissitudes expropriating meanings other than water, which refer to Western modernity and the its inextricable double, colonial violence (reproduced by the coloniality that crosses our days), based on abyssal thinking, as well as indolent instrumental rationality. Coloniality is further amplified by the capitalist and financialized dimension of the world-system. In this sense, it is not possible to conceive a water policy for the country as if it were an end, dissociated from the historical and social reality, from the geopolitical dimension (above all, because Brazil is a world overflowing water power, target of imperialist international greed and corporations) and planetary climate and environmental challenges. The analysis of the narratives of institutional actors and civil society led to the theoretical exercise (which should also guide the praxiological dimension) of rescuing and recomposing other meanings of water that go beyond the reductionist arrogance of objectification, of objectification, as well as of water considered only as a water resource or, even worse, as a commodity. In this sense, it is necessary to ‘re-create’ your Brazilianness, forging other subjectivities. This requires other machinations and other modeling, and presupposes the valorization and dialogue with the original, Afro- Amerindian, and extra-modern cosmologies, embodied, especially, in the way of life of the indigenous, quilombola* and traditional Brazilian communities.pt_BR
dc.description.abstract4ABSTRACTO: Esta disertación parte de la premisa de que el agua es un elemento esencial e indispensable para la vida y que, en esta perspectiva, el derecho humano a la vida presupone el derecho humano al acceso al agua (así como presupone los derechos de los no humanos al acceso al agua y, aún, el agua misma como sujeto de derechos). El trabajo tuvo como objetivo comprender los sentidos y significados atribuidos al agua por los actores institucionales y de la sociedad civil y sus concepciones sobre la política del agua en Brasil. Para ello, desarrolló un fructífero diálogo (mediante entrevistas narrativas) con subvenciones (ideas, reflexiones, cosmologías, vestigios, conjeturas) que alimentaron aún más reflexiones, así como el análisis y elaboración teórica. La investigación brindó un análisis crítico sobre la política hídrica del país, identificando elementos contradictorios que residen tanto en su diseño como en su implementación. A pesar de la presencia de intencionalidades innovadoras relacionadas con la participación social, la gestión democrática y el enfoque territorial sistémico, se enfrenta, por ejemplo, a estructuras que también reproducen vicisitudes históricas expropiando significados distintos al agua, que remiten a la modernidad occidental y la su doble inextricable, la violencia colonial (reproducida por la colonialidad que atraviesa nuestros días), basada en el pensamiento abismal, así como en la indolente racionalidad instrumental. La colonialidad se amplifica aún más por la dimensión capitalista y financiarizada del sistema-mundo. En este sentido, no es posible concebir una política de aguas para el país como si fuera un fin en sí mismo, disociado de la realidad histórica y social, de la dimensión geopolítica (sobre todo, porque Brasil es una potencia hídrica mundial, blanco de la codicia internacional imperialista). y corporaciones) y el clima planetario y los desafíos ambientales. El análisis de las narrativas de los actores institucionales y de la sociedad civil condujo al ejercicio teórico (que también debe orientar la dimensión praxiológica) de rescatar y recomponer otros significados del agua que van más allá de la arrogancia reduccionista de la objetivación, de la objetivación, así como del agua considerada únicamente. como recurso hídrico o, peor aún, como mercancía. En este sentido, es necesario "recrear" tu brasileño, forjando otras subjetividades. Esto requiere de otras maquinaciones y otros modelos, y presupone la valorización y el diálogo con las cosmologías originales, afroamerindias y extramodernas, encarnadas, especialmente, en la forma de vida de las comunidades indígenas, quilombolas* y tradicionales brasileñas.pt_BR
dc.contributor.emailfranklintermedio@gmail.compt_BR
Appears in Collections:PPGDH - Mestrado em Direitos Humanos e Cidadania (Dissertações)

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