Skip navigation
Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.unb.br/handle/10482/35762
Files in This Item:
File Description SizeFormat 
2019_CecíliaRicardoFernandes.pdf7,02 MBAdobe PDFView/Open
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.contributor.advisorPereira, Ludivine Eloy Costa-
dc.contributor.authorFernandes, Cecilia Ricardo-
dc.date.accessioned2019-11-07T22:19:06Z-
dc.date.available2019-11-07T22:19:06Z-
dc.date.issued2019-11-05-
dc.date.submitted2019-04-29-
dc.identifier.citationFERNANDES, Cecilia Ricardo. Sobre ter e não faltar: segurança alimentar e territorialidade Kalunga no Cerrado. 2019. 302 f., il. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2019.pt_BR
dc.identifier.urihttp://repositorio.unb.br/handle/10482/35762-
dc.description.abstractEste trabalho apresenta uma análise e reflexão das diferentes estratégias de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) desenvolvidas pelas famílias da comunidade quilombola Kalunga, divididas entre a região nordeste do estado de Goiás e o sul do Tocantins. Em um cenário de políticas agroambientais homogeneizadoras, os sistemas agrícolas tradicionais têm enfrentado o desafio de manterem suas práticas e sua agrobiodiversidade a partir de suas próprias dinâmicas espaço-temporais. Além disso, as escalas utilizadas para avaliação da segurança alimentar dessas comunidades costumam enfatizar aspectos aquisitivos em uma escala doméstica, desconsiderando a importância da produção para autoconsumo e das redes alimentares ao longo do território. Utilizando uma abordagem qualitativa e os procedimentos de observação participante, entrevista semiestruturada, mapeamento participativo em diferentes escalas de análise, buscou-se obter informações que permitissem uma compreensão das práticas produtivas e alimentares localmente desenvolvidas. Foram mapeadas 950 residências e 2.120 roças, distribuídas ao longo de 12 microrregiões. Das 128 famílias, 90 foram entrevistadas de forma semiestruturada, enquanto as outras 38 famílias foram entrevistadas a partir da metodologia aberta. Observou-se que a comunidade estrutura sua segurança alimentar a partir de estratégias pluriativas em uma ocupação multilocal do território, onde a diversidade agrícola, as redes de troca de sementes e o fluxo de alimentos têm fundamental importância. Encontramos que as roças resguardam 19% da agrobiodiversidade total identificada (85 espécies), enquanto que os quintais correspondem a 53% e os sertões a 20% dela. Contudo, apesar dos quintais apresentarem uma diversidade específica maior, foi nas roças que encontramos a maior diversidade intraespecífica onde, das 221 variedades identificadas, 18 eram de mandioca, 16 de arroz, 8 de milho, 17 de feijão, 7 de aboboras e 17 de bananas. Também observamos que o programa Bolsa Família auxilia o trabalhador rural a continuar suas atividades voltadas para o autoconsumo sem comprometer a segurança alimentar da sua família, a partir do aumento do poder de escolha das mesmas sobre os seus produtos agroextrativistas. Assim, podemos dizer que, mesmo frente a diversos fatores de influência (des)estruturadores, a comunidade tem ressignificado suas dinâmicas, em uma estratégia que combina inovações sociotécnicas, renovação das dinâmicas de mobilidade e a luta constante da população em prol das suas tradições e relações territoriais.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).pt_BR
dc.language.isoPortuguêspt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleSobre ter e não faltar : segurança alimentar e territorialidade Kalunga no Cerradopt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.description2Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Centro de Desenvolvimento Sustentável, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável, 2019.pt_BR
dc.subject.keywordSegurança alimentar e nutricionalpt_BR
dc.subject.keywordKalunga (comunidade quilombola brasileira) - Goiás (Estado)pt_BR
dc.subject.keywordAgrobiodiversidadept_BR
dc.subject.keywordTerritorialidadept_BR
dc.rights.licenseA concessão da licença deste item refere-se ao termo de autorização impresso assinado pelo autor com as seguintes condições: Na qualidade de titular dos direitos de autor da publicação, autorizo a Universidade de Brasília e o IBICT a disponibilizar por meio dos sites www.bce.unb.br, www.ibict.br, http://hercules.vtls.com/cgi-bin/ndltd/chameleon?lng=pt&skin=ndltd sem ressarcimento dos direitos autorais, de acordo com a Lei nº 9610/98, o texto integral da obra disponibilizada, conforme permissões assinaladas, para fins de leitura, impressão e/ou download, a título de divulgação da produção científica brasileira, a partir desta data.pt_BR
dc.description.abstract1This thesis presents an analysis and reflection on the different strategies of Food and Nutrition Security developed by the families of the quilombola community Kalunga, divided between the northeast region of the state of Goiás and the south of Tocantins. In a scenario of homogenizing agri-environmental policies, traditional farming systems have faced the challenge of maintaining their practices and agrobiodiversity from their own spatiotemporal dynamics. In addition, the scales used to evaluate food security in these communities usually emphasize purchasing aspects on a domestic scale, disregarding the importance of production for self-consumption and food networks throughout the territory. Using a qualitative approach and participant observation procedures, semi-structured interview, participatory mapping at different scales of analysis, we sought to obtain information that would allow an understanding of locally developed production and food practices. 950 residences and 2,120 farms were mapped out over 12 microregions. Of the 128 families, 90 were semi-structured interviewed, while the other 38 families were interviewed using the open methodology. It was observed that the community structures its food security based on pluriactive strategies in a multilocal occupation of the territory, where agricultural diversity, seed exchange networks and food flow are of fundamental importance. We found that the farms account for 19% of the total agrobiodiversity identified (85 species), while the backyards correspond to 53% and the backlands to 20% of it. However, although the backyards present a greater specific diversification, it was in the farms that we found the greatest intraspecific diversity where, of the 221 varieties identified, 18 were of cassava, 16 of rice, 8 of corn, 17 of beans, 7 of pumpkins and 17 of bananas. We also noted that the Bolsa Família program helps the rural worker to continue his activities aimed at self-consumption without compromising the family's food security, by increasing their power to choose their agro-extractive products. Thus, we can say that, even in the face of various factors of (de)structuring, the community has reassigned its dynamics, in a strategy that combines sociotechnical innovations, renewal of mobility dynamics and the constant struggle of the population for their traditions and territorial relations.pt_BR
Appears in Collections:CDS - Doutorado em Desenvolvimento Sustentável (Teses)

Show simple item record Recommend this item " class="statisticsLink btn btn-primary" href="/handle/10482/35762/statistics">



Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.